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Longa-metragem "O Refúgio" e "ECOCIDIO" levam os principais prêmios do CineAlter
Culture
G16/15/2026Culture4 min readBrazil

Longa-metragem "O Refúgio" e "ECOCIDIO" levam os principais prêmios do CineAlter

Quick Look

  • O festival CineAlter encerrou sua 5ª edição premiando "O Refúgio" como Melhor Longa e "ECOCIDIO" como Melhor Curta.
  • O evento celebrou a produção audiovisual amazônica e latino-americana, destacando temas como história, meio ambiente e cultura.

AI-generated summary

Why It Matters

A cerimônia de encerramento do festival CineAlter ocorreu neste domingo (14), reunindo exibições, debates e a entrega de prêmios. O evento celebrou a produção audiovisual da Amazônia e da América Latina.

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A cerimônia de encerramento ocorreu neste domingo (14) e reuniu exibições, debates e a entrega dos prêmios às obras que mais se destacaram na programação. O grande vencedor da mostra foi o longa-metragem "O Refúgio", dirigido por Rafael Duarte, que conquistou os troféus de Melhor Longa-Metragem e Melhor Direção de Longa-Metragem. O documentário retrata aspectos históricos da presença negra na região de Cachoeira Porteira, no Pará.

Entre os curtas, o destaque ficou para "ECOCIDIO", coprodução entre Argentina e Peru dirigida por Aldana Loiseau. A obra venceu como Melhor Curta-Metragem ao abordar os impactos da crise climática e as desigualdades enfrentadas por populações vulneráveis diante das mudanças ambientais.

A produção amazônica também teve espaço de destaque na premiação. O Prêmio Tapajós de Cinema foi entregue ao curta "Fé que Move Rios", dirigido por Viviane Borari, que retrata a mobilização de jovens de diferentes crenças em defesa das águas e da floresta do Tapajós.

“Esse prêmio valoriza o esforço de comunicar com responsabilidade, dar visibilidade às nossas realidades e contar histórias que nascem dos nossos territórios. Também incentiva que outras produções continuem sendo realizadas, fortalecendo o audiovisual amazônico”, afirmou.

O prêmio de Melhor Filme Paraense foi concedido a "O Regresso à Patú Anú", dirigido por Akha Rubi, obra que mergulha nas encantarias amazônicas e nas tradições culturais da região.

Já o prêmio de Melhor Roteiro de Longa-Metragem ficou com "Mundurukuyü: A Floresta das Mulheres Peixe", dirigido por Beka Munduruku, Aldira Akay e Rylcélia Akay. Na categoria curta, o destaque foi "Zezé Moveu Montanhas", de Juliana Uepa.

O prêmio de Melhor Direção de Curta-Metragem foi para "A Pele do Ouro", dirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, documentário que aborda os impactos socioambientais da atividade garimpeira.

Para a secretária municipal de Cultura de Santarém, Priscila Castro, o festival reafirma a importância de criar espaços dedicados às narrativas produzidas na Amazônia.

“Encerramos esta edição com um sentimento muito positivo. O CineAlter cumpre um papel importante ao colocar as narrativas amazônicas no centro do debate cultural e audiovisual. É um espaço de encontro, reflexão e valorização da nossa identidade, ao mesmo tempo em que nos conecta com produções de toda a América Latina”, destacou.

Segundo o diretor-geral do festival, Raphael Ribeiro, a quinta edição demonstrou o amadurecimento do evento e o crescimento da produção audiovisual na região.

“Foi uma edição marcada pelo aprendizado e pelo fortalecimento do audiovisual amazônico. Tivemos recorde de inscrições, o que mostra que cada vez mais pessoas estão produzindo cinema na Amazônia e encontrando espaços para exibir suas obras”, afirmou.

A curadora Viviane Pistache ressaltou que a seleção deste ano evidenciou a diversidade e a potência criativa da produção regional.

“Tivemos um volume impressionante de filmes produzidos na Amazônia. O festival apresenta um retrato profundo das realidades vividas em nossos territórios e promove conexões entre diferentes experiências e formas de fazer cinema”, observou.

Para a jornalista e crítica de cinema Flavia Guerra, o crescimento do CineAlter acompanha a evolução do próprio cinema amazônico.

“O cinema da Amazônia está cada vez mais sofisticado. Os jovens estão filmando mais, se especializando e ampliando suas possibilidades de criação. É fundamental que a Amazônia tenha uma produção audiovisual forte, contínua e descentralizada, capaz de mostrar ao mundo a diversidade dos seus territórios e das pessoas que vivem aqui”, destacou.

Ao final da quinta edição, o CineAlter reforçou seu papel como um dos principais espaços de circulação, formação e valorização do cinema produzido na Amazônia e na América Latina, ampliando a visibilidade de histórias que nascem da floresta e dialogam com temas universais.

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This article was originally published by G1.

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