Namorada e mãe de ex-piloto são denunciadas por coação no curso do processo
Quick Look
- Ministério Público do DF denunciou a namorada e a mãe do ex-piloto Pedro Turra, réu por homicídio, por coação no curso do processo.
- Elas teriam ameaçado divulgar vídeos íntimos de uma denunciante e publicado conteúdo para descredibilizá-la.
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Why It Matters
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou a namorada do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso e a mãe dela pelo crime de coação no curso do processo. Turra está preso preventivamente e é réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos.
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou a namorada do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso e a mãe dela pelo crime de coação no curso do processo.
➡️️Turra está preso preventivamente e é réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Ele aguarda decisão sobre um eventual júri popular, após o andamento da audiência de instrução ser adiada.
Após a repercussão do caso, uma ex-amiga de Turra — a mesma que diz ter sido obrigada a ingerir bebida alcoólica (veja o vídeo acima) — procurou a polícia e disse ter sido torturada pelo ex-piloto.
Segundo a investigação do MP, Lauanny Faria Braier Borges (namorada de Turra) e a mãe, Moara Guimarães Faria, ameaçaram divulgar vídeos íntimos da jovem caso ela não retirasse a denúncia.
O caso foi mostrado pelo g1 em março. Segundo o processo, Lauanny e Moara enviaram parte desses vídeos íntimos à mãe da vítima (veja print abaixo).
Lauanny Faria Braier Borges teria enviado vídeos íntimos e ameaçado expor vítima após denúncia contra Turra. — Foto: Reprodução
A acusação afirma ainda que, após o envio das mensagens, elas utilizaram a função "apagar para todos" do WhatsApp na tentativa de eliminar provas.
Ainda de acordo com a denúncia, meses depois, mãe e filha passaram a publicar conteúdos nas redes sociais para descredibilizar a vítima.
Dessa vez, o material incluía ofensas e até uma imagem manipulada que sugeria uma "proximidade" entre a denunciante e Pedro Turra.
O Ministério Público entendeu que há provas suficientes para o início da ação penal e pediu o recebimento da denúncia pela Justiça.
O órgão também pediu que, em caso de condenação, Lauanny e Moara tenham de pagar uma indenização mínima de R$ 5 mil à vítima.
O g1 tenta contato com as defesas de Lauanny Faria Braier Borges e Moara Guimarães Faria.
Relembre o caso
Pedro Turra virou réu por homicídio após agredir Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em 23 de janeiro, em Vicente Pires.
O adolescente morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo.
Com a repercussão da briga, outras supostas vítimas de Turra em agressões anteriores também procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrência.
Entre esses denunciantes, está a jovem que diz ter sido torturada por Pedro Turra e forçada a ingerir bebida alcoólica. A adolescente disse à polícia que é "ex-amiga" de Turra e Lauanny.
Em um dos episódios, a jovem diz ter sido agredida com um taser — arma de choque elétrico — dentro de um carro. Em outro, afirma que foi empurrada de uma lancha no Lago Paranoá pelo ex-piloto.
Empurrão em passeio de lancha
Um dos boletins de ocorrência foi registrado como perigo para a vida e omissão de socorro. O caso aconteceu em setembro de 2025, durante um passeio de lancha no Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul.
Em depoimento, a jovem contou que estava com Pedro Turra e outro amigo quando foi empurrada por ele e caiu na água.
Segundo o registro policial, a lancha não tinha escada para facilitar a volta à embarcação — ela diz que pediu ajuda para subir, mas Turra e o amigo apenas riram da situação.
Ainda de acordo com o boletim, a jovem precisou nadar até um deck para conseguir sair da água e sofreu arranhões nas pernas.
Choques com taser
Pedro Turra, em vídeo divulgado pela defesa — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
A outra ocorrência foi registrada como crime de tortura. Segundo o depoimento, o episódio ocorreu no Park Way.
À polícia, a jovem relatou que estava no banco traseiro de um carro, acompanhada por Pedro Turra, a namorada dele e outros amigos, quando um deles teria trancado as portas do veículo. Ao tentar sair, afirmou que foi impedida pela namorada de Pedro.
“Pedro Turra pegou a arma de choque e pediu para desferir alguns choques na declarante, mas esta começou a chorar e disse que não queria receber as descargas elétricas. Mesmo contra sua vontade, Pedro Turra começou a lhe dar choques nos seios, na barriga e nas pernas”, diz o boletim de ocorrência.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Open Questions
- Qual será a decisão da Justiça sobre o recebimento da denúncia?
- As rés serão condenadas?
- Haverá pagamento de indenização à vítima?






