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Operação policial em ilha do Recife prende 17 e apreende fuzis e drogas
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G16/19/2026Crime3 min readBrazil

Operação policial em ilha do Recife prende 17 e apreende fuzis e drogas

Quick Look

  • Operação policial na Ilha do Bananal, Recife, prendeu 17 pessoas em 28 dias.
  • Foram apreendidos fuzis, submetralhadoras, granadas, drogas e coletes à prova de balas.
  • A ilha era usada como centro logístico do crime organizado.

AI-generated summary

Why It Matters

Uma operação policial na Ilha do Bananal, Recife, prendeu 17 pessoas e apreendeu grande quantidade de drogas e armas. A ilha era usada como centro logístico do crime organizado.

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Uma operação policial numa ilha do Recife usada como "centro logístico" do crime organizado há cerca de um ano prendeu 17 pessoas em 28 dias, de acordo com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS). Nesse período, a Operação Iara também apreendeu oito granadas artesanais, cinco veículos e 17 armas de fogo, incluindo fuzis e submetralhadoras (veja vídeo acima).

Deflagrada no dia 22 de maio na Ilha do Bananal, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife, essa operação continua em andamento e não tem previsão para ser finalizada. Ela também resultou na apreensão de 3.770 munições até esta sexta-feira (19), quando detalhes da investigação foram divulgados numa coletiva de imprensa na capital pernambucana.

Ainda segundo a SDS, as prisões e as apreensões aconteceram sem disparos de arma de fogo, e, durante a operação, nenhum homicídio foi registrado na localidade, que é de difícil acesso, apenas por embarcações, e com vegetação densa, de Mata Atlântica. Com uma área de 32 hectares, o equivalente a 44 campos de futebol, a ilha era usada por criminosos como um ponto estratégico para o tráfico.

Por isso, no local, também foram apreendidos vários tipos de droga, incluindo 4.627 quilos e 1.758 pedras de crack, 1.617 quilos de cocaína; e 16.440 quilos de cocaína. Os policiais também encontraram sete balaclavas e dois celulares na ilha, além de balanças de precisão para pesar os entorpecentes e de Trajes Ghillie, que são roupas de camuflagem 3D para se esconder na vegetação.

"A gente já viu, em outros estados da federação, algumas organizações criminosas utilizando esse tipo de traje, mas não tinha sido apreendido ainda em Pernambuco, inclusive eles estavam enterrados e embalados, não estavam sendo usados, significa que fazia pouco tempo que tinham chegado. Inclusive coletes à prova de balas também foram encontrados. [...] Não era uma coisa simples do crime, do dia a dia ali que a gente encontra normalmente, era algo muito superior", disse o tenente-coronel José Tomaz, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

O local funcionava como um "quartel-general" dos criminosos, que utilizavam a ilha como um depósito de armas de fogo, drogas e munições para serem posteriormente distribuídas para várias áreas do Grande Recife, de acordo com a SDS (veja vídeo abaixo).

Os nomes dos detidos na operação não foram divulgados pelo governo de Pernambuco. Entre eles, estão:

um dos chefes da quadrilha, que tem 42 anos, já cumpriu pena pelos crimes de tráfico e de corrupção de menores e foi preso na quarta-feira (17) no interior da Paraíba;

três criminosos que atuavam na ilha embalando drogas e foram capturados no dia 22 de maio;

um adolescente que participou do incêndio criminoso a um ônibus na Iputinga em 28 de maio, numa reação da quadrilha investigada à operação policial na ilha.

Segundo o delegado Vitor Freitas, titular do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), tudo o que foi apreendido vai ser periciado.

"Serão objeto de perícia para que a gente possa identificar lideranças e, especialmente, passar a uma fase da investigação de asfixia financeira desse grupo criminoso, para que a gente possa descapitalizar, para que a gente possa sequestrar bens patrimoniais obtidos com o lucro do crime organizado", afirmou o delegado.

Policiais militares fazem operação em ilha usada como centro logístico do tráfico no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife — Foto: Polícia Militar/Divulgação

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Open Questions

  • Quais são os nomes dos detidos?
  • Qual a extensão da rede criminosa?
  • Quais as próximas fases da investigação?

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This article was originally published by G1.

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