Breaking
TRÇorum'da Define Arama Sırasında Mağarada Kaybolan Kişi İçin Kurtarma Çalışmaları SürüyorTRAFAD'dan Afetlere Hazırlık ve Risk Azaltma Çalışmaları Hakkında AçıklamaTRMağara Duvarlarındaki DNA İzleri Tarih Öncesi Sanatçılara Işık TutuyorTRFenerbahçe'nin Avusturya kampında Musaba'dan açıklamalar: Şampiyonluk hedefliyoruzTRFilistin Bayrağı Renklerinde Paraşütle Duomo Katedrali'nden AtladıTRKarahan'dan Enflasyon ve Makroekonomik Görünüm DeğerlendirmesiTRNBA Europe'a Yoğun İlgi: Avrupa Basketbolunda Yeni Dönem BaşlıyorTRİran'ın Yeni Savaş Doktrini: Petrol Arzını Kesmek ve ABD'yi ZorlamakTRLGS tercihleri yüzdelik dilime göre yapılmalı: Uzman uyarısıTRZayıflama İğneleri Kalp Ritmine Ek Yük Getiriyor: Yeni Araştırma SonuçlarıTRÇorum'da Define Arama Sırasında Mağarada Kaybolan Kişi İçin Kurtarma Çalışmaları SürüyorTRAFAD'dan Afetlere Hazırlık ve Risk Azaltma Çalışmaları Hakkında AçıklamaTRMağara Duvarlarındaki DNA İzleri Tarih Öncesi Sanatçılara Işık TutuyorTRFenerbahçe'nin Avusturya kampında Musaba'dan açıklamalar: Şampiyonluk hedefliyoruzTRFilistin Bayrağı Renklerinde Paraşütle Duomo Katedrali'nden AtladıTRKarahan'dan Enflasyon ve Makroekonomik Görünüm DeğerlendirmesiTRNBA Europe'a Yoğun İlgi: Avrupa Basketbolunda Yeni Dönem BaşlıyorTRİran'ın Yeni Savaş Doktrini: Petrol Arzını Kesmek ve ABD'yi ZorlamakTRLGS tercihleri yüzdelik dilime göre yapılmalı: Uzman uyarısıTRZayıflama İğneleri Kalp Ritmine Ek Yük Getiriyor: Yeni Araştırma Sonuçları
Newsgather
BackBangladesh: A nação dividida entre Brasil e Argentina no futebol
Bangladesh: A nação dividida entre Brasil e Argentina no futebol
World
G14d agoWorld3 min readBrazil

Bangladesh: A nação dividida entre Brasil e Argentina no futebol

Quick Look

Bangladesh vive uma paixão futebolística que divide o país entre torcer para Brasil ou Argentina, fenômeno cultural que remonta às Copas de 1970 e 1986, com Pelé e Maradona como ícones.

AI-generated summary

Why It Matters

Bangladesh desenvolveu uma forte conexão com o futebol brasileiro desde a Copa de 1970, com Pelé como ídolo. Mais tarde, Maradona e a Argentina ganharam popularidade, criando uma divisão cultural.

Font size

O fenômeno cultural divide o país entre o apoio ao Brasil e à Argentina, mesmo sem a seleção de Bangladesh jamais ter chegado perto de se classificar para o torneio mundial.

As cores verde e amarela estão presentes no cotidiano, misturando-se à paisagem urbana marcada pelas cores das bicicletas e do comércio de rua. Gráficos, de utilidade pública, com as divisões dos grupos e a tabela do mata-mata da Copa do Mundo são fixados nas paredes das vilas para consulta dos moradores.

Essa conexão histórica começou na Copa de 1970, com o título do tricampeonato mundial do Brasil. "As pessoas não tinham TV naquela época. Souberam pelos jornais", afirma Pratap Hazra, que era jogador da seleção de Bangladesh naquele período. Na época, o país lutava por sua libertação e independência para deixar de ser o Paquistão Oriental, sentindo-se marginalizado pelo governo central sediado em Islamabad.

"Pelé virou um deus do futebol em Bangladesh", diz Hazra, ao descrever o impacto da figura do jogador negro erguendo a taça Jules Rimet para um povo que buscava emancipação. O país consolidou-se como torcedor do futebol brasileiro e, um ano depois, obteve sua independência. O primeiro presidente de Bangladesh determinou que a biografia de Pelé, escrita por Mário Filho, fosse traduzida e incluída como leitura obrigatória nas escolas.

Embora o críquete seja o esporte nacional e a liga de futebol local não atraia grandes públicos, as bandeiras estrangeiras dominam as fachadas a cada quatro anos. Contudo, o domínio cultural brasileiro enfrenta a concorrência das cores azul e branca da Argentina.

"E tem um nome que explica: Maradona", afirma Hazra. A entrada da Argentina no cenário local ocorreu na Copa de 1986. Naquele ano, a atuação de Diego Maradona contra a Inglaterra — na partida marcada pelo gol conhecido como "A Mão de Deus" — gerou identificação imediata na população local. Os bengalis, que integraram a antiga colônia britânica até o processo de independência liderado por Mahatma Gandhi, viram no triunfo esportivo argentino uma espécie de revanche histórica contra os antigos colonizadores.

A preferência atual aponta para uma divisão geracional no país. "Meu pai e meu irmão mais velho são fãs do Brasil. Mas as pessoas mais jovens, hoje torcem pra Argentina por causa do Messi. E também desejamos o melhor pro Neymar, mas ele está sempre machucado", relata o jornalista Shinul Parviz. Comerciantes de Dhaka apontam que, atualmente, as camisas da seleção argentina representam 60% das vendas de uniformes da Copa, enquanto as do Brasil respondem por 40%.

Nas praças públicas, os jogos movimentam multidões nas madrugadas, desconsiderando o fuso horário. Durante a transmissão da partida entre Brasil e Noruega, realizada às 2h30 no horário local, milhares de pessoas se reuniram em praças para acompanhar o evento. A rivalidade entre as duas torcidas convive de forma pacífica dentro das próprias famílias: na mesma rua, irmãos dividem a decoração dos espaços com bandeiras de ambos os países sul-americanos.

Open Questions

  • Qual o impacto futuro dessa rivalidade cultural?
  • Como a paixão pelo futebol afeta outras áreas no Bangladesh?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

More on this topicfutebol