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Irã e Paquistão discutem tensões regionais em Teerã
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G15/23/2026World2 min readBrazil

Irã e Paquistão discutem tensões regionais em Teerã

Quick Look

  • O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, reuniu-se com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, em Teerã para discutir tensões regionais.
  • O Irã alertou sobre consequências "devastadoras" caso os EUA reiniciem a guerra.
  • O Paquistão atua como mediador entre Irã e EUA.

AI-generated summary

Why It Matters

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e abrindo uma crise de poder. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, impactando o preço do petróleo. O Paquistão atua como mediador entre Irã e EUA.

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O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, se reuniu com o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, em Teerã, como parte dos esforços diplomáticos em curso para lidar com as tensões regionais, informou a mídia estatal iraniana neste sábado (23).

Qalibaf afirmou que não abriria mão dos direitos do país e que as forças armadas iranianas reconstruíram suas capacidades durante o cessar-fogo, segundo a agência de notícias Reuters.

Se os EUA "reiniciarem a guerra de forma imprudente", as consequências serão "mais devastadoras e amargas", informou o negociador a TV estatal.

Nesta sexta-feira (22), Munir também se encontrou com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na presença do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, durante sua visita ao Irã.

O Paquistão atua como intermediário entre Irã e Estados Unidos desde o início da guerra, transmitindo mensagens entre os dois lados e mediando encontros no país.

Uma equipe de negociação do Catar também chegou a Teerã nesta sexta-feira, em coordenação com os Estados Unidos, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

➡️ Em 18 de maio, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do Irã para o fim da guerra no Oriente Médio, segundo o site de notícias dos EUA Axios.

A proposta havia sido entregue aos EUA por um mediador do Paquistão. No entanto, o governo do presidente americano, Donald Trump, achou os pontos insuficientes, ainda de acordo com o Axios.

Na mesma semana, Trump também ameaçou retomar os ataques ao território iraniano, cancelando o cessar-fogo atualmente em vigor, caso as negociações por um acordo de paz definitivo fracassem e o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerã lançou uma campanha agressiva para armar a população em diferentes frentes.

Cronologia do conflito

EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro, com ataques a instalações militares e nucleares.

A ação matou o líder supremo Ali Khamenei e integrantes do alto escalão iraniano, abrindo uma crise de poder em Teerã.

EUA e Israel dizem que o objetivo é conter o programa nuclear e a capacidade de mísseis do Irã. O Irã nega buscar armas nucleares e promete retaliar os ataques.

Uma das consequências da guerra foi a disparada do preço do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz, via marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo.

Após o início da ofensiva, EUA e Israel anunciaram uma nova fase da guerra, com ataques mais intensos contra mísseis e estruturas do regime iraniano.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Escalada das tensões militares entre Irã e EUA.

    Likely · Short term

  • Novas tentativas de negociação de paz mediadas por Paquistão e Catar.

    Possible · Medium term

  • Volatilidade contínua no preço do petróleo.

    Very likely · Short term

Open Questions

  • Quais são os próximos passos diplomáticos após a rejeição da proposta iraniana?
  • Qual a probabilidade de os EUA retomarem os ataques ao Irã?
  • Como o Irã pretende armar a população e quais as implicações disso?
  • Qual o papel exato do Catar nas negociações?

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This article was originally published by G1.

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