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Copa do Mundo no trabalho: como se comportar e o que esperar das empresas
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G16/11/2026Other5 min readBrazil

Copa do Mundo no trabalho: como se comportar e o que esperar das empresas

Quick Look

  • Com a Copa do Mundo 2026 em andamento, empresas brasileiras lidam com a flexibilização de horários e folgas para funcionários.
  • Especialistas recomendam planejamento, comunicação clara e respeito à diversidade de interesses para manter o profissionalismo e a produtividade.

AI-generated summary

Why It Matters

A Copa do Mundo 2026 começou, e a expectativa em torno dos jogos levanta questões sobre flexibilização de horários e folgas em ambientes de trabalho no Brasil. Embora não seja uma obrigação legal, muitas empresas adotam práticas mais flexíveis durante o evento esportivo.

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A Copa do Mundo 2026 começou nessa quinta-feira (10) e a estreia da seleção brasileira está marcada para este sábado (13). O clima de Mundial já começou a tomar conta do país, inclusive nos ambientes de trabalho.

A expectativa em torno dos jogos reacende dúvidas sobre folgas, flexibilização de horários e até como acompanhar as partidas durante o expediente.

O calendário da seleção brasileira tem os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, no sábado (13). Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis.

Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir – o que significa mais partidas em dias de trabalho caso a seleção siga no torneio. A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.

No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada durante a Copa, mas isso não é uma obrigação legal. (veja se você tem direito à folga)

Para quem vai seguir trabalhando normalmente, é importante ficar atento, já que nem todas as empresas adotam regras mais flexíveis durante a Copa. Quem pretende acompanhar os jogos durante o expediente deve verificar previamente se há autorização para esse tipo de prática.

Segundo Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, o ideal é consultar as normas internas ou alinhar previamente com a liderança.

— Renato Mendes Baptista – CEO da Mendes Talent, com mais de 20 anos em Recursos Humanos.

Segundo ele, gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono das responsabilidades estão entre os comportamentos que mais geram desconforto no ambiente corporativo durante os jogos.

“Também é importante lembrar que nem todos gostam de futebol, então o respeito à diversidade de perfis e interesses precisa prevalecer”, completa.

Outro ponto de atenção, segundo Renato, é o uso excessivo do celular e das redes sociais durante o expediente. Para ele, acompanhar rapidamente o placar não costuma ser um problema, mas o excesso pode transmitir falta de comprometimento e desatenção ao trabalho.

Equilíbrio entre lazer, respeito e responsabilidade

Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), a Copa pode fortalecer o clima organizacional, desde que o profissionalismo seja mantido. “A descontração não é um ‘passe livre’ para esquecer que estamos em um ambiente corporativo”, afirma.

De acordo com a especialista, o limite é ultrapassado quando o comportamento começa a afetar a rotina da equipe, atrapalhar entregas ou incomodar colegas que não estão acompanhando os jogos. Para ela, respeitar quem não gosta de futebol também faz parte da convivência profissional.

A especialista orienta que trabalhadores conversem previamente com gestores e equipes para alinhar horários e demandas antes das partidas. Entre as alternativas estão antecipar entregas, utilizar áreas comuns da empresa para assistir aos jogos ou compensar horas posteriormente.

Ela explica que a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, prática adotada por muitas empresas durante eventos esportivos. “A produtividade não cai quando o colaborador se sente respeitado em seus momentos de lazer”, afirma.

Apesar do clima descontraído, Eliane alerta que algumas atitudes podem trazer consequências disciplinares. Xingamentos, provocações agressivas e ofensas direcionadas a colegas podem ser enquadrados como desrespeito ao código de conduta da empresa e até gerar punições.

Além disso, abandonar o posto sem avisar, ignorar clientes, consumir bebida alcoólica ou exagerar no uso do celular durante o expediente também podem prejudicar a imagem profissional.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Chave está no planejamento

Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group especializada em trabalho temporário e por projeto, afirma que a chave está no planejamento.

Segundo ele, muitas empresas conseguem criar ações leves, como transmissão dos jogos, flexibilização pontual de horários ou pausas programadas, sem impactar a operação. “O importante é alinhar previamente expectativas, prioridades e responsabilidades”, afirma.

Para evitar problemas, Fernando defende que o setor de Recursos Humanos (RH) da empresa estabeleça orientações claras antes do início dos jogos. As regras podem envolver:

Horários;

Uso de espaços comuns;

Dress code (código de vestimenta);

Consumo de álcool;

Postura esperada durante as partidas.

“O bom senso é importante, mas orientações claras ajudam a evitar ruídos”, explica. Ele também alerta para o consumo de álcool em confraternizações corporativas.

“Mesmo em momentos de confraternização, o ambiente continua sendo corporativo. O consumo excessivo pode gerar situações inadequadas e impactos no clima organizacional”, afirma.

Segundo Fernando, as ações relacionadas à Copa devem ser opcionais, já que nem todos gostam de futebol ou querem participar das atividades internas.

“O ideal é evitar pressão social para participação e garantir que quem prefira manter a rotina normal também se sinta respeitado”, diz.

Na avaliação do especialista, a Copa pode tanto fortalecer a integração entre equipes quanto evidenciar problemas de convivência já existentes dentro das empresas.

— Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna, empresa do Talenses Group.

Como se comportar durante os jogos da Copa no trabalho

🚫 Veja as regras da empresa antes dos jogos: nem toda empresa libera funcionários ou flexibiliza horários durante a Copa. Antes de assistir às partidas, confirme as orientações internas ou converse com o gestor.

🗣️ Evite exageros na torcida: gritar demais, bater na mesa, cantar alto ou interromper colegas pode gerar desconforto no ambiente corporativo.

👀 Cuidado com provocações e brincadeiras: zoações constantes, discussões e provocações com colegas podem ultrapassar o limite da descontração e causar conflitos.

👩🏽‍💻 Não abandone suas responsabilidades: acompanhar o jogo não pode comprometer reuniões, entregas, atendimento ou prazos importantes.

📲 Use celular e redes sociais com moderação: conferir o placar rapidamente costuma ser aceitável, mas passar o expediente inteiro no celular pode prejudicar a imagem profissional.

⚽ Respeite quem não gosta de futebol: nem todos acompanham a Copa ou torcem pela seleção. O ambiente deve continuar respeitoso e inclusivo.

😡 Evite palavrões e reações agressivas: xingamentos contra juiz, jogadores ou colegas podem ser vistos como comportamento inadequado no ambiente de trabalho.

😉 Participe das ações da empresa com bom senso: bolões, decoração e transmissões podem ajudar na integração da equipe, desde que não atrapalhem a rotina.

🧘🏼‍♀️Retome o foco após o jogo: terminada a partida, o ideal é voltar rapidamente às atividades e manter a produtividade.

💭 Lembre-se de que o ambiente continua profissional: a Copa pode deixar o clima mais leve, mas o trabalho continua exigindo postura, respeito e maturidade emocional.

🥅 Na hora do gol, comemore sem exageros: vibrar faz parte da Copa, mas é importante ter bom senso no ambiente corporativo. Evite gritos excessivos, correr pelo escritório, interromper reuniões ou provocar colegas. A comemoração não deve atrapalhar quem continua trabalhando.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Open Questions

  • Quais empresas específicas adotaram quais tipos de flexibilização?
  • Qual o impacto real na produtividade das empresas que flexibilizam horários?
  • Existem dados sobre a incidência de conflitos no ambiente de trabalho relacionados à Copa?
  • Como a CLT se aplica especificamente a acordos de compensação de jornada durante eventos esportivos?

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This article was originally published by G1.

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