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BackAmauri Henrique de Oliveira, peça-chave na lavagem de dinheiro do PCC, tem prisão preventiva decretada
Amauri Henrique de Oliveira, peça-chave na lavagem de dinheiro do PCC, tem prisão preventiva decretada
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G117h agoCrime12 min readBrazil

Amauri Henrique de Oliveira, peça-chave na lavagem de dinheiro do PCC, tem prisão preventiva decretada

Quick Look

  • Amauri Henrique de Oliveira, tio de Victor Shimada e pai de Stella Stefanie, teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.
  • Ele é investigado como peça importante na logística financeira do PCC, responsável por transportar e recolher dinheiro em espécie.

AI-generated summary

Why It Matters

Amauri Henrique de Oliveira, investigado na Operação Exchange, é peça-chave na logística financeira do PCC, responsável pelo transporte e recolhimento de dinheiro em espécie. Ele é pai de Stella Stefanie e tio de Victor Shimada, ambos sancionados pelos EUA.

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Antes de virar um dos principais foragidos da Operação Exchange, Amauri Henrique de Oliveira já aparecia nas investigações da Polícia Federal como uma peça importante na engrenagem financeira do grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Pai de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e tio do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvos de sanção pelo governo dos Estados Unidos na semana passada, Amauri é descrito pelos investigadores como o responsável pelo apoio operacional e logístico da organização, com a missão de transportar e recolher grandes quantias de dinheiro em espécie.

Segundo a Polícia Federal, cabia a ele dar suporte à circulação do dinheiro vivo, uma das formas utilizadas pelo grupo para movimentar recursos de origem ilícita ao lado de empresas, contas bancárias e operações com criptomoedas.

A importância atribuída a Amauri na investigação ganhou novo peso na terça-feira (7), quando a Justiça Federal decretou sua prisão preventiva.

Apartamento da ex-esposa de Victor Henrique de Oliveira Shimada foi alvo de mandado de busca e apreensão em Santos (SP) — Foto: Diego Bertozzi/TV Tribuna e Reprodução/Globonews

Na decisão, a juíza Monica Aparecida Bonavina Camargo afirmou que o investigado não foi localizado durante o cumprimento dos mandados da Operação Exchange e que sequer foi possível confirmar seu endereço, circunstâncias que, segundo a magistrada, justificam a prisão para garantir a aplicação da lei penal.

Além de Amauri, tiveram a prisão preventiva decretada Victor Henrique de Oliveira Shimada, Anderson Gonçalves Amaral, Diego Lameiro Diz, Romany Cutolo Bonente e Ygor Fokin Saviolli — este último, apesar de aparecer como não localizado no Brasil, está preso nos Estados Unidos desde janeiro.

Na mesma decisão, a Justiça mandou soltar Stella e os outros seis detidos na operação.

A Operação Exchange foi deflagrada na semana passada pela PF para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar recursos do tráfico internacional de drogas por meio de empresas, contas bancárias, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptomoedas.

O g1 não localizou a defesa de Amauri até a última atualização desta reportagem.

O papel no esquema

De acordo com a investigação, Amauri integrava o núcleo responsável pela logística da organização criminosa.

Enquanto Victor Shimada é apontado como o operador financeiro que utilizava dezenas de empresas para movimentar recursos e Ygor Fokin Saviolli aparece como um dos coordenadores da estrutura, Amauri seria o responsável por transportar valores em espécie e recolher dinheiro para abastecer o esquema.

Na relação dos investigados elaborada pela Polícia Federal, ele aparece como responsável pelo "apoio operacional e logístico, além do transporte e recolhimento de dinheiro em espécie".

Segundo a PF, a Operação Exchange investiga um grupo suspeito de movimentar recursos do tráfico internacional de drogas por meio de uma estrutura que incluía empresas de fachada, operações bancárias, transporte de dinheiro vivo e transações com criptomoedas.

O núcleo familiar

Amauri é pai de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa temporariamente na Operação Exchange e também sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Segundo as autoridades americanas, Stella atuava como secretária de Victor Shimada e era responsável por prestar apoio logístico na coleta de grandes quantias de dinheiro. Ela também é apontada como colaboradora do empresário nas operações investigadas.

