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BackCorretor é acusado de aplicar golpes milionários em aluguéis no Rio de Janeiro
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G16/10/2026Crime3 min readBrazil

Corretor é acusado de aplicar golpes milionários em aluguéis no Rio de Janeiro

Quick Look

  • Corretor de imóveis no Rio de Janeiro é acusado de aplicar golpes em aluguéis, lesando proprietários e inquilinos.
  • André Luiz Ferreira teria falsificado documentos e desviado R$ 66 mil de garantia locatícia, além de não repassar aluguéis.
  • Ele responde a mais de 15 processos.

AI-generated summary

Why It Matters

O corretor André Luiz Ferreira é acusado de aplicar golpes em aluguéis no Rio de Janeiro, lesando proprietários e inquilinos. As vítimas relatam que o corretor intermediava a locação e a gestão financeira, mas apresentava irregularidades.

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Foram quase 30 meses de contrato até que o motorista de táxi Marcelo Ornellas de Andrade e a esposa, proprietários de um apartamento na Barra da Tijuca, descobrissem irregularidades na administração da locação. Segundo eles, André Luiz Ferreira intermediava o aluguel e também era responsável pela gestão financeira do contrato.

Marcelo conta que os primeiros sinais apareceram quando surgiram cobranças extras de condomínio. Ele afirma que decidiu assumir os custos para não repassá-los aos inquilinos, mas mais tarde descobriu que os locatários também haviam pago as mesmas taxas.

O maior prejuízo, porém, teria sido causado pela garantia locatícia. Segundo as vítimas, o contrato previa um título de capitalização de R$ 66 mil.

Quando o contrato terminou, os locatários, um casal de russos, descobriram que a aplicação vinculada à garantia era de apenas R$ 16 mil. As vítimas afirmam ainda que o valor foi resgatado pelo corretor sem autorização.

“Ele nos apresentou certificado no valor de 66 mil, com timbre, carta assinada… no fundo aquele documento continha valor 66 mil. Era documento falso, porque a aplicação foi apenas de 16 mil reais”, afirma Marcelo.

Além do valor da garantia, o proprietário diz que o corretor também deixou de repassar o último aluguel recebido dos inquilinos.

A russa Olga Vladimirovna Khabarkova afirma que o dinheiro investido na garantia foi pago logo após a chegada da família ao Brasil. Ela diz ainda que a perda financeira comprometeu o tratamento de saúde da filha.

“Nós estamos muito tristes, porque eu preciso desse dinheiro para o tratamento da minha filha”, conta.

As vítimas são representadas pela mesma advogada, Kátia Mello. Segundo ela, André Luiz Ferreira tem mais de 15 processos em diferentes estados relacionados a casos de apropriação indébita.

Outros clientes também relatam terem sido prejudicados. O médico Luiz Sousa afirma que alugou um apartamento administrado pelo corretor e só descobriu o problema quando a proprietária do imóvel entrou em contato informando que não recebia aluguel nem condomínio havia três meses, apesar de os pagamentos estarem sendo feitos regularmente.

Após entrar em contato com a seguradora, Luiz afirma ter descoberto que não existia título de capitalização nem apólice vinculada ao contrato.

“Aí eu liguei para a seguradora e realmente não existia nada no nome do meu filho, nada naquela matrícula, não tinha apólice nenhuma. E aí tive certeza, né?”, relata.

Segundo as vítimas, o prejuízo nesse caso é de quase R$ 38 mil.

O delegado Alan Luxardo afirma que há pelo menos 17 registros de ocorrência relacionados ao corretor no estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os casos apresentam o mesmo padrão de atuação.

“Esse histórico volumoso de crimes da mesma natureza praticados da mesma forma, meio e modo, demonstram que ele é um reiterado estelionatário”, afirmou.

O delegado alerta para a importância de conferir informações e documentos antes de fechar negócios.

“A gente tem que sempre desconfiar, checar informação. Nesse caso específico há um problema que o Creci dele ainda estava ativo.”

As vítimas também questionam a atuação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ). Marcelo afirma que consultou o cadastro profissional de André Luiz antes de fechar negócio e encontrou a inscrição ativa, o que transmitiu segurança.

“Para nossa surpresa, foi constatado que ele tem diversas reclamações e o conselho regional de corretores imobiliários mantém esse elemento com seu cadastro e matrícula ativos”, afirma.

Em nota, o Creci-RJ informou que existe apenas um processo administrativo contra o corretor em tramitação na esfera federal. O conselho afirma que, enquanto não houver decisão final do processo, não pode afastá-lo da atividade profissional.

O presidente do Creci-RJ, João Eduardo Leal Corrêa, informou que uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 25 de junho. Caso não haja acordo, o conselho dará prosseguimento à apuração dos fatos.

A reportagem tentou localizar André Luiz Ferreira em dois endereços citados na investigação, mas ele não foi encontrado. Também não houve retorno aos contatos telefônicos realizados.

“Espero que a justiça seja feita para que outras pessoas estrangeiras e brasileiras não passem pela mesma situação”, disse.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O Creci-RJ dará prosseguimento à apuração dos fatos caso não haja acordo na audiência de conciliação.

    Very likely · Within days

  • Novas vítimas podem surgir com a divulgação do caso.

    Likely · Within weeks

Open Questions

  • Qual o número total de vítimas e o valor total desviado?
  • Qual a posição do Creci-RJ sobre as reclamações anteriores ao processo administrativo?
  • Haverá prisão ou outras medidas legais contra o corretor?
  • Como o corretor conseguia manter seu cadastro ativo apesar das reclamações?

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This article was originally published by G1.

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