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BackHomem condenado a 33 anos por esfaquear e decepar orelha da ex-companheira em Fortaleza
Homem condenado a 33 anos por esfaquear e decepar orelha da ex-companheira em Fortaleza
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G16/19/2026Crime4 min readBrazil

Homem condenado a 33 anos por esfaquear e decepar orelha da ex-companheira em Fortaleza

Quick Look

  • Francisco Ricardo Damasio de Oliveira foi condenado a 33 anos e 10 meses de prisão por tentativa de feminicídio e lesão corporal contra a ex-companheira e sua mãe.
  • O crime ocorreu em julho de 2025 em Fortaleza.

AI-generated summary

Why It Matters

O caso envolve um homem condenado por esfaquear e decepar a orelha de sua ex-companheira após o término do relacionamento. O crime ocorreu em Fortaleza em julho de 2025.

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O homem que esfaqueou e decepou uma das orelhas da ex-companheira por não aceitar o fim do relacionamento foi condenado pela Justiça, nesta sexta-feira (19), a 33 anos e 10 meses de prisão. O caso ocorreu em julho de 2025 no bairro Lagoa Redonda, em Fortaleza . O suspeito foi preso em flagrante e aguardava o julgamento no presídio.

A pena total, proferida pela Conselho de Sentença da 2ª Vara do Juri de Fortaleza contra Francisco Ricardo Damasio de Oliveira, é resultado da soma de 31 anos e dois meses pela tentativa de feminicídio qualificado contra a ex-mulher do réu, Elisângela dos Santos Gomes; e 2 anos e 10 meses pela lesão corporal de Maria de Fátima Queiroz dos Santos, mãe da vítima.

No julgamento, o acusado também foi sentenciado a pagar uma indenização no valor de R$ 15 mil às vítimas. Foi negado ao réu o direito de apelar em liberdade.

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Homem será julgado por tentativa de feminicídio. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Término do relacionamento

Elisângela se relacionou por cerca de 8 meses com Francisco e, na semana anterior ao crime, havia terminado o namoro. Os dois moravam no mesmo condomínio, porém a mulher morava com a filha caçula de 7 anos, diagnosticada com autismo, enquanto o homem morava em outro apartamento.

"Ele pulou o muro e já foi tirando a faca de dentro da mochila, uma faca muito grande, e veio pra cima de mim. Foram muitos golpes. Eu acho que já tinha sangue no chão, que eu escorreguei. Quando eu escorreguei, ele caiu em cima de mim, começou a golpear a minha cabeça. Minha mãe, querendo me ajudar, sentou em cima do braço dele, ficou puxando a camisa dele, pra ver se ele parava de me golpear. Graças a Deus o meu sobrinho conseguiu pedir ajuda. O meu vizinho entrou, conseguiu conter ele", relembrou a vítima em entrevista à TV Verdes Mares em 2025.

Elisângela foi internada no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF). Ela chegou a ser intubada e precisou passar por cirurgias: uma para controlar a hemorragia causada pelas facadas e outra para reconstruir a orelha atingida, deixando-a com uma cicatriz de 283 pontos na cabeça.

Conforme apuração da TV Verdes Mares, Elisângela continua tomando medicamentos antidepressivos por causa do crime e, apesar de ter tido a orelha reconstruída, ela ainda não tem o movimento dos braços.

Acusado era ciumento, diz vítima

Vítima já sofria ameaças do ex-companheiro. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

Francisco Ricardo Damasio de Oliveira foi preso no dia do crime, em 21 de julho de 2025, e aguarda o julgamento no presídio. Ele já tinha antecedentes pelos crimes de ameaça e difamação. Após atacar a ex-companheira, o homem foi espancado por populares.

Elisângela terminou o relacionamento após Francisco Ricardo apresentar sinais de abuso e violência. De acordo com a vítima, ele era muito ciumento, já havia batido nela e a ameaçado através de mensagens.

"Eu não consigo dormir direito, não consigo sair. Eu estou com medo até de sair do portão. Não durmo direito, tenho pesadelos. Está muito difícil de conseguir apagar isso da memória", lamenta.

Além das consequências psicológicas, Elisângela também carrega marcas físicas: após as 20 facadas, ela teve 283 pontos na cabeça. Um dos braços ainda está machucado, dificultando sua movimentação:

"Todo dia são dores horríveis. Todo tempo tomando medicamento para passar essa dor e é constante essa dor. Peço muito que ele fique preso, que possa também ter um julgamento pra que ele pague por isso que ele fez. É muita crueldade", concluiu a vítima.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

Além de denunciar em distritos policiais e delegacias especializadas, a mulher em situação de violência doméstica pode recorrer a uma rede assistencial de entidades dos poderes municipal, estadual e federal.

Disque 180

O Disque 180 é o telefone exclusivo de atendimento à mulher do governo federal. O número presta apoio e escuta mulheres em situação de qualquer tipo de violação ou violência de gênero. Por meio do canal, os casos são encaminhados a órgãos competentes.

Delegacia de Defesa da Mulher

O serviço de denúncia em Fortaleza é direcionado para a unidade especializada de Defesa da Mulher, que fica no complexo da Casa da Mulher Brasileira, no Bairro Couto Fernandes. A delegacia também funciona de forma ininterrupta. Além da unidade na capital, há Delegacias de Defesa da Mulher nas cidades de Pacatuba, Caucaia, Maracanaú, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Icó, Sobral e Quixadá.

Endereço: Rua Tabuleiro do Norte, s/n, Bairro Couto Fernandes

Telefone: (85) 3108-2950

Casa da Mulher Brasileira

O equipamento gerenciado pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), do Governo do Estado, atua no atendimento às mulheres que foram vítimas de violência em Fortaleza.

No mesmo espaço, funciona a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, uma unidade do Ministério Público e uma da Defensoria Pública, além de um centro de referência municipal.

Na Casa da Mulher, também são ofertados cursos de capacitação profissional dentro da Promoção da Autonomia Econômica, bem como alternativas de acolhimento temporário e espaço infantil para as crianças que estejam acompanhando as mães em atendimento.

Horário de atendimento: 24 horas por dia

Endereço: Rua Teles de Sousa, s/n, Bairro Couto Fernandes

Telefone: (85) 3108-2968

Centro de Referência Municipal Francisca Clotilde

Em Fortaleza, é disponibilizado o Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde. O espaço, que faz parte do complexo da Casa da Mulher Brasileira, promove acompanhamento e encaminha as vítimas aos serviços da rede de atendimento, acolhendo mulheres que sofreram violência psicológica, sexual, física, moral, patrimonial, abuso, exploração, assédio moral e tráfico de mulheres.

Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Endereço: Rua Teles de Sousa, s/n, Bairro Couto Fernandes

Telefone: (85) 3108-2968

Open Questions

  • Qual o estado de saúde atual da mãe da vítima?
  • Haverá recurso contra a sentença?

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This article was originally published by G1.

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