Coreia do Norte critica teste de mísseis do Japão com Tomahawks e ameaça respostas militares
Kim Yo-jong acusa Tóquio de tentar se tornar uma potência militar e aponta envolvimento dos EUA
Quick Look
- A Coreia do Norte criticou o primeiro teste do Japão com mísseis Tomahawk americanos e prometeu adotar opções militares adicionais.
- Kim Yo-jong acusou Tóquio de buscar ambições militares com apoio dos EUA.
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Why It Matters
O Japão planeja investir US$ 1 bilhão e comprar 400 mísseis Tomahawk dos EUA até março de 2028.
O teste em questão foi o primeiro do Japão com mísseis do tipo. O disparo foi feito há alguns dias pelo destróier Chokai, da Força de Autodefesa Marítima do Japão, no Oceano Pacífico.
Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Yo-jong também citou outros testes de mísseis realizados por Tóquio e a participação japonesa em um exercício militar liderado pelos Estados Unidos nas Filipinas, em maio.
A norte-coreana afirmou que o Japão tenta "encobrir a ambição de se tornar uma potência militar" e acusou os Estados Unidos de estarem por trás desses "movimentos militares perigosos".
Segundo Yo-jong, para responder às atividades militares japonesas, a Coreia do Norte "estabelecerá opções militares adicionais", sem explicar quais serão essas medidas.
O míssil de cruzeiro Tomahawk foi desenvolvido nos EUA e está no arsenal militar norte-americano desde a década de 1980. O Japão pretende investir US$ 1 bilhão e comprar 400 unidades até março de 2028.
Embora lento para os padrões de mísseis, o Tomahawk voa a cerca de 30 metros do solo, o que o torna mais difícil de ser detectado pelos sistemas de defesa.
Os Estados Unidos lançam os mísseis Tomahawk quase exclusivamente de navios ou submarinos. Embora o Exército venha desenvolvendo uma plataforma para lançá-los do solo, essa função ainda está longe de estar pronta para ser usada, mesmo para as forças americanas.
Open Questions
- Quais serão as opções militares adicionais da Coreia do Norte?





