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Brasileiros suspeitos de participar em mega-assalto a bancos no Paraguai
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G16/17/2026Crime4 min readBrazil

Brasileiros suspeitos de participar em mega-assalto a bancos no Paraguai

Quick Look

  • Autoridades paraguaias investigam a participação de brasileiros em um mega-assalto a três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita.
  • Testemunhas relataram ouvir a quadrilha falando português.
  • A suspeita recai sobre o PCC.

AI-generated summary

Why It Matters

Autoridades paraguaias investigam a participação de brasileiros em um mega-assalto a três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Paraguai. Testemunhas relataram ouvir a quadrilha falando português durante a ação.

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As autoridades paraguaias investigam a participação de brasileiros no mega-assalto que atingiu três instituições financeiras e uma casa de câmbio na madrugada desta terça-feira (16), em Santa Rita, no Paraguai. A suspeita surgiu após testemunhas relatarem ter ouvido integrantes da quadrilha falando em português durante a ação.

“Tinham muitos gritos e mandavam deitar no chão, cada vez mais tiros e bombas [...] Falavam português, claramente, e falavam: ‘deita no chão’”, contou uma testemunha que não quis se identificar.

Segundo o chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, a principal linha de investigação aponta para a atuação conjunta de brasileiros e paraguaios especializados nesse tipo de crime.

“São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios, para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, afirmou.

Um policial paraguaio relatou que as autoridades investigam se os envolvidos têm ligação com organizações criminosas.

“Temos suspeitas claras de pessoas de nacionalidade brasileira. Vamos conduzir a investigação para identificar cada uma delas [...] Pela forma como o ataque foi executado e pelo uso de explosivos, acreditamos que pode haver envolvimento de integrantes do PCC”, afirmou Luis Lopez, do Departamento contra o Crime Organizado.

Santa Rita fica a cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, e abriga uma grande comunidade de brasileiros e descendentes que vivem ou mantêm atividades econômicas na região.

Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Criminosos armados assaltam bancos no Paraguai — Foto: Polícia Nacional

Assaltantes atacaram três bancos e uma casa de câmbio

De acordo com as investigações, mais de 20 criminosos participaram do ataque. O grupo utilizou armas de grosso calibre e explosivos para atacar as agências do Banco Familiar e do Banco GNB. Os assaltantes também invadiram uma unidade do Banco Ueno e uma casa de câmbio.

Informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, indicam que a imprensa paraguaia considera a ação o segundo maior assalto já registrado no país.

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, a ação foi planejada para dificultar qualquer reação das forças de segurança. Durante o ataque, quatro policiais que realizavam patrulhamento foram cercados pelos criminosos. Um dos agentes teve a arma e um fuzil da corporação roubados. Os outros policiais conseguiram se abrigar e houve troca de tiros.

Agências bancárias ficaram destruídas — Foto: Polícia Nacional

Na fuga, os assaltantes incendiaram veículos em diferentes pontos da cidade e espalharam "miguelitos" — artefatos com pontas metálicas usados para furar pneus — nas principais vias de acesso.

Até o momento, as autoridades não divulgaram o valor levado pelo grupo. Segundo Carlos Alberto Dure Rios, o prejuízo é estimado em milhões de guaranis.

A Polícia Nacional do Paraguai emitiu alerta de captura para equipes de Alto Paraná, Caazapá, Caaguazú e Itapúa. Equipes de investigação, criminalística e o Ministério Público paraguaio participam das buscas.

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INFOGRÁFICO - Mega-assalto no Paraguai. — Foto: Arte/g1

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Open Questions

  • Qual o valor exato levado pelos assaltantes?
  • Quantos integrantes do PCC estão envolvidos?
  • Quais as conexões entre os criminosos brasileiros e paraguaios?

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This article was originally published by G1.

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