Acumulação Compulsiva: Transtorno Mental Causa Sofrimento e Isolamento
Especialistas explicam que o problema vai além da falta de higiene e exige tratamento contínuo.
Quick Look
- O transtorno de acumulação compulsiva, exposto pelo caso de uma idosa em São Paulo, causa sofrimento, isolamento social e riscos à segurança.
- Especialistas afirmam que o apego emocional aos objetos dificulta o descarte e o tratamento exige acompanhamento profissional contínuo.
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Why It Matters
O caso de uma idosa que vivia cercada por toneladas de resíduos em casa, na Grande São Paulo, expõe a acumulação compulsiva, um transtorno de saúde mental. Especialistas explicam que o problema não está ligado à falta de higiene, mas a um transtorno que pode trazer sofrimento, riscos e isolamento social.
O caso de uma idosa que vivia cercada por toneladas de resíduos em casa, na Grande São Paulo, expõe uma condição de saúde mental ainda cercada de preconceitos: a acumulação compulsiva. Para especialistas, o problema não está ligado à falta de higiene ou descuido, mas a um transtorno que pode trazer sofrimento, riscos e isolamento social.
Além da dificuldade prática, o quadro costuma vir acompanhado de outros problemas emocionais. O sofrimento, o risco à segurança ou isolamento são parte do quadro, geralmente acompanhado de depressão e ansiedade.
Apego emocional dificulta descarte
O psiquiatra e pesquisador da USP Daniel Costa explica que há um apego aos objetos. As pessoas sentem que podem precisar deles um dia.
"Alguns objetos adquirem um valor sentimental para a pessoa. Então, portanto, se desfazer daquilo é muito sofrido. É o equivalente ali a se desfazer de algo que tem um valor material muito importante, por exemplo".
Quando o acúmulo vira risco
No caso retratado, a casa chegou a um nível crítico, com infestação de insetos e roedores e risco à estrutura do imóvel, afetando não só a moradora, mas também vizinhos.
Situações como essa são comuns em quadros avançados de acumulação compulsiva, segundo especialistas. O ambiente deixa de ser habitável e passa a oferecer perigo à saúde e à segurança.
“O acúmulo de coisas deve gerar uma impossibilidade de utilizar um determinado cômodo da casa, por exemplo, e também precisa haver prejuízo na vida da pessoa”, explica Daniel Costa, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do HC/USP.
Catadora de recicláveis ganha ajuda para retirar toneladas de lixo que acumulou em casa durante 20 anos — Foto: Fantástico/ Reprodução
Tratamento é contínuo e não tem solução rápida
Outro ponto importante destacado pelos especialistas é que não existe uma “cura rápida” para a acumulação compulsiva. O tratamento exige acompanhamento constante.
“Não existe remédio para lidar só com a acumulação compulsiva. É um problema crônico, que tende à recorrência, então a pessoa precisa estar constantemente em acompanhamento com profissionais de saúde”, afirma o psiquiatra.
Catadora de recicláveis ganha ajuda para retirar toneladas de lixo que acumulou em casa durante 20 anos — Foto: Fantástico/ Reprodução
'Depressão não é frescura'
Guilherme, influenciador digital conhecido por realizar faxinas gratuitas em casas de acumuladores compulsivos, foi peça-chave na transformação do imóvel. Ao compartilhar histórias como a de Anita nas redes sociais, ele chama atenção para uma realidade muitas vezes invisível e ajuda a conectar pessoas em situação de vulnerabilidade a apoio prático e institucional.
"Porque as pessoas têm esse pré-julgamento, são pessoas porcas, são pessoas desleixadas, como é que uma pessoa vive nesse estado? E eu falo para essas pessoas, a depressão, ela não é frescura", afirma.
Catadora de recicláveis ganha ajuda para retirar toneladas de lixo que acumulou em casa durante 20 anos — Foto: Fantástico/ Reprodução
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Open Questions
- Qual a idade da idosa mencionada no caso?
- Qual o nome da cidade específica na Grande São Paulo onde o caso ocorreu?
- Qual a extensão exata dos danos estruturais na casa?
- Quantos vizinhos foram diretamente afetados pela situação?





