Acre tem alta de mais de 760% nos focos de queimadas em agosto, aponta Inpe
Estado teve 487 focos no mês, contra 56 registrados em julho. Apesar do aumento, número acumulado em 2026 ainda é menor que o registrado no mesmo período do ano passado.
Quick Look
- O Acre registrou 487 focos de queimadas em agosto, um aumento de 769,6% em relação a julho, segundo o Inpe.
- Apesar da alta mensal, o acumulado anual de 2026 é inferior ao mesmo período de 2025, sendo o menor índice para agosto em 12 anos.
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Why It Matters
Historicamente, a maior concentração de queimadas no Acre ocorre entre agosto e outubro, durante o verão amazônico. O estado enfrenta pressão crescente devido ao desmatamento em municípios como Feijó e Tarauacá.
O Acre registrou 487 focos de queimadas em agosto, um aumento de 769,6% em relação a julho. O total cresceu mais de 8 vezes entre os meses.
O estado acumulou 594 focos entre 1º de janeiro e 1º de setembro. Apesar da alta, o índice de agosto foi o menor em 12 anos.
O acumulado deste ano está abaixo do observado no mesmo período de 2025, que tinha 752 focos. No dia 1º de setembro surgiram mais 10 focos.
Segundo dados divulgados na última quinta-feira (27) pelo Imazon, o Acre respondeu por 22% do desmatamento na Amazônia Legal em julho.
O Acre registrou 487 focos de queimadas em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aumento de 769,6% em relação a julho, quando o estado contabilizou 56 focos.
Isto significa que o total aumentou mais de oito vezes entre um mês e outro. O índice segue uma sequência de sete meses do ano em que a média mensal de queimadas se manteve abaixo dos 100 focos.
Com os registros de agosto, o Acre chegou a 594 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 1º de setembro. Apesar da disparada registrada entre julho e agosto deste ano, o número de focos contabilizados no mês passado foi o menor para o período em 12 anos.
Apesar da forte alta registrada no último mês, o acumulado ainda está abaixo do observado no mesmo período de 2025, que era de 752 focos.
Os dados apontam que, historicamente, a maior concentração das queimadas ocorre durante os meses de agosto, setembro e outubro, auge do verão amazônico.
O ano iniciou com baixo número de focos registrados no Acre. Foram dois em janeiro, dois em fevereiro, nenhum em março e outros dois em abril.
A partir de maio, porém, o cenário começou a mudar. Foram 15 focos, seguidos por 20 em junho, 56 em julho até os 487 de agosto.
Somente no primeiro dia de setembro, outros 10 focos já foram registrados na plataforma.
O avanço das queimadas ocorre em um cenário de pressão sobre a floresta no estado acreano, visto que Feijó, Tarauacá e Sena Madureira, no interior do Acre, apareceram entre os municípios que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026.
O levantamento é do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e foi divulgado na última quinta-feira (27). Feijó ficou na segunda posição do ranking, enquanto Tarauacá apareceu em terceiro lugar.
Já Sena Madureira ocupou a oitava colocação. Os municípios do Acre ficam atrás apenas de Altamira, no Pará, que ficou na liderança. Ainda segundo o Imazon, o Acre respondeu por 22% do desmatamento detectado na Amazônia Legal em julho, com 97 km² de área desmatada.
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