PF aponta maranhense como principal fornecedor de armas do Comando Vermelho
Quick Look
- Arnaldo Ribeiro, 40 anos, maranhense, é apontado pela PF como principal fornecedor de armas do Comando Vermelho.
- Baseado no Suriname, ele movimentou R$ 153 milhões e foi preso em Paramaribo.
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Why It Matters
Arnaldo Ribeiro, 40 anos, é apontado pela Polícia Federal como o principal fornecedor de armas do Comando Vermelho, utilizando a fronteira norte do Brasil. Ele foi preso no Suriname.
Foi ao negociar um lote de 10 fuzis AK-47 com o traficante Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho, que o nome de Arnaldo Ribeiro entrou no radar da Polícia Federal.
Esse maranhanse, de 40 anos, é apontado pela PF como o principal fornecedor de armas da facção carioca que se utiliza da fronteira norte.
Baseado no Suriname, morando em uma mansão na capital, Paramaribo, Arnaldo é suspeito de controlar a rota que deu origem à operação Red Fox, deflagrada pela Polícia Federal durante o fim de semana.
Em suas contas bancárias, chamou a atenção dos investigadores uma movimentação considerada "atípica" da ordem de R$ 153 milhões.
A Operação Red Fox foi deflagrada para cumprir 13 mandados de prisão, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Justiça determinou o bloqueio de meio bilhão de reais em bens, além da suspensão das atividades econômicas da empresa de fachada.
De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), Arnaldo Ribeiro ainda é suspeito de receber R$ 150 mil, em valores fracionados em contas bancárias de sua propriedade.
Para os investigadores, Arnaldo Ribeiro era o "recebedor direto" do dinheiro obtido com a venda de armas. Com o dinheiro em conta, Arnaldo, segundo a investigação, repassou os valores para outros operadores.
Arnaldo e a mulher, Denise Mendonça, foram detidos pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo e extraditados. O casal recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).
O g1 apurou que Arnaldo tratava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi um dos alvos de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado.
As vindas ao Complexo da Penha eram constantes, mas desde a Operação Contenção, em outubro de 2025, Arnaldo não veio mais ao Rio se fixando numa mansão luxuosa no Suriname.
Open Questions
- Qual a extensão total da rede de fornecimento de armas?
- Como os valores movimentados foram repassados para outros operadores?
- Qual o envolvimento de outros países na rota de armas?






