Breaking
RUЛихачев: прилетов на АЭС "Бушер" не былоBREx-diretor de creche em Timon, investigado por abuso, rompe tornozeleira e vira foragidoBRCorpo de mulher em decomposição é encontrado no Rio Pardo em Salto Grande (SP)RUУборщица нашла диктофон в зале заседаний правительства ЧехииBRMoradores de Paulínia deixam casas após rachaduras causadas por falha em rede de esgotoCRYPTO-ENBitcoin Eyes July Highs as US-Iran Peace Hopes Lower Oil PricesTRTurkcell'den Yapay Zeka Çağında Altyapı Vurgusu: 'Geleceğe Altyapı Hükmeder'RURussia's Fuel Market Faces Shortages Due to Refinery Repairs After Drone StrikesARمحمد صلاح يحدد وجهته القادمة بين الدوري السعودي والأمريكيBRInflação: preços sobem 4,64% em 12 meses pressionados por habitaçãoRUЛихачев: прилетов на АЭС "Бушер" не былоBREx-diretor de creche em Timon, investigado por abuso, rompe tornozeleira e vira foragidoBRCorpo de mulher em decomposição é encontrado no Rio Pardo em Salto Grande (SP)RUУборщица нашла диктофон в зале заседаний правительства ЧехииBRMoradores de Paulínia deixam casas após rachaduras causadas por falha em rede de esgotoCRYPTO-ENBitcoin Eyes July Highs as US-Iran Peace Hopes Lower Oil PricesTRTurkcell'den Yapay Zeka Çağında Altyapı Vurgusu: 'Geleceğe Altyapı Hükmeder'RURussia's Fuel Market Faces Shortages Due to Refinery Repairs After Drone StrikesARمحمد صلاح يحدد وجهته القادمة بين الدوري السعودي والأمريكيBRInflação: preços sobem 4,64% em 12 meses pressionados por habitação
Newsgather
BackEl Niño: Governo Intensifica Preparativos para Impactos Climáticos no Brasil
El Niño: Governo Intensifica Preparativos para Impactos Climáticos no Brasil
Developing
G15/31/2026Environment4 min readBrazil

El Niño: Governo Intensifica Preparativos para Impactos Climáticos no Brasil

Quick Look

O governo brasileiro intensifica reuniões técnicas e preparativos para enfrentar os impactos do fenômeno climático El Niño, previsto afetar o país com enchentes no Sul, secas no Norte e Nordeste, e aumento de temperaturas.

AI-generated summary

Why It Matters

El Niño é um fenômeno climático natural que afeta chuvas e temperaturas globais.

