
Pesquisa com os 9 candidatos mais bem colocados mostra que nenhum deles propõe medidas legislativas para conter a disseminação de misoginia em plataformas digitais.
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O debate sobre a regulação de redes sociais cresceu devido ao aumento de feminicídios e à disseminação de ideologias misóginas online. Especialistas defendem que a prevenção deve incluir a responsabilização de plataformas digitais.
Nove dos candidatos ao Senado por São Paulo não incluem a regulação de redes sociais como forma de enfrentamento à violência contra a mulher entre suas propostas. O tema tem ganhado força nos últimos meses com a alta de feminicídios e a propagação de perfis em redes sociais que pregam a submissão feminina, como influenciadores que divulgam conteúdo Redpill ou tradwife.
O SP1 ouviu, nesta semana, os candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha de intenção de voto ao Senado mais recente — 9 dos 15 concorrentes — para responder à seguinte pergunta: Qual sua proposta para o enfrentamento da violência contra a mulher, por meio de leis? Cada candidato tinha até 40 segundos para falar sua proposta em termos gerais, por isso não foi possível aprofundamento em cada um delas.
Dos nove candidatos, de todos os espectros políticos, nenhum deles falou em regular as redes sociais para impedir a divulgação de misoginia (ódio contra as mulheres).
Medidas como endurecimento de penas, delegacias da mulher 24 horas e uso amplo de tornozeleiras são todas direcionadas para a consequência da violência, ou seja, depois que o crime acontece. Para Bruna Camilo, pesquisadora em gênero e misoginia, o enfrentamento da violência contra a mulher começa na prevenção.
"Só punir não resolve. A gente tem que pensar em outras formas de políticas públicas para pensar de maneira mais incisiva na prevenção e também, digamos, numa desradicalização dessa misoginia. Porque o ódio contra as mulheres se tornou uma radicalização."
A pesquisadora afirma que empresas de tecnologia lucram com conteúdos misóginos que ajudam a alimentar o discurso de ódio contra mulheres, como canais de "coach de masculinidade" hospedados em plataformas como o YouTube. "A gente tem que punir de verdade as Big Techs", diz.
Para Bruna, as plataformas "continuam construindo algoritmos que entregam misoginia". No primeiro semestre, por exemplo, vídeos que simulavam o esfaqueamento de garotas caso elas recusassem um pedido de namoro viralizaram no TikTok. "É uma lógica de construção de garotos mimados, que não aceitam não", afirma.
Outra medida complementar defendida pela pesquisadora, além da regulação, seria a conscientização, um "letramento sobre consentimento": "Os meninos entenderem o que é consentimento, e as meninas entenderem o que é consentimento, porque muitas meninas aceitam a violência. Porque elas acham que elas têm que se submeter àquilo mesmo, que relacionamento é isso mesmo."
A difusão de conteúdos que estimulam o comportamento misógino pode culminar em feminicídios e aparece em crimes como o do tenente-coronel da PM que matou a esposa, também policial. Em mensagens trocadas entre o casal, o policial Geraldo Neto dizia ser "macho alfa'" e cobrava que ela fosse "fêmea beta obediente e submissa", termos comuns em canais masculinistas.
Para Bruna, autora do livro "Machosfera", enquanto não houver uma política séria de regulação, "a violência vai continuar acontecendo. Os homens vão continuar se alimentando desse ódio".
A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (28) a parcela de agosto do Bolsa Família a 19,3 milhões de famílias com NIS final 9, com valor médio de R$ 678,35. Beneficiários de 186 municípios em sete estados receberam pagamento unificado no dia 18 devido a situações de emergência ou calamidade pública. O benefício inclui adicionais para nutrizes, gestantes e crianças pequenas, além da regra de proteção para famílias com renda melhorada.

O TRE-RR ordenou a remoção de vídeos de campanha da candidata a vice-governadora Shéridan gravados em três prédios públicos de Boa Vista, além de determinar a exclusão de vídeo do candidato Soldado Sampaio em viatura da Polícia Militar, após ação da Coligação Unidos por Roraima que alegou uso ilegal de estruturas estaduais para fins eleitorais.

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Campinas aprovou parecer pela cassação do vereador Vini Oliveira (PL) por quebra de decoro parlamentar, após reunião com representantes da empresa Smile durante licitação do transporte municipal. A votação foi unânime e o plenário deverá votar o parecer em sessão extraordinária até 15 de dezembro, necessitando de 22 votos favoráveis para cassação.

A juíza Deborah Boardman, do tribunal de Maryland, recusou-se a bloquear a implementação de uma nova ordem executiva do presidente Donald Trump que limita a cidadania por nascimento, argumentando que o processo não mencionava a ordem de 2026. Ela permitiu que os demandantes complementassem a queixa e prometeu um cronograma rápido para novo desafio legal. A ordem visa restringir a cidadania para filhos de estrangeiros em turismo de nascimento, diplomatas, inimigos estrangeiros e territórios como Porto Rico, dependendo de ação do Congresso.

O candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou em entrevista à rádio Cidade em Pato Branco que, se eleito, enviará feminicidas a presídios estaduais de segurança máxima que pretende construir. Ele também mencionou que o local abrigará líderes de facções e assassinos de policiais, reforçando a intolerância à violência contra mulheres no estado.
O presidente Lula e o presidente turco Recep Erdogan acordaram a criação de um Conselho Estratégico para ampliar investimentos em defesa e comércio. Os líderes também discutiram a paz na Ucrânia e no Oriente Médio, além da participação de Lula na COP31.