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BackDólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã
Dólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã
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G16/2/2026Business4 min readBrazil

Dólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã

Quick Look

  • O dólar abriu em queda nesta segunda-feira, influenciado pela proposta dos EUA de impor tarifas sobre produtos brasileiros e pelo impasse nas negociações com o Irã.
  • O Ibovespa também fechou em baixa.

AI-generated summary

Why It Matters

Investors are reacting to the US proposal to impose a 25% tariff on Brazilian products, citing 'unreasonable' trade practices. Simultaneously, US-Iran tensions have escalated with exchanges of attacks, hindering ceasefire efforts.

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Moedas

Dólar Comercial

R$ 5,023

-0,39%

Dólar Turismo

R$ 5,221

-0,47%

Euro Comercial

R$ 5,842

-0,66%

Euro Turismo

R$ 6,084

-0,79%

B3

Ibovespa

172.197 pts

-0,91%

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Dólar abre em queda com nova ameaça tarifária dos EUA ao Brasil e impasse com o Irã

Na véspera, a moeda americana fechou com queda de 0,55%, cotado a R$ 5,0146. A bolsa fechou em queda de 0,91%, aos 172.211 pontos.

Por Redação g1 — São Paulo

Os investidores repercutem a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, com base na Seção 301 da lei de comércio americana.

🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1

▶️ Na segunda-feira, os EUA anunciaram a conclusão de uma investigação comercial contra o Brasil e afirmaram que o país adota práticas consideradas "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio americano. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação da nova tarifa sobre a maior parte das mercadorias brasileiras.

A medida, porém, ainda não entrou em vigor. Antes de uma decisão final, o governo dos EUA realizará consultas públicas e uma audiência prevista para julho. A expectativa é que a definição sobre a adoção das sanções ocorra até meados do próximo mês.

🔎 Alguns produtos importantes para as exportações brasileiras, como café, frutas, carnes, aeronaves, fertilizantes, produtos farmacêuticos e terras raras, ficariam isentos da tarifa.

▶️ O mercado também segue atento ao andamento das negociações entre EUA e Irã. Os dois países trocaram uma série de ataques nesta segunda-feira, em mais um revés para os esforços de cessar-fogo e em meio ao impasse nas negociações por uma solução diplomática para o conflito.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

Acumulado da semana: -0,39%;

Acumulado do mês: -0,39%;

Acumulado do ano: -8,49%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,91%;

Acumulado do mês: --0,91%;

Acumulado do ano: +6,88%.

Vai e vem no Oriente Médio

As tensões no Oriente Médio voltaram a ficar no centro das atenções nesta segunda-feira, após o Irã interromper as negociações com os Estados Unidos, em meio a novos ataques de Israel no Líbano.

No sábado, Israel havia capturado o histórico castelo de Beaufort, no Líbano, construído na época das Cruzadas, na incursão mais profunda das tropas no país em 26 anos.

Segundo informações da agência de notícias iraniana Tasnim, os negociadores do país também colocaram um cessar-fogo no Líbano como condicionante para um acordo com os EUA.

Diante do impasse, o presidente americano, Donald Trump, disse que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã.

O republicano garantiu que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não mover tropas de Israel em direção a Beirute.

Com as tensões aparentemente controladas, a alta nos preços do petróleo arrefeceu durante a tarde, bem como a alta do dólar.

O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,61% perto das 16h, cotado a US$ 95,32. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 5,98%, a US$ 92,58.

Mercado eleva estimativa de inflação

O mercado financeiro voltou a aumentar sua previsão para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª semana seguida de alta.

A principal razão para essa piora é a alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.

Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis, existe o risco de gasolina, diesel e outros produtos ficarem mais caros, pressionando a inflação.

Apesar disso, os economistas mantiveram a expectativa de queda dos juros nos próximos anos e aumentaram levemente a projeção de crescimento da economia em 2026.

Outras previsões do mercado:

Produto Interno Bruto (PIB) em 2026: passou de 1,89% para 1,90%.

Dólar no fim de 2026: caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham alta, mesmo em meio às incertezas sobre as negociações do governo americano com o Irã.

Perto das 15h30, o Dow Jones registrava alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,46% e o Nasdaq tinha ganhos de 0,69%.

Já as bolsas europeias alcançaram as mínimas em uma semana, também de olho nas tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,8%, aos 621,24.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,40%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,45% e o Financial Times, do Reino Unido, fechou com perdas de 0,68%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Dados fracos da indústria chinesa aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.

O índice de Xangai recuou 0,27%, para 4.057 pontos, e o CSI300 caiu 0,98%, para 4.844 pontos.

Já em outros mercados, o desempenho foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,86%, para 25.398 pontos; o Nikkei, do Japão, avançou 1,4%, para 67.231 pontos; e o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,68%, para 8.788 pontos.

Dólar — Foto: freepik

Ops!

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • The US will conduct public consultations and a hearing regarding the proposed tariffs on Brazilian goods.

    Very likely · Within weeks

  • A decision on the adoption of US sanctions against Brazil will be made by mid-July.

    Likely · Within weeks

  • Oil prices will remain volatile due to ongoing Middle East tensions.

    Very likely · Short term

Open Questions

  • Will the US finalize the tariffs on Brazilian goods?
  • What will be the full impact of the US tariffs on the Brazilian economy?
  • Will the US-Iran conflict escalate further?
  • How will the ongoing Middle East tensions affect global oil prices and supply chains?

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This article was originally published by G1.

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