Apesar disso, a Justiça Federal decidiu não converter sua prisão temporária em preventiva e determinou sua soltura após o fim do prazo da medida. A magistrada entendeu que, até o momento, não surgiram fatos novos que justificassem a manutenção da prisão.

Amauri também é tio de Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário que foi alvo de sanções dos Estados Unidos por supostamente atuar como um "elo-chave" entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, Shimada teria ajudado a lavar mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades ilícitas utilizando criptomoedas para enviar recursos ao Brasil.

A Polícia Federal, por sua vez, afirma que ele utilizava mais de 70 empresas para movimentar dinheiro e o descreve como uma espécie de "doleiro moderno".

Operação Exchange, da PF, apreende dinheiro e documentos de esquema que movimentou R$10 bilhões — Foto: Reprodução

Quem são os investigados

A decisão da Justiça Federal decretou a prisão preventiva de seis investigados. Eles estão foragidos, exceto Ygor Fokin Saviolli:

Victor Henrique de Oliveira Shimada: apontado como líder do esquema e coordenador logístico e financeiro do grupo;

Ygor Fokin Saviolli: também apontado como líder do esquema, responsável pela coordenação logística e financeira e pelo controle da distribuição de drogas;

Amauri Henrique de Oliveira: responsável pelo apoio operacional e logístico, além do transporte e recolhimento de dinheiro em espécie;

Anderson Gonçalves Amaral: apontado como sócio-administrador da empresa Hi Quality Importação Comércio e Distribuição Ltda., considerada a principal empresa usada para movimentar valores de origem ilícita;

Romany Cutolo Bonente ("Roma"): operador financeiro responsável por intermediar pagamentos diretamente com Victor;

Diego Lameiro Diz: operador financeiro que dava suporte às atividades de lavagem de dinheiro por meio da constituição de empresas de fachada no Brasil e nos Estados Unidos.

A juíza negou a conversão da prisão temporária em preventiva para outros sete investigados, que deverão ser soltos:

Carlos Henrique Costa Almeida: operador financeiro responsável por intermediar remessas de alto valor diretamente com Victor;

João Gilberto Codognotto ("Giba"): operador financeiro responsável por intermediar remessas de alto valor diretamente com Victor;

Gabriel Innocente: negociador de drogas, especialmente haxixe, e intermediador dos pagamentos dessas transações;

Jefferson Costa de Britis: contador das principais empresas usadas para movimentar valores de origem ilícita e procurador delas;

Leandro de Proença: operador financeiro responsável por realizar transações suspeitas de alto valor diretamente com Victor;

Paulo Roberto Macedo ("Urso"): operador financeiro responsável pelo recebimento, guarda, transporte e repasse de grandes quantias em dinheiro, em moeda nacional e estrangeira;

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira: responsável pelo apoio operacional e logístico, transporte e recolhimento de dinheiro em espécie; segundo a investigação, é filha de Amauri Henrique de Oliveira.

A Operação Exchange foi deflagrada na semana passada pela PF para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar recursos do tráfico internacional de drogas por meio de empresas, contas bancárias, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptomoedas.

Na ação, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços da capital paulista, de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também houve determinação de sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados.

O que a investigação apura

De acordo com a Polícia Federal, os investigados usavam um sistema estruturado para movimentar recursos ilícitos, incluindo:

transferências de criptoativos;

transporte de valores, inclusive em espécie;

operações bancárias de alto valor;

repasses entre pessoas físicas e jurídicas;

outras atividades financeiras voltadas à ocultação da origem do dinheiro.

A suspeita é de que a estrutura tenha sido usada para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Em tese, os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Sanções dos EUA

Na quarta-feira (1º), o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada foi incluído na lista de sanções do governo dos Estados Unidos. Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, ele atuaria como "elo-chave" entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

Os EUA afirmam que Shimada teria ajudado a lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, usando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome da facção.

Além dele, também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelas autoridades americanas como colaboradora de Shimada e responsável por apoio logístico à coleta de grandes quantias em dinheiro.

Para despistar as autoridades, as investigações apontam que os dois usavam apelidos: Shimada era "o Japa"; Stella, "Lara Croft". Segundo a acusação, Stella organizava a coleta do dinheiro, e Shimada era o elo com os traficantes ligados ao PCC no Brasil.

