Irã e Paquistão discutem tensões regionais em Teerã
Quick Look
- O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, reuniu-se com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em Teerã para discutir tensões regionais.
- O Irã alertou sobre consequências "devastadoras" caso os EUA reiniciem a guerra.
- O Paquistão atua como mediador entre Irã e EUA.
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Why It Matters
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e abrindo uma crise de poder. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, impactando o preço do petróleo. O Paquistão atua como mediador entre Irã e EUA.
O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, se reuniu com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, em Teerã, como parte dos esforços diplomáticos em curso para lidar com as tensões regionais, informou a mídia estatal iraniana neste sábado (23).
Qalibaf afirmou que não abriria mão dos direitos do país e que as forças armadas iranianas reconstruíram suas capacidades durante o cessar-fogo, segundo a agência de notícias Reuters.
Se os EUA "reiniciarem a guerra de forma imprudente", as consequências serão "mais devastadoras e amargas", informou o negociador a TV estatal.
Nesta sexta-feira (22), Munir também se encontrou com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na presença do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, durante sua visita ao Irã.
O Paquistão atua como intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros no país.
Uma equipe de negociação do Catar também chegou a Teerã nesta sexta-feira, em coordenação com os Estados Unidos, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.
➡️ Em 18 de maio, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do Irã para o fim da guerra no Oriente Médio, segundo o site de notícias dos EUA Axios.
A proposta havia sido entregue aos EUA por um mediador do Paquistão. No entanto, o governo do presidente americano, Donald Trump, achou os pontos insuficientes, ainda de acordo com o Axios.
Na mesma semana, Trump também ameaçou retomar os ataques ao território iraniano, cancelando o cessar-fogo atualmente em vigor, caso as negociações por um acordo de paz definitivo fracassem e o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz.
Em resposta, Teerã lançou uma campanha agressiva para armar a população em diferentes frentes.
Cronologia do conflito
EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro, com ataques a instalações militares e nucleares.
A ação matou o líder supremo Ali Khamenei e integrantes do alto escalão iraniano, abrindo uma crise de poder em Teerã.
EUA e Israel dizem que o objetivo é conter o programa nuclear e a capacidade de mísseis do Irã. O Irã nega buscar armas nucleares e promete retaliar os ataques.
Uma das consequências da guerra foi a disparada do preço do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.
Após o início da ofensiva, EUA e Israel anunciaram uma nova fase da guerra, com ataques mais intensos contra mísseis e estruturas do regime iraniano.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Escalada das tensões militares entre Irã e EUA.
Likely · Short term
Novas tentativas de negociação de paz mediadas por Paquistão e Catar.
Possible · Medium term
Volatilidade contínua no preço do petróleo.
Very likely · Short term
Open Questions
- Quais são os próximos passos diplomáticos após a rejeição da proposta iraniana?
- Qual a probabilidade de os EUA retomarem os ataques ao Irã?
- Como o Irã pretende armar a população e quais as implicações disso?
- Qual o papel exato do Catar nas negociações?






