Ex-prefeito de Belford Roxo é preso em operação contra lavagem de dinheiro
Quick Look
- Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso em flagrante com fuzil em operação que investiga rede de postos de combustíveis por lavagem de dinheiro.
- A PF apreendeu armas, joias e carros de luxo em endereços ligados ao grupo.
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Why It Matters
A Polícia Federal deflagrou a "Operação Unha e Carne VI" para investigar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro com anuência de políticos.
Agentes encontraram um fuzil no veículo cde Canella. O ex-prefeito alega que o fuzil não era dele.
"Operação Unha e Carne VI - um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo", disse a PF.
Canella era inicialmente alvo de um mandado de busca e apreensão nesta etapa da Unha e Carne, que mira uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.
Outro alvo de buscas foi o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
O g1 tenta contato com as defesas.
Márcio Canella — Foto: Reprodução redes sociais
Quem é Canella
Márcio Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012. Em 2015, se elegeu deputado estadual em 2015 e por 3 mandados ficou na Alerj.
Nesse período, Canella se licenciou para ser vice do prefeito Waguinho, de Belford Roxo, de 2017 a 2019.
Os antigos aliados se afastaram depois das eleições presidenciais de 2022. À época, Canella apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Waguinho optou por Lula.
Em 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo. O principal adversário dele era o ex-secretário municipal Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho de Waguinho.
No início de abril de 2026, Canella renunciou ao cargo de prefeito para concorrer ao Senado. Ele é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo deputado estadual Douglas Ruas. Em seu lugar, assumiu a então vice-prefeita Mariana Malta.
A operação desta terça
Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense.
Na casa de um dos alvos, em Niterói, a PF apreendeu armas, joias e dinheiro, além de carros de luxo.
A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à PF pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF.
A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com facções criminosas.
Márcio Canella ao chegar à sede da PF no Rio — Foto: Ana Paula Jaume/CBN
Open Questions
- Quem são todos os políticos envolvidos?
- Qual a extensão total do esquema de lavagem?
- Quais as consequências legais para os envolvidos?






