Greve na Replan: Trabalhadores são agredidos e feridos em Paulínia
Quick Look
- Trabalhadores em greve na Replan, em Paulínia (SP), foram agredidos por cerca de 15 homens armados.
- Dois feridos, um com 36 pontos na cabeça.
- A greve reivindica reajuste salarial e melhorias em benefícios.
AI-generated summary
Why It Matters
A greve de trabalhadores prestadores de serviço na indústria da construção civil e manutenção industrial da Replan, em Paulínia (SP), ocorre desde o dia 15 e reivindica reajuste salarial de 9% e melhorias em benefícios.
A paralisação acontece desde o último dia 15 e reivindica reajuste salarial de 9% e melhorias em benefícios — entenda as reivindicações abaixo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), há registro de que dois homens, de 43 e de 49 anos, ficaram feridos. As vítimas participavam da greve, quando cerca de 15 homens, armados e encapuzados, começaram a agredir os grevistas.
Houve disparos de arma de fogo no local e carros ficaram danificados. O caso foi registrado como lesão corporal, dano e disparo de arma de fogo na Delegacia de Paulínia, que solicitou perícia aos veículos e exames do Instituto Médico Legal (IML) às vítimas.
Em nota, a Replan disse que não recebeu notificação formal sobre a ocorrência, mas tomou conhecimento do caso e, imediatamente, comunicou o fato às empresas prestadoras de serviço envolvidas.
"A Petrobras repudia qualquer forma de violência e reforça que eventuais ocorrências dessa natureza devem ser apuradas pelas autoridades competentes", completou.
O g1 teve acesso a um vídeo supostamente gravado por uma das vítimas. Nele, o homem conta que "a porrada comeu" e que "estouraram a minha cabeça com um taco de beisebol". Na sequência, ele diz que "apontaram quatro pistolas para mim" e "deram tiros para o alto".
Segundo um advogado dos feridos, o trabalhador que aparece no vídeo recebeu 36 pontos na cabeça, enquanto outro homem está internado no Hospital Municipal de Paulínia. A SSP, no entanto, não confirma a relação dessas vítimas com o caso.
A greve de trabalhadores prestadores de serviço na indústria da construção civil e manutenção industrial da Replan vem sendo realizada desde o último dia 15 e é coordenada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro).
De acordo com a FUP, algumas empresas têm sinalizado disposição para avançar nas negociações, mas outras ainda mantêm propostas consideradas insuficientes pelos funcionários.
Apesar de haver uma determinação judicial que estabelece a manutenção de parte das atividades, a categoria confirmou que os trabalhadores seguem mobilizados por conta da falta de avanços nas negociações.
"Se existe conflito aqui, é um conflito entre trabalhadores e empresas. É luta de classes. Não existe luta de classes com violência. Se alguém está promovendo violência, são as empresas que não estão respeitando o direito de greve e a livre manifestação dos trabalhadores", disparou.
Open Questions
- Quem são os 15 homens armados e encapuzados?
- Qual a relação das empresas com a agressão?
- Haverá novas negociações após o incidente?






