Polícia Civil apreende medicamentos ilegais e cigarros eletrônicos em Castro (PR)
Quick Look
- Polícia Civil do Paraná desarticulou esquema que vendia emagrecedores ilegais e cigarros eletrônicos em Castro.
- Quatro suspeitos foram alvo da operação, que apreendeu cerca de 200 frascos de medicamentos e mais de 1.400 cigarros eletrônicos.
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Why It Matters
A Polícia Civil do Paraná realizou uma operação em Castro para desarticular um esquema de venda de emagrecedores ilegais e cigarros eletrônicos. O grupo utilizava um salão de beleza, um brechó e redes sociais para a comercialização dos produtos, que representam um risco à saúde pública.
Quatro suspeitos de integrarem um grupo que usava um salão de beleza, um brechó e as redes sociais para a venda de emagrecedores ilegais foram alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (2) em Castro, nos Campos Gerais do Paraná.
Segundo o delegado Marcondes Alves Ribeiro, o esquema ocorria de maneira estruturada, com divisão de tarefas - incluindo importação, transporte, armazenamento e venda direta aos consumidores através de redes sociais e grupos de mensagens, além dos estabelecimentos comerciais que eram utilizados como base para a logística ilícita.
"A ação ocorreu após o setor de investigações da delegacia de Castro identificar um esquema de comercialização de diversos tipos de medicamentos para emagrecimento, o que representa um risco concreto à saúde pública devido à ausência de garantias sobre a procedência e armazenamento dos produtos", aponta.
Os nomes dos alvos não foram divulgados. Dois deles foram presos em flagrante pelo crime de armazenamento de produtos medicinais para comercialização, de procedência ignorada.
Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 200 frascos de medicamentos, além de mais de 1,4 mil cigarros eletrônicos, dinheiro, registros financeiros e máquinas de cartão utilizados na atividade criminosa.
"Os elementos colhidos demonstram uma atividade estruturada, com o uso de unidades móveis para entregas e grupos de aplicativos para captar clientes, inclusive oferecendo descontos por indicações", complementa Ribeiro.
Ainda de acordo com o delegado, os materiais apreendidos serão submetidos à perícia e destruídos em seguida.
O que diz a lei
O artigo 273 do Código Penal define pena de 10 a 15 anos de prisão a quem "falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais".
A lei também diz que incorre na mesma pena quem "importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado".
O texto ainda define que está sujeito às penas quem pratica as ações em relação a produtos em qualquer das seguintes condições:
sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente; em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior; sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização; com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade; de procedência ignorada; adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.
Denúncias
Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.
Open Questions
- Quais são os nomes dos quatro suspeitos?
- Qual a origem dos medicamentos e cigarros eletrônicos apreendidos?
- Qual o valor total apreendido em dinheiro?
- Houve outros envolvidos no esquema?






