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Itamaraty alerta para risco de ações militares dos EUA no Brasil após classificação de facções como terroristas
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Agência Brasil Internacional2h agoPolitics2 min readBrazil

Itamaraty alerta para risco de ações militares dos EUA no Brasil após classificação de facções como terroristas

Quick Look

  • O Itamaraty alertou deputados federais sobre o risco de ações militares dos EUA no Brasil e medidas unilaterais contra pessoas e empresas brasileiras após a classificação de facções como PCC e CV como organizações terroristas.
  • O ministro Mauro Vieira destacou que a medida pode impactar a soberania nacional e a cooperação policial.

AI-generated summary

Why It Matters

O Itamaraty expressou preocupação com a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos EUA, alertando para possíveis ações militares e medidas unilaterais que afetam a soberania nacional.

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Em pelo menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais, o Itamaraty alertou para o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

“Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro", alerta o documento mais recente, enviado em 1º de julho e assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a requerimento de informação do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

No texto enviado ao Congresso, o chanceler afirma que a classificação pode gerar impactos relevantes para a economia e para a soberania nacional. Segundo ele, autoridades estadunidenses poderiam aplicar medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas e organizações brasileiras.

Em maio, os EUA classificaram as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Na semana passada, o Departamento de Tesouro daquele país sancionou duas pessoas e três empresas brasileiras acusando-as de supostos vínculos com o PCC.

Ainda na resposta ao deputado Evair Vieira, o ministro reforçou que “a classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional", reitera o ministro.

Mauro Vieira destacou em sua resposta que não houve comunicação formal dos Estados Unidos ao Brasil sobre a intenção de designar facções criminosas brasileiras como terroristas. Ele considera ainda que essa classificação não apresenta benefícios para a segurança dos países.

“Militarizar agenda”

Além da última resposta, o ministro já havia chamado atenção para o risco de uso de força militar pelos EUA em território brasileiro em um documento datado de 29 de maio deste ano, direcionado ao deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), que também apresentou um requerimento de informação ao Itamaraty sobre o tema.

“No plano estratégico e econômico, tal reclassificação tenderia a militarizar a agenda regional de combate ao crime organizado, elevar custos de compliance das empresas e do sistema financeiro nacional e penalizar atividades lícitas”, afirmou.

“Confusão”

O chanceler destacou que dada a amplitude dos termos aplicados na legislação de contraterrorismo dos EUA, podem haver sérias implicações para cidadãos brasileiros nas searas financeira, migratória e penal, para além do potencial uso da força militar. “Trata-se, portanto, de medida que tem impactos relevantes sobre a soberania do Brasil”.

O ministro avalia que, além de não gerar benefícios concretos, a classificação das facções como terroristas pode prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois países, “ao introduzir confusão entre dois fenômenos claramente diferentes à luz da legislação brasileira: o crime organizado e o terrorismo”.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Possível escalada nas tensões diplomáticas entre Brasil e EUA.

    Likely · Within months

  • Aumento da vigilância e compliance para empresas brasileiras com operações internacionais.

    Likely · Short term

Open Questions

  • Quais serão as ações concretas dos EUA?
  • Como o Brasil responderá formalmente?
  • Qual o impacto real na cooperação policial?

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This article was originally published by Agência Brasil Internacional.

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