Médica de 27 anos relata dificuldades após agressão no rosto pelo ex-namorado
Quick Look
- Samira Khouri, 27, enfrenta sequelas físicas e psicológicas após ser agredida pelo ex-namorado em São Paulo.
- Ela relata dificuldades com a autoestima e a aparência, enquanto o agressor aguarda julgamento preso por tentativa de feminicídio.
AI-generated summary
Why It Matters
A médica Samira Khouri, de 27 anos, foi agredida fisicamente pelo ex-namorado, Pedro Camilo Garcia Castro, em São Paulo. Ela sofreu fraturas no rosto e no globo ocular e relata dificuldades com a autoestima.
A médica Samira Khouri, de 27 anos, vive as consequências de uma agressão sofrida no rosto. Ela foi atacada pelo então namorado, Pedro Camilo Garcia Castro, durante uma viagem a São Paulo. Samira relata que ainda enfrenta dificuldades ao se olhar no espelho.
"Todo dia eu olho no espelho, eu sorrio e falo assim: essa não sou eu. Está torto, não está normal. Eu me sinto perdida. Eu demorei muito tempo para ter autoestima. E, para mim, ter ela roubada é um absurdo", diz.
Samira Khouri, de 27 anos, foi agredida pelo então namorado, que aguarda julgamento preso. — Foto: Fantástico
Samira tinha ido viajar com Pedro Camilo Garcia Castro para comemorar o aniversário. Na boate, eles brigaram, e a médica retornou para o apartamento que haviam alugado. Meia hora depois, o fisiculturista voltou ao local e as agressões começaram.
"O Pedro quebrou todas as estruturas que seguram o meu globo ocular, além de vários ossos da minha face, principalmente do lado esquerdo", relata.
Pedro Garcia aguarda julgamento na prisão. “A única coisa que eu quero muito é que o caso seja julgado como realmente foi, que foi uma tentativa de feminicídio, e não seja desqualificado para lesão corporal grave, porque isso seria, assim, um absurdo”, afirma Samira.
Subnotificação e marcas perpétuas
Segundo a promotora de Justiça Fabíola Sucasas, estudos da área da odontologia e da medicina, com base em laudos de exames de corpo de delito, apontam que cerca de 70% a 90% dos casos de agressão física a mulheres se dirigem ao rosto.
Casos de violência de gênero enfrentam um histórico de subnotificação que dificulta o mapeamento pelos órgãos de segurança. Um estudo realizado com 3.193 usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) na Grande São Paulo revelou que 76% delas relataram ter sofrido violência psicológica, física ou sexual.
No entanto, apenas 3,8% dessas mulheres tinham o registro da agressão formalizado em seus prontuários médicos, evidenciando que a maior parte dos episódios que chegam ao sistema de saúde não alcança o sistema de Justiça.
Ouça os podcasts do Fantástico
Confira também:
Open Questions
- Qual será o desfecho do julgamento do agressor?
- Como a subnotificação de violência de gênero afeta as estatísticas oficiais?
- Quais medidas podem ser tomadas para encorajar a formalização de registros de agressão?






