Assassinato de Moisés Costa da Silva, ex-prefeito de Miracema, completa oito anos sem solução
Família e sociedade cobram respostas sobre a morte do então prefeito, executado em 2018 enquanto exercia o mandato.
Quick Look
- O assassinato de Moisés Costa da Silva, prefeito de Miracema do Tocantins, completa oito anos neste domingo (30).
- Ele foi executado em 2018, e o inquérito policial, sob sigilo, permanece sem conclusão, gerando cobranças por justiça por parte da família.
AI-generated summary
Why It Matters
Moisés Costa da Silva foi eleito prefeito de Miracema em 2016 e assassinado em 2018. O caso é o único de um prefeito assassinado no exercício do mandato no Tocantins ainda sem solução.
Moisés Costa da Silva foi assassinado enquanto exercia o cargo de prefeito de Miracema do Tocantins, na região central do estado. O crime completa oito anos neste domingo (30) e a família cobra justiça com uma pergunta que segue sem resposta: quem matou o Moisés da Sercon?
Ele foi eleito em 2016 para o cargo, com 84% dos votos. Em 2018, foi executado à luz do dia, em 30 de agosto. O corpo de Moisés foi encontrado em sua própria caminhonete, em uma estrada rural entre Rio dos Bois e Miranorte.
"Perder um ente querido, principalmente por assassinato, em um caso como esse, misterioso, é uma dor irreparável. É uma dor que não dá para comparar com nenhuma outra perda. A gente precisa dessa resolução, e também, a sociedade espera há oito anos pelo esclarecimento deste caso", diz o irmão, Fidel Costa.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil e é acompanhada pelo Ministério Público do Estado (MPTO). Em nota à TV Anhanguera, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirma que a polícia trabalha para esclarecer as circunstâncias, a motivação e a autoria da morte do ex-prefeito, e que o inquérito segue em grau máximo de sigilo e, por isso, detalhes não foram repassados.
O g1 solicitou um posicionamento do MPTO, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Na época do crime, Moisés tinha 44 anos e era empresário no ramo de contabilidade. Poucos dias antes de ser morto, ele inaugurou obras do município, em celebração ao aniversário de Miracema. Desde então, o irmão de Moisés visita com frequência a Secretaria de Segurança Pública para cobrar uma solução.
"Falar deste assunto, nestes longos 8 anos, não tem sido nada confortável. Pelo contrário, dói muito. Mas é necessário. [...] A ausência de conclusão prejudica a credibilidade da Justiça e deixa uma mancha que precisa ser reparada", afirma Fidel.
O crime
No dia 30 de agosto de 2018, o prefeito Moisés Costa estava em Miranorte, cidade vizinha, e dispensou funcionários que o acompanhavam para fazer uma visita ao então prefeito do município Antônio Carlos Martins (MDB).
Os funcionários ficaram aguardando o prefeito em um posto de combustíveis, mas ele não retornou. O corpo foi localizado horas mais tarde dentro da caminhonete dele em uma rodovia que liga Miranorte a Rio dos Bois.
O corpo do prefeito estava no banco do passageiro da caminhonete dele quando foi baleado. A Polícia Civil disse que o celular e a carteira da vítima não foram localizados no veículo.
Após a morte, a SSP afirmou ter montado uma força-tarefa para investigar o caso. Em dezembro de 2018, informou que o caso era de difícil elucidação e estava empregando diversas técnicas investigativas a fim de se identificar a autoria do homicídio.
Em fevereiro de 2021, a Polícia Civil prendeu um homem de 51 anos como suspeito de envolvimento no crime. Ele foi localizado em São José do Xingu, em Mato Grosso. Depois disso, nenhum avanço foi apresentado pela polícia e o inquérito segue sem conclusão.
O caso do Moisés chama atenção por ser o único no Tocantins, em aberto, de um prefeito assassinado em pleno exercício do mandato. Quando o crime ocorreu, fazia um ano e oito meses que ele havia assumido a gestão da cidade após ser eleito pela maioria da população.
O prefeito era considerado querido pela população, e moradores chegaram a fazer uma passeata cobrando justiça e o desfecho das investigações, ainda em 2018. Mais de 800 pessoas vestiram branco e carregaram cartazes em passeata na Avenida Tocantins, em frente à praia de Mirasol.
Open Questions
- Quem foi o autor do homicídio?
- Qual foi a motivação do crime?
- Por que o inquérito não foi concluído após oito anos?






