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Bebê de 1 ano e 3 meses recebe alta após transplante de coração bem-sucedido
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G15/24/2026Health3 min readBrazil

Bebê de 1 ano e 3 meses recebe alta após transplante de coração bem-sucedido

Quick Look

  • Henrique, um bebê de 1 ano e 3 meses de Blumenau, SC, recebeu alta hospitalar após um transplante de coração bem-sucedido.
  • Internado aos oito meses com miocardiopatia dilatada, ele passou por cirurgia em abril e se recuperou sem sinais de rejeição.

AI-generated summary

Why It Matters

Henrique, um bebê de 1 ano e 3 meses, foi diagnosticado com miocardiopatia dilatada aos oito meses de idade, necessitando de um transplante cardíaco. Após sete meses internado, ele recebeu um novo coração e teve uma recuperação bem-sucedida.

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Após sete meses internado, um bebê de 1 anos e 3 meses deixou o hospital, na última quarta-feira (20), com um novo coração batendo no peito.

O menino Henrique, de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tinha oito meses quando foi internado com miocardiopatia dilatada, condição que faz o coração crescer e perder força. Com o diagnóstico, veio a urgência: era necessário um transplante do órgão.

A doença foi descoberta em outubro do ano passado após a mãe, Gabriela Martins de Deus, buscar unidades de saúde para tratar uma suposta gripe.

Da internação, em 22 de outubro de 2025, até o transplante, em 29 de abril deste ano, muitas coisas aconteceram e incertezas surgiram.

"Eu, por alguns momentos, tinha perdido a esperaça de trazê-lo para casa. Mas, graças à generosidade de alguém, estou com ele aqui agora, brincando, comendo, vivendo", comentou Gabriela.

"O sentimento de gratidão será por toda a vida. Eles nunca nos viram, não conheciam o Henrique e, mesmo assim, optaram por doar parte de sua vida no momento mais difícil, que foi a perda de uma parte deles", continuou.

Como foi a descoberta?

Henrique não nasceu com cardiopatia e, de acordo com a mãe, ele nunca havia apresentado alterações de exames mesmo nos nove meses de gestação.

"Quando ele nasceu, também não apresentou nada, tudo sempre normal. No começo de agosto [de 2025], acabou minha licença maternidade, e o Henrique começou a ir meio período para creche. Como toda criança, ele começou a ficar resfriado", comentou.

Em setembro, ele foi levado a um pronto atendimento de Blumenau com sintomas gripais. Os testes rápidos deram negativo para gripe e, após um raio-x, o médico o diagnosticou com bronquiolite.

"Me mandou para casa com as medicações, fiz o tratamento com os remédios e passou, não precisei mais procurar a unidade hospitalar. Em outubro, dia 22/10/2025, ele começou novamente com sintomas gripais - só que mais fortes. E, novamente o levei no pronto socorro da Unimed. Lá fizeram todos os testes e um raio-x. Os testes deram negativo, mas o raio-x apresentou um coração 'grande, dilatado'",

O bebê foi transferido de ambulância para o hospital da instituição. Ao chegar na unidade, o médico pediu mais um raio-x, mas com a criança em outra posição.

"De repente, ele disse: ''essa criança precisa urgente ir para a UTI, o coração dele está gigante e está correndo risco de vida aqui'", contou.

"Ele internou, começou a fazer os exames e já iniciou medicação para insuficiência cardíaca. No dia seguinte, a cardiologista pediatra foi fazer exames de ultrassom para poder saber o que estava acontecendo com aquele coração, que sempre foi saudável e, de repente, não tinha mais forças para bater sozinho. Lá se confirmou que ele teve uma miocardite e, através disso, desenvolveu uma miocardiopatia dilatada"

O caminho até o transplante

A equipe médica tentou de todas as formas reverter o quadro de insuficiência cardíaca, incluindo com uso de remédios de alto custo. Como não foi possível, a família recebeu a notícia de que a criança precisaria ser transferida para a unidade referência em transplantes cardíacos em Curitiba (PR).

"Ali nosso mundo caiu, desabou. Fiquei tentando entender o que estava acontecendo e por onde eu iria começar".

Os pais precisaram alugar casa no estado vizinho e fazer campanhas para arrecadação de dinheiro para conseguir dar conta dos custos que envolviam a internação, que começou antes mesmo de saberem se teriam um coração compatível. Em 13 de novembro, chegaram no Hospital Pequeno Príncipe.

Após uma oferta frustrada de transplante, em março, um órgão compatível apareceu em abril. A cirurgia ocorreu e foi um sucesso.

"A cirurgia começou às 3h da manhã, o órgão chegou as 4h04 e, às 7h da manhã, ele já estava batendo lindo e forte no peito do Henrique. Todo o processo de recuperação dele foi acima do esperado, em tudo. Não teve nenhum sinal de rejeição em nenhum momento", disse.

A família segue em Curitiba por um mês para as consultas de rotina. Depois, voltará para Blumenau.

Open Questions

  • Qual a origem da miocardite que levou à miocardiopatia dilatada?
  • Detalhes sobre a família do doador e o processo de doação.
  • Quais são os próximos passos no acompanhamento médico de Henrique?

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This article was originally published by G1.

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