EUA e Irã podem assinar memorando de paz na semana que vem, diz TV
Quick Look
- TV americana CBS News reporta possível assinatura de memorando de paz entre EUA e Irã na próxima semana.
- Irã nega acordo, enquanto Trump ameaça novos ataques.
- ONU defende cessar-fogo no Líbano.
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Why It Matters
A reportagem cobre a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, com alegações de um possível memorando de paz contrastando com ameaças de novos ataques e retaliações. O conflito se estende a ataques a navios e a inclusão de empresas de Elon Musk na lista de alvos iranianos. A ONU e outros países buscam a desescalada.
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar um memorando de paz no início da semana que vem, revelou nesta quinta-feira (11) a TV norte-americana CBS News.
A apuração surgiu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que todos os países envolvidos nas tratativas de paz na guerra no Oriente Médio terem chegado a um acordo. O Irã negou que tenha concordado com qualquer texto de paz.
O Irã afirmou nesta quarta-feira (11) que "nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado". A fala, veiculada pela agência estatal Fars, ocorre minutos após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que países envolvidos na mediação por um tratado de paz terem chegado a um acordo.
Trump disse também que cancelou ataques contra o território iraniano programados para esta noite por conta desse suposto avanço. Em seu pronunciamento, ele cita acordo por "todas as partes", porém não citou o Irã nominalmente.
Irã fala em 'resposta severa' após anúncio de novo ataque de Trump
Após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que fará novos ataques contra o Irã nesta quinta-feira (11), o Comando militar conjunto supremo do país afirmou, em um comunicado, que os EUA "receberão uma resposta mais severa do que antes" caso essa promessa seja cumprida.
As Forças Armadas iranianas disseram que o "fogo da guerra se tornará mais generalizado e extenso, causando insegurança na região" e falou sobre a ameaça de Trump sobre o controle do petróleo e gás do Irã:
"Considerando as recentes ameaças dos EUA contra a infraestrutura petrolífera iraniana, ou as exportações de petróleo e gás serão para todos, ou não estarão disponíveis para ninguém".
Irã diz que 'decisões impulsivas' dos EUA podem levar a 'atoleiro sem fim'
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou nesta quinta-feira (11) que os EUA podem ficar "presos por anos" em um impasse com o país por conta da guerra e da intransigência de Washington nos termos para um acordo de paz.
"Estratégias erradas e decisões impulsivas vão 'reiniciar todo o tabuleiro para pior', fazer explodir a infraestrutura energética e os mercados e criar um atoleiro interminável no qual vocês ficarão presos por anos. Vocês verão um Irã diferente", afirmou Ghalibaf em publicação no X.
Ghalibaf é um dos principais negociadores do Irã por um eventual acordo de paz com os EUA para encerrar a guerra.
A fala ocorre após dois dias seguidos de bombardeios dos EUA contra o Irã. Donald Trump ameaçou atacar o território iraniano novamente nesta quinta.
ONU defende cessar-fogo no Líbano
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (11) que todas as partes envolvidas na atual guerra no Oriente Médio "devem trabalhar em prol de uma solução diplomática que respeite plenamente a integridade territorial, a soberania e a independência política do Líbano".
Em uma publicação no X, Guterres acrescentou que deve haver um cessar-fogo abrangente e disse que apoia totalmente o monopólio de armas pelo governo libanês, com a desmilitarização do grupo extremista Hezbollah.
Irã rebate ameaça de Trump
O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã respondeu às ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quinta-feira (11).
Após Trump afirmar que atacará o território iraniano pelo terceiro dia seguido e que pretende controlar o petróleo e o gás do país, a autoridade de Teerã afirmou:
"Ele receberá uma resposta mais forte e dolorosa".
O presidente dos Estados Unidos anunciou que fará um novo ataque contra o Irã na noite desta quinta-feira (11) e que pretende assumir o controle de todo petróleo e gás do país em post na rede Truth Social:
"Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", escreveu.
Irã diz que empresas de Elon Musk no Oriente Médio viraram alvos de ataques
Empresas do bilionário Elon Musk no Oriente Médio passaram a integrar o "banco de alvos do Irã", afirmou nesta quarta-feira agência de notícias estatal iraniana Fars.
Segundo a Fars, o governo iraniano inclui "todos os interesses relacionados aos ativos econômicos administrados por Elon Musk no Oriente Médio, incluindo países árabes e Israel".
A inclusão, ainda de acordo com a agência, é uma retaliação de Teerã ao uso da infraestrutura de empresas de Musk, como a Starlin, na guerra por militares dos EUA e de Israel.
O Kremlin pediu nesta quinta-feira que os Estados Unidos e o Irã retomem as negociações de paz e afirmou que os novos ataques em sua guerra seriam prejudiciais para a economia mundial.
"Apelamos a todas as partes neste conflito para que exerçam contenção e retornem à mesa de negociações", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, quando questionado pela AFP sobre os novos ataques.
Ele acrescentou que a escalada acarreta o risco de mais "consequências negativas para a situação na região e para a economia global".
A Arábia Saudita condenou na quinta-feira os ataques iranianos contra o Bahrein, a Jordânia e o Kuwait, e pediu a retomada das negociações sob a mediação do Paquistão e do Catar para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita apelou à "desescalada e à moderação, instando todas as partes a priorizarem a prudência, retomando os esforços diplomáticos e as negociações construtivas patrocinadas pela República Islâmica do Paquistão, juntamente com os esforços do Estado do Catar".
O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou em comunicado que três navios, e não apenas um, foram atacados pela Marinha dos Estados Unidos nesta quinta-feira (11).
Segundo as informações, duas das embarcações estavam sob sanção do governo norte-americano e um na categoria de não conformidade.
Atualmente, diz o governo indiano, 13 embarcações de bandeira indiana estão encalhadas no Estreito de Ormuz, com 562 marinheiros a bordo. No entanto, mais de 18 mil cidadãos do país estão trabalhando na região do Golfo.
A UKMTO recebeu um relatório de um incidente a 21 milhas náuticas a nordeste de Sohar, Omã. As autoridades locais informaram que um navio-tanque sofreu um incêndio na casa de máquinas. Não foram relatados impactos ambientais. As autoridades continuam investigando.
Embaixada da Índia em Omã informou que tomou conhecimento de um incidente envolvendo uma embarcação próximo ao porto de Shinas, em Omã, ocorrido hoje cedo. Afirmaram estar acompanhando de perto a situação e coordenando com as autoridades locais para obter mais detalhes. Todos os 20 indianos a bordo do navio Jalveer estão a salvo após incidente na costa de Omã, informou um funcionário do Ministério da Marinha Mercante da Índia à Reuters.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Novos ataques dos EUA contra o Irã.
Likely · Within days
Retaliação iraniana contra os EUA ou seus aliados.
Likely · Within days
Aumento da volatilidade nos mercados de energia globais.
Very likely · Immediate
Open Questions
- O Irã realmente aprovou algum texto de paz?
- Quais são os termos exatos do suposto acordo de paz mencionado por Trump?
- Quais serão as consequências econômicas e regionais de novos ataques?
- Qual o nível de envolvimento das empresas de Elon Musk na guerra?





