Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 para ser adotada tem prisão domiciliar autorizada
Quick Look
- Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada por estelionato e falsa identidade após fingir ser uma adolescente de 12 anos para ser adotada por uma família em Joinville, SC.
- A Justiça autorizou sua progressão para prisão domiciliar devido à falta de vagas no regime semiaberto em presídios femininos de Santa Catarina.
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Why It Matters
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi presa em junho de 2024 após ser descoberta que fingia ter 12 anos para ser adotada por uma família em Joinville, SC. Ela usou o nome de Gabriele e alegava ter autismo para explicar traços adultos, afirmando que eram resultado de uso forçado de hormônios devido a abusos na infância.
Amanda Maria Souza de Oliveira foi condenada dois meses após ser presa por fingir ter 12 anos e enganar uma família em Santa Catarina.
Tia da família descobriu na internet que ela aplicava golpes em outros estados.
Falsa adolescente alegava ter autismo e dizia que os traços adultos vinham de hormônios.
Ela confessou ter aplicado o golpe em outros 5 estados.
A mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família por mais de um ano em Joinville, no Norte de Santa Catarina, teve a prisão domiciliar autorizada pela Justiça, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira (10).
A progressão do regime semiaberto para o aberto foi deferida, com efeitos a partir de 20 de setembro.
Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde 2 de junho, quando foi detida na casa da família que a acolheu, acreditando que ela era vítima de maus-tratos. A progressão de regime ocorreu menos de um mês após ter sido condenada por estelionato e falsa identidade.
A defesa da acusada informou que não vai se manifestar.
Falta de vagas em presídio
A principal razão para a autorização da prisão domiciliar de Amanda foi o fato de que o Presídio Feminino Regional de Joinville não possui pavilhão destinado às detentas do regime semiaberto e que também não há vaga disponível em outra unidade feminina de Santa Catarina.
Após a farsa ser descoberta por uma familiar que desconfiou do caso, a história ganhou repercussão nacional e levou à identificação de golpes semelhantes em outros estados.
Em depoimento, confessou que também aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará.
⚖️ Amanda foi condenada a 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão e a 4 meses e 18 dias de detenção.
Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos. — Foto: Arquivo Pessoal
Mulher viveu como Filha adotiva em Joinville
A polícia descobriu que, para sustentar o disfarce de criança, Amanda alegava ter autismo e argumentava que os traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios na infância, quando teria sido abusada.
Amanda viveu como uma espécie de filha adotiva em Joinville, usando o nome de Gabriele, e chegou a ganhar remédio para emagrecer, festa de aniversário, quarto com decoração e brinquedos infantis.
Ela também dissimulava comportamentos infantilizados, usando mamadeiras, chupetas e "cheirinho" para dormir. A investigação apurou que ela também forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência.
Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em Santa Catarina se passando por criança de 12 anos — Foto: Reprodução
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira não recorrerá da decisão de progressão para prisão domiciliar.
Likely · Within weeks
Novas investigações serão abertas nos estados onde Amanda aplicou golpes semelhantes.
Possible · Within months
Open Questions
- Qual foi o motivo psicológico por trás da fraude prolongada por mais de um ano?
- A família adotiva receberá algum tipo de indenização ou apoio psicológico?
- Há outras vítimas identificadas dos golpes aplicados nos outros estados mencionados?







