Pedidos de autoexclusão em plataformas de apostas crescem no Brasil durante a Copa do Mundo
Quick Look
- Durante a Copa do Mundo, o Brasil registrou um aumento de quase sete vezes nos pedidos diários de autoexclusão em plataformas de apostas online.
- Lançada em dezembro, a ferramenta federal permite bloquear o CPF em sites legalizados, com mais de 1 milhão de inscritos.
- A prevenção do uso de dados superou a perda de controle como principal motivo.
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Why It Matters
O governo federal lançou em dezembro do ano passado uma ferramenta de autoexclusão que permite aos cidadãos bloquear o uso de seus CPFs em sites legalizados de apostas online.
Apesar da presença massiva de publicidade das casas de apostas online durante as transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um crescimento do número de pessoas que pediram a autoexclusão de plataformas de bets.
A ferramenta de autoexclusão foi lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado e permite ao cidadão cadastrar seu CPF para que o uso seja bloqueado simultaneamente em todos os sites legalizados de apostas.
De acordo com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários para ter o CPF bloqueado para apostar em bet aumentou quase sete vezes.
A Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou, entre 15 e 28 de junho, 17.866 pedidos por dia, contra 2.594 solicitações médias diárias registradas na primeira quinzena de maio.
Depois de processados, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar nas bets legalmente autorizadas a funcionar no país. Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço.
O levantamento também mostrou que os motivos alegados por quem fez essas solicitações mudaram. Em maio, a maior parte dos pedidos (43%) era por perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo para o cadastro, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.
Ao escolher a autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses.
Além da plataforma, outra iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por aposta é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde.
Open Questions
- Qual o perfil demográfico dos solicitantes?
- Qual a eficácia a longo prazo da autoexclusão?
- Há planos para expandir o teleatendimento do SUS?




