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Centro de Memórias da Unifap guarda 50 anos de documentos da Icomi
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G16/14/2026Other2 min readBrazil

Centro de Memórias da Unifap guarda 50 anos de documentos da Icomi

Quick Look

  • O Centro de Memórias da Unifap recebeu mais de 50 anos de documentos da Icomi, empresa que explorou manganês em Serra do Navio.
  • O acervo, transportado em 12 caminhões, inclui registros médicos, contábeis e de funcionários, com potencial para garantir direitos e entender a história social e política do Amapá.

AI-generated summary

Why It Matters

O Centro de Memórias da Unifap está organizando um acervo de mais de 50 anos de documentos da Icomi, empresa que explorou manganês em Serra do Navio, impactando a economia e a vida social do Amapá. O material, doado e transportado em 12 caminhões, inclui registros médicos, contábeis e de funcionários.

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O Centro de Memórias da Universidade Federal do Amapá (Unifap) guarda mais de 50 anos de documentos da Icomi, empresa que explorou manganês em Serra do Navio. O material mostra como a mineradora marcou a economia e a vida social do Estado.

Os documentos foram doados e transportados em 12 caminhões. A quantidade equivale a cerca de 2 quilômetros de registros empilhados.

Antes, o acervo estava na Vila Amazonas, em Santana, bairro criado pela Icomi para abrigar trabalhadores.

Entre os papéis há prontuários médicos de hospitais da Vila Amazonas e Serra do Navio, registros contábeis e fichas de funcionários. O acervo reúne dados desde os primeiros trabalhadores até os últimos contratados.

Segundo o pesquisador Antônio Neto, o objetivo é dar utilidade pública aos documentos. Em um caso, os arquivos ajudaram um ex-funcionário a conseguir aposentadoria.

“Um dos motivos para essa massa documental ser guardada é a sua potencialidade na garantia de direitos. Um exemplo foi o caso de um senhor que trabalhou na empresa e ainda faltavam alguns anos para se aposentar. Com as informações, ele chegou até nós, apresentou a demanda e, junto a um colega que havia trabalhado no arquivo da empresa na época, conseguiu localizar o documento e garantir a aposentadoria”, explicou.

Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi — Foto: Michele Ferreira/Rede Amazônica

No Centro, bolsistas e pesquisadores limpam, organizam e descrevem os documentos. As caixas são trocadas para preservar o material, e os profissionais usam equipamentos de proteção.

Para Alexandre Amaral, responsável pelo Centro, os documentos mostram a vida social e política do Amapá. Eles ajudam a entender acontecimentos que marcaram épocas e influenciaram a sociedade.

“Aquilo que muitos chamam de arquivo morto, para nós é uma massa documental muito viva. Ela não apenas conta a nossa história, mas mostra de onde viemos e para onde queremos seguir a partir da pesquisa”, disse Amaral.

O Centro de Memórias funciona no último andar da biblioteca central da Unifap e tem apoio de órgãos públicos e privados.

Memórias Reveladas: a salvaguarda da história jurídica e cultural do estado do Amapá — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Icomi e a mineração

As jazidas foram descobertas em 1945. A exploração começou em 1957, em parceria com a norte-americana Bethlehem Steel. O acordo previa 51% de capital brasileiro e 49% estrangeiro.

A empresa criou uma estrutura completa: mina a céu aberto, ferrovia de 194 quilômetros, Porto de Santana e vilas operárias como Serra do Navio e Vila Amazonas.

Entre 1957 e 1998, foi o maior projeto mineral da Amazônia. Houve impactos ambientais, como desmatamento e mudanças na água, mas em áreas específicas.

Arquivos dos mais de 50 anos de atuação da Icomi — Foto: Michele Ferreira/Rede Amazônica

Minério, manganês, estocado, Amapá, Serra do Navio, Icomi — Foto: Fabiana Figueiredo/Arquivo g1

VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Open Questions

  • Qual o cronograma para a digitalização completa do acervo?
  • Haverá exposições públicas dos documentos?
  • Quais outras instituições podem se beneficiar deste acervo?

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This article was originally published by G1.

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