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Médica de 35 anos rebate cyberbullying após ter aparência alterada em vídeos
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G12d agoWorld3 min readBrazil

Médica de 35 anos rebate cyberbullying após ter aparência alterada em vídeos

Quick Look

  • Monique Guilarducci Laureano, médica de 35 anos, foi vítima de cyberbullying com vídeos editados.
  • Ela rebateu os ataques, destacando a pressão estética e a importância da saúde emocional e profissional.

AI-generated summary

Why It Matters

A médica Monique Guilarducci Laureano, de 35 anos, foi vítima de cyberbullying após ter sua aparência física alterada em vídeos editados, recebendo críticas maldosas e comentários de pessoas de outros países.

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Monique Guilarducci Laureano, médica em Goiânia, foi vítima de cyberbullying — Foto: Arquivo Pessoal/Monique Guilarducci Laureano

A médica Monique Guilarducci Laureano, de 35 anos, impressionou a internet ao rebater ataques sofridos por causa de sua aparência física. A especialista em dor tomou conhecimento das críticas por meio de vídeos dela que foram modificados. Em um deles, alteraram sua aparência utilizando um "filtro de barro" na testa.

Em entrevista ao g1, Monique contou que foi vítima de cyberbullying intenso e acredita que uma pessoa sem o seu preparo emocional poderia ter sofrido danos muito maiores.

"Eu vejo que a sociedade está doente. Eu sofri cyberbullying de forma muito incisiva. Eram comentários maldosos em todas as minhas postagens. Eu acredito que, se eu não tivesse o preparo emocional que eu tenho hoje, o dano teria sido muito maior. No começo, eu até senti um certo medo de abrir a rede social, mas hoje eu entendo como esse ambiente funciona e tento focar só no que é positivo”, destacou.

A médica disse que decidiu expor publicamente a situação ao perceber que amigos e familiares estavam recebendo esses conteúdos e ficando constrangidos em contar a ela. Segundo Monique, entre os comentários nas publicações havia até pessoas de outros países fazendo críticas à sua aparência.

"Eu tomei conhecimento desses vídeos em meados de maio. Algumas pessoas, amigos próximos e familiares começaram a me enviar vídeos que estavam sendo compartilhados por influenciadores e pessoas famosas, com edições do meu vídeo original”, disse.

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Emocionalmente, Monique admite que sentiu o impacto no momento inicial e ficou triste com a natureza destrutiva dos comentários. No entanto, ressaltou que sua segurança profissional não foi abalada.

"No começo, foi um susto. Eu fiquei triste, claro, pela forma como as pessoas se comportam na internet. Mas a minha segurança profissional, o meu trabalho, isso nunca foi abalado. Eu nunca busquei ser famosa ou ter popularidade nas redes sociais; meu foco sempre foi a visibilidade profissional. O que mais me ajudou foi o suporte que eu tive das pessoas pessoalmente. Juridicamente, a minha assessoria já está ciente e tomando todas as medidas contra essa deturpação da minha imagem”, disse.

Pressão estética e redes sociais

De acordo com a especialista, a sociedade atual está focada em relações superficiais, valorizando a imagem em detrimento do conteúdo. Ela observa que a pressão estética é significativamente maior para as mulheres, que precisam lidar com uma preparação muito mais complexa do que os homens para manter uma postura social.

"Existe uma valorização excessiva do 'parecer ser' em vez do 'ser'. E, para a mulher, isso é muito mais pesado. Para a mulher se apresentar socialmente, ela tem que estar com o cabelo feito, maquiada, com acessórios... o homem não tem essa cobrança", comentou.

Experiência reforçou a empatia com pacientes

Atuando há 11 anos como médica, a especialista em dor crônica afirma que sempre foi empática e acostumada a lidar com o sofrimento e o julgamento que seus pacientes enfrentam. Embora a experiência de sofrer um ataque pessoal dessa proporção tenha sido inédita, ela diz que isso não mudou sua prática clínica, que já era humanizada e integrada.

“Eu sempre fui muito empática. Essa experiência pessoal de ser atacada dessa forma não mudou minha prática, que sempre foi humanizada, mas me sensibilizou ainda mais para a dor de quem sofre bullying e ataques virtuais", disse.

O conselho da médica é focar na própria essência e no propósito. Ela reforça que profissionais competentes e qualificados são escassos e devem ser valorizados pelo trabalho. Monique orienta que as pessoas cuidem primeiro da saúde emocional, mantenham a capacitação profissional e não deem importância às críticas, que, segundo ela, sempre existirão.

“Sempre vai ter alguém te julgando, seja por aparência, seja por comportamento, por atitude, por qualquer coisa. As pessoas gostam de criticar umas às outras. E o que importa não é a opinião alheia, é a sua própria opinião, você estar feliz consigo mesmo, estar bem com as suas realizações. Então, cuide de você primeiro, do seu bem-estar, da sua alma, e depois pare para olhar os vizinhos e as outras coisas”, finalizou a médica.

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  • Quem foram os influenciadores que compartilharam os vídeos editados?
  • Quais medidas jurídicas estão sendo tomadas?
  • Qual o impacto a longo prazo do cyberbullying na saúde mental da vítima?

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This article was originally published by G1.

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