Forças de segurança retomam controle de Núcleo Prisional da PM em Manaus após motim
Quatro policiais militares foram feitos reféns por internos durante rebelião motivada por mudanças na gestão da unidade prisional na BR-174.
Quick Look
- Forças de segurança do Amazonas encerraram um motim no Núcleo Prisional da Polícia Militar em Manaus nesta quarta-feira (2).
- Quatro policiais foram feitos reféns por detentos, que protestavam contra mudanças na gestão e benefícios.
- Não houve feridos na operação.
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Why It Matters
A unidade prisional abriga exclusivamente policiais militares presos. O local foi inaugurado há quatro meses após a transferência de detentos de um antigo núcleo devido a uma fuga em massa.
As forças de segurança do Amazonas retomaram o controle do Núcleo Prisional da Polícia Militar, na BR-174, zona rural de Manaus, por volta de 1h30 desta quarta-feira (2). A ação encerrou um motim iniciado na tarde de terça-feira (1º), quando quatro policiais militares que atuavam na guarda da unidade foram feitos reféns por internos, que também são policiais militares presos.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o 1º Batalhão de Choque entrou na unidade durante a madrugada e restabeleceu a normalidade no local. Ninguém ficou ferido.
Os quatro policiais mantidos reféns, sendo um major e três soldados, segundo apuração da Rede Amazônica, foram libertados durante a intervenção e receberam atendimento.
A negociação para encerrar o motim foi acompanhada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM).
A Rede Amazônica apurou que o sargento Davi Praia foi identificado como líder do motim. A reportagem também teve acesso a um áudio enviado por uma familiar de um dos internos. Na gravação, ela atribui a revolta a mudanças na gestão da unidade prisional.
"Desde quando mudou o comando da UPPM, quando o major entrou, tudo mudou. Os detentos já estavam estabilizados, estavam num ambiente mais estável e depois que o major foi para lá, mudou tudo. Só para vocês terem uma noção, ele xingava os meninos, gritava com os meninos. Não só ele, como essa equipe de hoje que está de serviço, soldado que acabou de entrar tratando mal os que estão lá", disse.
De acordo com a PMAM, cerca de 120 policiais de unidades especializadas participaram da operação. O efetivo reuniu agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Canil, Cavalaria, Grupo Marte, Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e 1º Batalhão de Choque.
Em nota, a SSP-AM informou que procedimentos serão instaurados para apurar as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos policiais militares custodiados na unidade. As informações também serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e à Justiça Militar.
As forças de segurança permaneceram no local após a liberação dos reféns para garantir o controle da unidade.
Motim teve início após mudanças internas
Segundo apuração da Rede Amazônica, o motim foi motivado pela mudança do dia de visitas, que passou de domingo para sexta-feira, além da retirada de benefícios que não foram detalhados.
Durante a ação, internos quebraram câmeras de segurança e danificaram celas da unidade.
O Núcleo Prisional da Polícia Militar abriga exclusivamente policiais militares presos. Equipes da Defensoria Pública e do Ministério Público acompanharam a ocorrência desde o início da crise.
Unidade recebeu policiais após fuga em presídio anterior
O motim ocorreu cerca de quatro meses após a transferência de 71 policiais militares presos para a atual unidade, instalada na BR-174.
Os detentos foram removidos do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, na Zona Norte de Manaus, após a fuga de 23 internos.
A transferência foi coordenada pelo Ministério Público do Amazonas, em parceria com a Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Mais de 100 agentes participaram da operação.
A atual unidade funciona no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), e foi criada para substituir o antigo núcleo prisional da corporação.
A mudança ocorreu em maio deste ano, após a fuga registrada em fevereiro. O caso resultou em investigações e na prisão de policiais suspeitos de facilitar a saída dos detentos. O então responsável pelo núcleo, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso durante as apurações e posteriormente excluído da Polícia Militar.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Instauração de procedimentos administrativos para apurar crimes cometidos no motim.
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Open Questions
- Quais benefícios específicos foram retirados dos internos?
- Quais serão as punições disciplinares para os envolvidos no motim?






