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Estudante de 16 anos de SP embarca para intercâmbio na Nova Zelândia
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G11d agoEducation5 min readBrazil

Estudante de 16 anos de SP embarca para intercâmbio na Nova Zelândia

Quick Look

  • Kaique de Oliveira, 16 anos, de Capão Bonito (SP), embarcou para intercâmbio na Nova Zelândia pelo programa Prontos pro Mundo.
  • O estudante, que sonha em aprender inglês desde pequeno, ficará três meses no país e levará cultura local em uma escultura.

AI-generated summary

Why It Matters

Kaique de Oliveira, um estudante de 16 anos de Capão Bonito (SP), foi selecionado para um intercâmbio de três meses na Nova Zelândia através do programa Prontos pro Mundo, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

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Em que momento uma pessoa se sente "pronta para o mundo"? A resposta pode ser diferente para cada um, mas, para Kaique de Oliveira, de Capão Bonito (SP), ela veio cedo: aos 16 anos, o estudante embarcou, na segunda-feira (6), para um intercâmbio na Nova Zelândia.

O jovem, matriculado na Escola Estadual "João Baptista do Amaral Vasconcelos", foi selecionado pelo programa Prontos pro Mundo, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), que oferece uma vaga por município e custeia todas as despesas da viagem e da estadia dos estudantes contemplados.

Ao g1, Kaique conta que, para chegar ao resultado, foram anos praticando. Ele sempre foi uma pessoa muito interessada em aprender a língua inglesa e, no começo do ensino médio, passou a praticar provas para atingir seu objetivo.

"Desde pequeno eu tenho o sonho de aprender a me comunicar em inglês, entender e saber mais sobre a língua. Comecei a me aprofundar no 9º ano do ensino fundamental e, no 1º ano do ensino médio, passei a fazer provas", diz.

Kaique viajou à Nova Zelândia — Foto: Arquivo pessoal

Agora, Kaique está no 2º ano do ensino médio e ficará estudando por três meses a cerca de 11 mil quilômetros de sua terra natal. Segundo o adolescente, os familiares ficaram muito contentes quando souberam da aprovação no processo.

"Eles reagiram muito bem e ficaram muito felizes, orgulhosos. Claro que a despedida foi bem emocionante, mas eles sempre me incentivaram a aprender mais o inglês e praticar cada vez mais", detalha.

Ao g1, o pai de Kaique, Paulo César de Oliveira, diz que o filho representa uma alegria. Ele acompanhou todo o processo de perto e afirma que o esforço do jovem é um exemplo.

"A minha reação foi uma alegria e tanto. Pelo esforço que ele teve, foi um mérito completamente dele. Meu filho é uma alegria para todos nós. Claro que é difícil ficar sem ele, mas, mesmo com ele do outro lado do mundo, estamos sempre conversando", pontua.

Kaique ficará três meses longe de casa — Foto: Arquivo pessoal

Em sua primeira semana no país, Kaique avalia que a adaptação tem sido tranquila. Por enquanto, ele está em Prebbleton, hospedado na casa de uma família anfitriã que o acolheu até o início das aulas, marcado para 20 de julho.

"Aqui é um lugar frio, mas bem organizado, excelente. Agora, eu quero me aprofundar ainda mais no inglês, fazer mais amizades e voltar ao Brasil com muito aprendizado. Fui recebido com muito carinho pela host family [família anfitriã] provisória", descreve.

Para Kaique, estudar é uma forma de mostrar que vale a pena acreditar nos próprios sonhos. Quando voltar para Capão Bonito, ele pretende compartilhar com outras pessoas as experiências e os aprendizados que adquiriu durante o intercâmbio.

"Quero continuar estudando e mostrando para as pessoas que vale a pena acreditar nos próprios sonhos. Está sendo uma experiência diferente, mas bastante acolhedora", pontua.