As sanções impostas pelos Estados Unidos preveem o bloqueio de bens em território americano e atingem também empresas controladas, direta ou indiretamente, pelos alvos.

'Doleiro moderno'

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, foragido da Justiça e alvo da Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira (3) pela Polícia Federal, utilizou mais de 70 empresas para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas, agindo como um "doleiro moderno". É o que afirmam policiais federais envolvidos na investigação.

"São mais de 70 empresas investigadas neste caso. Essas empresas são usadas por ele para lavar dinheiro ou que lavaram dinheiro com ele", diz um dos agentes que participam da investigação.

🔎 Os doleiros são operadores do mercado clandestino de câmbio e usam um sistema bancário ilegal para lavar dinheiro do crime organizado.

O objetivo da Operação Exchange é desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

Shimada também foi alvo de sanções dos Estados Unidos na quarta-feira (1º) por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, são 11 mandados de prisão temporária, e sete foram cumpridos até a última atualização desta reportagem. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também alvo de sanções. Ela trabalhava com Victor Shimada.

Todos os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo.

Para despistar as autoridades, as investigações apontam que os dois usavam apelidos: Shimada era "o Japa"; Stella, "Lara Croft". Segundo a acusação, Stella organizava a coleta do dinheiro, e Shimada era o elo com os traficantes ligados ao PCC no Brasil.

👉 Com as sanções, os bens nos Estados Unidos dos alvos são bloqueados e qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais, às pessoas punidas, também será bloqueada. Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções econômicas pelo governo dos EUA.

Outros 13 mandados de busca também foram expedidos, em endereços localizados na capital paulista, em Santos, em Praia Grande e em Santana de Parnaíba. Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.

Segundo a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras.

Os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em nota, a defesa de Victor Shimada informou que "tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas".

"Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis."

Quem são os brasileiros alvos de sanções?

Victor Henrique de Oliveira Shimada

Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/GloboNews

Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também é sócio da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, empresa igualmente sancionada pelos EUA nesta quarta-feira.

O empresário foi classificado pelos EUA como "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais". O governo Trump o acusa de:

lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;

envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

No Brasil, Shimada é investigado por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso VaideBet, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. (Leia mais abaixo).

Ao informarem a sanção, os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionaram o nome do time alvinegro no comunicado.

Segundo relatório da Polícia Civil de São Paulo, Victor Henrique de Oliveira Shimada aparece em uma cadeia financeira que conecta sua empresa à Wave Intermediações e à UJ Football Talent.

A UJ foi citada na delação premiada de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como empresa supostamente relacionada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como "Tripa", apontado pelo delator como integrante do PCC.

O relatório ressalta ainda que o próprio Gritzbach surgiu em análises financeiras associadas à Wave, empresa que mantinha intensa movimentação com a Victory Trading.

A investigação, porém, não afirma que Victor Shimada seja integrante do PCC, mas sustenta que ele estaria inserido em um fluxo financeiro que se cruza com pessoas e empresas citadas em apurações sobre a facção criminosa.

Além dessa investigação, ele responde a outros quatro processos sem ligação direta com organização criminosa:

ameaça

violência doméstica e familiar

injúria cometida ofendendo a dignidade ou o decoro

lesão corporal dolosa

Em nota, o advogado de defesa de Shimada, Yuri Cruz, disse que tomou conhecimento, nesta quarta-feira (1º), das notícias acerca das sanções anunciadas.

"Até o presente momento, não tivemos acesso aos documentos oficiais e aos elementos que fundamentaram a medida, o que impede qualquer manifestação específica sobre seu conteúdo. Não obstante, Victor Shimada nega veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro".

E complementou: "A situação será anal

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Extradição de Ygor Fokin Saviolli dos EUA para o Brasil para responder por crimes

    Likely · Within months

  • Novas sanções ou investigações por parte dos EUA contra outros membros do PCC

    Possible · Within months

Open Questions

  • Onde Amauri Henrique de Oliveira se encontra?
  • Qual o alcance total das operações financeiras do grupo?
  • Quais outras conexões internacionais existem?

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This article was originally published by G1.

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