Fotógrafo de Assis registra craques como Vinícius Jr., Mbappé e Haaland na Copa do Mundo
Paulo Henrique Dias investiu mais de R$ 30 mil e rifou itens especiais para cobrir o torneio nos Estados Unidos.
Quick Look
- O fotógrafo Paulo Henrique Dias, de Assis, realizou o sonho de cobrir a Copa do Mundo nos Estados Unidos, registrando de perto craques como Vinícius Júnior, Mbappé e Haaland.
- Para bancar a viagem, que já superou R$ 30 mil, ele rifou uma camisa autografada por Neymar e luvas de Ederson, planejando ficar até a final.
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Why It Matters
O fotógrafo Paulo Henrique Dias, de Assis, realizou um sonho de longa data ao conseguir credenciamento para cobrir a Copa do Mundo nos Estados Unidos, após um processo burocrático.
Além da estreia do Brasil contra Marrocos, Paulo já fotografou partidas como França x Senegal, Brasil x Haiti e Noruega x Senegal. E, se depender dos atacantes que passaram em frente à sua câmera, ele pode até se considerar um amuleto da sorte para os grandes craques.
Entre os registros mais celebrados da viagem estão justamente imagens de Vinícius Júnior, Kylian Mbappé e Erling Haaland, três dos principais nomes da Copa e artilheiros da competição até aqui.
"Cada jogo me marcou de uma forma. No jogo do Brasil, foi o Vinícius Júnior comemorando o gol na minha frente. No da França, foi a emoção de ver o Mbappé. E, na partida da Noruega, fiquei feliz porque o gol do Haaland aconteceu bem na minha frente também. Tenho sido pé quente", conta.
Para transformar o sonho de cobrir uma Copa do Mundo em realidade e embarcar naquela que é sua primeira viagem internacional, o fotógrafo teve que investir pesado. Segundo ele, entre hospedagem, passagens, transporte e alimentação durante a estadia nos Estados Unidos, o gasto já ultrapassa R$ 30 mil.
"Esse investimento é para viver o básico do básico. Estou ficando em uma casa de aluguel por temporada, andando de transporte público e comprando comida no mercado. Para vir com mais conforto, acredito que o custo passaria facilmente dos R$ 60 mil", comenta.
Para ajudar a bancar parte da experiência, Paulo teve também que abrir mão de itens especiais que guardava em casa. Entre eles, uma camisa do Santos autografada por Neymar e um par de luvas assinadas pelo goleiro Ederson, da Seleção Brasileira.
Segundo o fotógrafo, a rifa ajudou a complementar os recursos próprios investidos na viagem. Com mais de 150 números vendidos, o sorteio está previsto para ser realizado após o retorno dele ao Brasil, em julho.
Apesar do gasto elevado e dos sacrifícios feitos para chegar até a Copa, ele garante que a experiência vai muito além das contas.
"Talvez eu leve vários meses para recuperar esse dinheiro, mas não posso pensar só assim. O networking e o aprendizado que estou tendo com fotógrafos do Brasil e de outros países fazem o investimento parecer muito pequeno. Essa experiência não tem explicação", pontua.
O plano inicial era voltar para casa ainda na fase de grupos, mas a organização financeira permitiu estender a estadia até a final. Segundo ele, se tudo correr como planejado, mesmo que o Brasil não chegue lá, vai terminar a competição com até 13 jogos de Copa no currículo.
"Meu projeto era ir embora antes, mas consegui me organizar melhor, e agora vou ficar até a final. Se vou estar credenciado para o jogo decisivo, não depende de mim, mas estarei lá independentemente de quem chegar", comenta.
"Eu conversei com a minha esposa e ela perguntou por que eu não fazia o cadastro para a Copa masculina. Acabei fazendo, mas não imaginava que seria selecionado. Tive que enviar vários documentos e cumprir todas as exigências. Foi um processo bem burocrático", conta.
Mesmo satisfeito com os registros feitos até agora, ele acredita que ainda pode melhorar.
"Acho que minhas fotos estão no nível que eu me cobro, mas sei que podem ficar melhores. É minha primeira Copa e a emoção às vezes atrapalha. Tem momentos em que fico tão focado no jogo que esqueço de observar todo o contexto ao redor", revela.
Entre uma partida e outra, o fotógrafo segue acumulando imagens, histórias e aprendizados. E, para quem saiu do interior de São Paulo sem falar inglês nem espanhol, a experiência tem um significado ainda maior.
"Estou muito feliz. Não apenas por mim, mas por todo mundo que me apoiou e pelos fotógrafos da nossa região. Conseguir chegar até aqui já é uma vitória", pontua.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Paulo Henrique Dias permanecerá nos Estados Unidos até a final da Copa do Mundo.
Likely · Within weeks
O sorteio da rifa para a camisa de Neymar e luvas de Ederson será realizado após o retorno do fotógrafo ao Brasil.
Likely · Within months
Open Questions
- O fotógrafo conseguirá credenciamento para a final?
- Qual será o retorno financeiro da viagem?
- Quantos jogos ele cobrirá no total?





