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Operação Policial Resgata 22 Mulheres de Exploração Sexual e Trabalho Análogo à Escravidão
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G16/16/2026Crime3 min readBrazil

Operação Policial Resgata 22 Mulheres de Exploração Sexual e Trabalho Análogo à Escravidão

Quick Look

  • Polícia Federal resgatou 22 mulheres em situação análoga à escravidão e exploração sexual em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
  • Vítimas eram controladas por dívidas, metas de consumo e sexo, e submetidas a jornadas exaustivas.

AI-generated summary

Why It Matters

A Polícia Federal deflagrou a Operação Donos da Noite para investigar um grupo que explorava mulheres em atividades sexuais e trabalho análogo à escravidão em estabelecimentos no Nordeste.

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Quatro vítimas foram encontradas em Goiana, em Pernambuco, e as outras 18 em municípios paraibanos, onde se concentrava a maior parte das atividades do grupo investigado.

A ação é resultado da Operação Donos da Noite, deflagrada na última quarta pela Polícia Federal, e envolve a atuação do órgão, responsável pela caracterização do trabalho análogo à escravidão e pelo resgate das trabalhadoras.

As investigações ocorreram em seis estabelecimentos nos municípios de Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande, na Paraíba, além de Goiana, em Pernambuco, e Nova Cruz, no Rio Grande do Norte. Neste último, o estabelecimento estava fechado no momento da fiscalização, mas foram encontrados cadernos de controle de dívidas, malas e outros indícios da exploração das trabalhadoras.

Durante as fiscalizações, os auditores fiscais identificaram que os estabelecimentos eram administrados por uma mesma empregadora e membros da família dela.

A empregadora apontada como líder da organização foi formalmente notificada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho pela caracterização do trabalho em condições análogas à escravidão. A fiscalização determinou a interrupção das atividades, o pagamento dos direitos trabalhistas, o custeio do retorno das vítimas às suas cidades de origem e a cessação de todas as práticas identificadas.

O controle sobre as mulheres era mantido por meio de um sistema de dívidas: as trabalhadoras acumulavam cobranças por alimentação, produtos de higiene, roupas, perfumes, procedimentos estéticos e lavagem de roupas.

Segundo relatos colhidos pela auditoria, os valores eram definidos unilateralmente pelos responsáveis pelos estabelecimentos, sem transparência sobre os débitos lançados ou os valores efetivamente recebidos pelas mulheres. Em alguns casos, as vítimas encerravam as semanas sem receber nenhum pagamento.

A Polícia Federal informou que os responsáveis pelo esquema também estabeleciam metas para as mulheres: o consumo de 40 doses de bebidas alcoólicas por semana e 20 programas sexuais diários. O descumprimento das metas resultava em multas financeiras, que eram incorporadas ao sistema de dívidas.

Câmeras de vigilância e pressão psicológica eram usadas para controlar a circulação das trabalhadoras. Segundo os relatos, algumas mulheres eram impedidas de sair dos estabelecimentos por causa das dívidas acumuladas.

Os auditores constataram ainda jornadas que chegavam das 14h às 4h da manhã nos dias úteis. Nos fins de semana, as mulheres iniciavam as atividades ao meio-dia e permaneciam até a saída do último cliente, sem autonomia para definir horários ou períodos de descanso.

Durante a fiscalização, foram colhidos relatos de estupros, abusos sexuais e consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras substâncias associados ao cumprimento das metas impostas.

Nos locais fiscalizados, as mulheres viviam e trabalhavam em quartos coletivos, com instalações sanitárias precárias. Em alguns casos, o mesmo espaço era usado como alojamento e local de exploração sexual.

Open Questions

  • Quantas pessoas foram presas?
  • Qual o número exato de vítimas resgatadas em cada estado?
  • Quais as penas previstas para os responsáveis?

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This article was originally published by G1.

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