Font size

Até o momento, representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram três reuniões técnicas sobre o tema. As reuniões, que antes ocorriam a cada 45 dias, serão intensificadas diante da previsão de agravamento dos impactos climáticos nos próximos meses. Segundo o governo, desde o início do ano vêm sendo estruturadas medidas integradas para reduzir os efeitos de eventos extremos associados ao fenômeno. O governo também retomou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, grupo que reúne 13 ministérios e nove autarquias federais para monitorar cenários críticos e definir respostas emergenciais durante períodos de maior risco. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o El Niño "já está configurado" e seus efeitos começam a ser observados em diferentes partes do mundo. Países como Estados Unidos, Austrália e nações da Europa já registram impactos associados ao fenômeno, especialmente no aumento das temperaturas. De acordo com o pesquisador, José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden: os primeiros impactos mais significativos na América do Sul devem ser sentidos durante a primavera. Na Região Sul do Brasil, a previsão é de aumento das chuvas, o que pode elevar o risco de enchentes, alagamentos e outros eventos associados a precipitações intensas. "Não é o El Niño que gera os desastres podemos ter talvez uma potencialização. Mas lembrar que o El Niño gera os extremos de chuvas. E o desastre é a combinação do extremo de chuvas com a falta de preparação da cidade para suportar esse volume de chuva", exemplifica o pesquisador Marengo. Nas regiões Norte e Nordeste, os efeitos costumam ocorrer em período diferente. A expectativa dos especialistas é que os impactos sejam mais perceptíveis durante o verão e o outono de 2027. Ao contrário do que ocorre no Sul, a tendência nessas áreas é de redução das chuvas e aumento das temperaturas, cenário que pode favorecer períodos de seca, pressionar reservatórios e afetar atividades como a agricultura e o abastecimento de água em algumas localidades. Apesar dos sinais já observados no Oceano Pacífico, especialistas afirmam que ainda é cedo para determinar a intensidade que o fenômeno terá no Brasil. Isso porque a classificação do El Niño depende, entre outros fatores, do nível de aquecimento das águas do Pacífico ao longo da primavera, período considerado decisivo para as projeções climáticas dos meses seguintes. Contudo, os estudiosos observam com atenção os últimos episódios de El Niño registrados no Brasil, que foram marcados por eventos extremos, como enchentes, secas e ondas de calor. Para os especialistas, a intensidade dos impactos não depende apenas do fenômeno climático, mas também da capacidade de prevenção, monitoramento e resposta dos governos e das cidades. Embora ainda não seja possível prever a intensidade do fenômeno, os últimos El Niño trouxeram consequências relevantes para o país. O principal fator para reduzir prejuízos não é apenas acompanhar a evolução do clima, mas fortalecer medidas de prevenção e preparar estados e municípios para responder a eventos extremos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, mais de 4,4 mil brigadistas federais atuarão em todo o país em 2026, distribuídos em 240 brigadas. Somados a 220 servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), serão 4.630 profissionais mobilizados em ações de prevenção e combate ao fogo. As iniciativas integram a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), que criou uma estrutura permanente de coordenação entre União, estados, municípios, proprietários rurais, pesquisadores e organizações da sociedade civil para prevenir e controlar incêndios florestais. Um dos instrumentos da política é o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif), responsável por estabelecer diretrizes para a elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo. Esses planos identificam áreas vulneráveis, mapeiam riscos e definem estratégias de prevenção, mobilização comunitária e combate às queimadas. O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança altera a circulação dos ventos e interfere no regime de chuvas e temperaturas em várias partes do mundo. O fenômeno ocorre de forma natural, em intervalos que costumam variar entre dois e sete anos, e pode durar meses ou até mais de um ano. Seus efeitos não são os mesmos em todos os lugares: enquanto algumas regiões registram chuvas acima da média e maior risco de enchentes, outras enfrentam secas prolongadas, ondas de calor e condições favoráveis à propagação de incêndios florestais. Embora seja um fenômeno natural, especialistas alertam que seus efeitos podem ser agravados pelo aquecimento global, que aumenta a ocorrência de eventos climáticos extremos. Por isso, a capacidade de monitoramento, prevenção e resposta dos governos é considerada decisiva para reduzir prejuízos e proteger a população. A principal preocupação dos pesquisadores neste momento é entender a intensidade que o fenômeno poderá alcançar nos próximos meses. A classificação do El Niño depende do grau de aquecimento das águas do Pacífico. Quanto maior e mais persistente for esse aquecimento, mais forte tende a ser o evento. De forma simplificada, os meteorologistas consideram que um episódio é muito forte quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial permanece mais de 2°C acima da média histórica por vários meses consecutivos. Foi o que ocorreu em episódios considerados históricos, como os de 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016. Esses eventos provocaram impactos significativos em diferentes partes do planeta, com registros de enchentes, secas severas, perdas agrícolas e ondas de calor. No Brasil, os impactos variam de acordo com a região. Historicamente, os episódios de El Niño costumam provocar aumento das chuvas no Sul do país. Já em áreas do Norte e do Nordeste, a tendência é de redução das precipitações e temperaturas mais elevadas.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Aumento de enchentes no Sul do Brasil durante a primavera de 2026

    Likely · Within months

  • Secas e temperaturas elevadas no Norte e Nordeste em 2027

    Likely

Open Questions

  • Qual será a intensidade exata do El Niño nos próximos meses?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

Neymar mora em morro com reservatório de água gigante escavado em rocha de 600 milhões de anos
Environment·3h ago

Neymar mora em morro com reservatório de água gigante escavado em rocha de 600 milhões de anos

Um reservatório de água com capacidade para 110 milhões de litros foi escavado em rochas de 600 milhões de anos entre os Morros Santa Terezinha e Voturuá, em São Vicente (SP). A estrutura atende Santos, São Vicente e reforça o abastecimento de Guarujá e Praia Grande, sendo estratégica para a segurança hídrica da Baixada Santista. O Morro Santa Terezinha é conhecido por abrigar mansões de alto padrão, incluindo residências de Neymar e onde Pelé também já morou.

G1
More on this topicEl Niño