Menino de 11 anos morre após ingerir veneno; pais e padrastos têm celulares apreendidos
Quick Look
- Menino de 11 anos morre após ingerir chumbinho.
- Laudo toxicológico confirmou a substância.
- Celulares de pais e padrastos foram apreendidos e a polícia investiga envenenamento.
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Why It Matters
Um menino de 11 anos morreu após ingerir uma substância tóxica, possivelmente chumbinho. A polícia investiga o caso como envenenamento e apreendeu celulares de familiares.
Foram apreendidos os celulares do pai, Ademir; da mãe, Lidiane, além dos aparelhos do padrasto e da madrasta da criança.
Além disso, os agentes também fizeram uma perícia de local na casa onde a criança estava, fizeram uso de um scanner e realizaram uma reprodução simulada. Os policiais também recolheram material genético de todos os que tiveram contato com a criança.
O corpo do menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos,foi sepultado no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti, na tarde do último sábado (13).
O resultado do laudo do exame toxicológico do menino confirmou que ele ingeriu terbufós-sulfóxido, popularmente conhecido como chumbinho. Ele morreu na noite de quinta-feira depois de mais de uma semana internado.
Com isso, a principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) é que a criança possa ter sido envenenada. A substância foi detectada no lavado gástrico analisado no Instituto Médico Legal (IML).
Além do chumbinho, os peritos também encontraram vestígios de lidocaína e midazolam no material coletado da criança, mas a detecção das substâncias pode ter relação com o atendimento médico no hospital. De acordo com parentes, em 31 de maio, numa festa da avó materna, ele comeu um pedaço de um bolo e passou mal.
A ocorrência tinha sido registrada no dia 2 na 64ª DP (São João de Meriti) pelo pai do menino, Ademir de Mello, que já suspeitava que o filho tenha ingerido chumbinho, substância frequentemente comercializada de forma ilegal como raticida.
Nos últimos dias, a família relatou que o estado de saúde da criança era delicado. Segundo o pai, Arthur apresentava um grande inchaço cerebral e respondia às medicações de forma limitada.
A mãe do menino, Lindiane da Silva, pediu que o caso seja esclarecido. “A cura do meu filho é a Justiça”, disse.
Com o resultado do laudo toxicológico, a contaminação proposital passa a ser a grande suspeita da DHBF, que assumiu o caso após a morte de Arthur. Testemunhas deverão ser ouvidas e outras diligências estão em andamento para identificar o que provocou o quadro clínico da criança. O pai de Arthur já prestou depoimento.
Open Questions
- Quem administrou a substância tóxica?
- Qual a motivação por trás do envenenamento?
- As outras substâncias encontradas têm relação com o caso?