Kaique foi selecionado pelo programa de intercâmbio oferecido pela Secretaria de Educação Estadual — Foto: Arquivo pessoal

Escultura especial

Na bagagem, Kaique reservou um espaço especial para uma escultura produzida por um artesão de Capão Bonito. A obra, assinada pelo artista Jango Perna, retrata o tropeirismo, movimento que marcou a história e o desenvolvimento do interior paulista.

"É um bonequinho segurando um violão, que representa muito o tropeirismo e a cultura caipira. Eu quero dar de presente para a família que está me acolhendo antes de as aulas começarem. Meu intuito é levar a cultura de Capão Bonito para o mundo", comenta.

Jango Perna, um dos artesãos mais antigos de Capão Bonito (SP), presenteou o estudante com um boneco que simboliza o tropeirismo — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Conhecido na cidade como "gameleiro", Jango produz esculturas em madeira como hobby, sempre valorizando a cultura caipira. Segundo ele, a peça entregue a Kaique tem o significado de representar Capão Bonito do outro lado do mundo.

"O que dei para ele é um violeirinho, um bonequinho com uma violinha no peito. Ele representa a nossa cultura. Costumo fazer gamelas, pilões. A escultura que o Kaique vai levar foi feita em cima da hora, mas ficou linda da mesma forma", diz.

Jango Perna, um dos artesãos mais antigos de Capão Bonito (SP), presenteou o estudante com um boneco que simboliza o tropeirismo — Foto: Reprodução/Redes sociais

Para Jango, ter uma obra de arte autoral do outro lado do mundo é uma honra. Ele já possui outras peças em diferentes países, porém, a Nova Zelândia marca a "estreia" do artista na Oceania.

"Eu tenho uma imagem de um jogador de futebol que está na Argentina e a imagem de uma santa que está lá na Espanha. Isso é uma honra para mim, acho muito chique. Faço somente as esculturas por esporte. Como já tenho idade e tenho minhas debilitações, é só um passatempo", relata.

Jango faz esculturas — Foto: Reprodução/TV TEM

Prontos pro Mundo

Organizado pela Seduc-SP, o projeto reúne estudantes de alto rendimento e oferece, anualmente, mil bolsas de intercâmbio. Entre os países participantes, estão Nova Zelândia, Canadá, Austrália e Reino Unido.

Para participar do processo seletivo, não é necessário fazer inscrição, mas deve-se cumprir uma série de requisitos. Entre eles, ter idade mínima de 14 anos e ter participado da edição anterior do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Confira a lista completa:

Como participar

Estar matriculado em uma escola da rede estadual;

Ter participado da última edição do Saresp e obtido rendimento satisfatório;

Ter frequência escolar igual ou superior a 90%;

Obter média igual ou maior a sete em todas as disciplinas escolares.

Etapa eliminatória

Estar matriculado no 1º ano do ensino médio na rede estadual;

Ter frequência escolar igual ou superior a 90%;

Idade máxima de 18 anos;

Autorização formal dos responsáveis;

Obter média igual ou maior a sete em todas as disciplinas escolares e no curso de inglês, oferecido pela Seduc.

Etapa classificatória

Média entre a nota do Saresp e o curso de inglês.

A coordenadora do projeto, Simone Telles, afirma que muitos estudantes contemplados pelo programa nunca haviam saído de suas cidades antes do intercâmbio.

"Nossos alunos são muito corajosos. Existem jovens do interior que fazem parte do nosso programa que não conhecem elevador, não conhecem escada rolante. É uma experiência divisora de águas, pois desenvolve autonomia, muita resiliência e como aprender a resolver os problemas. Ele não tem mais o pai, a mãe e se torna responsável pelas suas atitudes", destaca.

Simone aponta ainda que a experiência é um marco na formação dos estudantes.

"Parece um clichê, mas de fato muda a vida da pessoa que faz o intercâmbio. A gente trabalha para que eles desenvolvam autonomia, resiliência e entendam que o estudo é o caminho", finaliza.

Open Questions

  • Quais serão os principais desafios de adaptação de Kaique?
  • Como a experiência impactará seu futuro acadêmico e profissional?

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This article was originally published by G1.

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