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China lança missão para se preparar para ida à Lua; astronauta chinês passará um ano no espaço pela primeira vez
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G15/24/2026Space3 min readBrazil

China lança missão para se preparar para ida à Lua; astronauta chinês passará um ano no espaço pela primeira vez

Quick Look

  • China lança missão Shenzhou-23 com três tripulantes para a estação espacial Tiangong.
  • Um astronauta permanecerá um ano em órbita, inédito para o país, visando estudos para futuras missões lunares e de Marte.

AI-generated summary

Why It Matters

China launched the Shenzhou-23 mission with three crew members to its Tiangong space station. One astronaut will spend a full year in orbit, a first for the country, to study the effects of prolonged microgravity. This mission is part of China's broader space ambitions, including future missions to the Moon and Mars, and its competition with the US space program.

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Foguete lançado às 12h deste domingo (24) - no horário de Brasília - levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial onde um deles permanecerá por um ano inteiro.

Por France Presse

O veículo lançador de foguetes Longa Marcha 2F decolou em meio a uma nuvem de chamas e fumaça às 23h08 (12h08 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, no noroeste da China, segundo imagens exibidas pela emissora estatal CCTV.

O foguete levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial Tiangong ("Palácio Celestial", em chinês), onde um deles permanecerá por um ano inteiro.

A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

A missão também marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Li Jiaying, de 43 anos, que antes trabalhava para a polícia no território semiautônomo chinês.

Os outros membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, um engenheiro aeroespacial de 39 anos; e Zhang Zhiyuan, um ex-piloto da força aérea de mesma idade que viajará ao espaço pela primeira vez.

Essa experiência permitirá que os cientistas estudem os efeitos da microgravidade prolongada, essenciais para potenciais missões futuras à Lua ou mesmo a Marte.

Graças a investimentos maciços, o gigante asiático desenvolveu consideravelmente seu programa espacial e agora compete com os Estados Unidos e seu programa Artemis para retornar à superfície lunar.

Além da estadia orbital de um ano, a tripulação realizará inúmeros experimentos relacionados às ciências da vida, dos materiais, física de fluidos e medicina.

Atrofia muscular, radiações, fadiga...

A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) neste sábado (23).

Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam durante uma cerimônia de despedida antes de participarem da missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial chinesa Tiangong — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

Os "principais desafios" serão "os efeitos sobre o ser humano": "perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica", explicou à AFP Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália.

Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.

"A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas", ressaltou De Grijs.

Até agora, as tripulações permaneciam na estação Tiangong por seis meses antes de serem substituídas.

"Nave dos sonhos"

A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.

Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou ("Nave dos Sonhos"). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.

Pequim espera ter construído até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).

O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa.

Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.

Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.

A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim.

Ops!

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • China will continue to advance its space program, aiming for lunar missions and potentially Mars.

    Very likely · Long term

  • The year-long mission will yield significant data on the effects of microgravity on the human body.

    Likely · Medium term

Open Questions

  • Who will be the astronaut to stay for one year?
  • What specific experiments will be conducted during the year-long stay?
  • What are the detailed plans for the Mengzhou spacecraft's test flight?
  • What are the specific timelines for the construction of the ILRS base?

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This article was originally published by G1.

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