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Maternidade é condenada a pagar R$ 60 mil por perda de feto
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G15/25/2026Law1 min readBrazil

Maternidade é condenada a pagar R$ 60 mil por perda de feto

Quick Look

  • Maternidade em Parnamirim é condenada a pagar R$ 60 mil por negligência médica que levou à perda de feto.
  • Gestante com histórico de pré-eclâmpsia não recebeu ultrassonografia, essencial para monitorar o bebê.

AI-generated summary

Why It Matters

Uma gestante com histórico de pré-eclâmpsia procurou atendimento médico em uma maternidade, mas alegou omissão no atendimento, resultando na perda do feto. A mulher entrou com ação judicial pedindo indenização.

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Segundo o processo, a gestante, que tinha histórico de pré-eclâmpsia, procurou atendimento na Maternidade Divino Amor em 4 de agosto de 2023, quando estava com 32 semanas de gravidez. Ela relatou dores intensas no baixo ventre e sensação de expulsão vaginal iminente.

Ainda de acordo com os autos, a paciente foi atendida por um médico plantonista, passou por exames físicos e laboratoriais simples, como sangue e urina, e recebeu medicação para uma suposta infecção urinária. A autora alegou que não foi submetida a exame de ultrassonografia, considerado essencial para avaliar a vitalidade do feto.

Cinco dias depois, durante consulta de pré-natal, a mulher informou ausência de movimentos fetais. Após a realização da ultrassonografia, foi constatado o óbito fetal intrauterino. Conforme o processo, a causa da morte foi hipóxia fetal intrauterina associada à pré-eclâmpsia.

Na ação, a mulher pediu indenização pelos danos morais e a responsabilização dos envolvidos, alegando omissão no atendimento médico e a perda evitável de um feto viável.

O juiz José Ricardo Pires de Amorim entendeu que houve negligência por parte do Município de Parnamirim ao não adotar os protocolos mínimos de atendimento para uma gestação de alto risco, especialmente pela ausência de exame de imagem para monitorar a saúde do bebê e os riscos da pré-eclâmpsia.

A sentença também destacou que o município não apresentou defesa no processo dentro do prazo estabelecido pela Justiça.

Além da indenização de R$ 60 mil, a decisão determina o pagamento de atualização monetária e juros.

Open Questions

  • Quais foram os protocolos exatos que deveriam ter sido seguidos no atendimento da gestante?
  • Houve outros casos semelhantes na Maternidade Divino Amor?
  • Qual a política do Município de Parnamirim para gestações de alto risco?
  • A médica plantonista que atendeu a paciente foi identificada e quais as consequências para ela?

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This article was originally published by G1.

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