Newsgather
BackPolícia desarticula esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de armas comandado de dentro da prisão
Polícia desarticula esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de armas comandado de dentro da prisão
Urgent
G16/2/2026Crime2 min readBrazil

Polícia desarticula esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de armas comandado de dentro da prisão

Quick Look

  • Polícia desarticula esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de armas comandado de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) por Juliano Biron.
  • Ação resultou na apreensão de R$ 13 milhões em patrimônio e 92 medidas cautelares contra a quadrilha.

AI-generated summary

Why It Matters

Juliano Biron comandava um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de armas de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Ele era foragido após ser condenado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni em 2015.

Font size

Segundo a polícia, Biron comandava o esquema de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Ele esteve foragido após ter sido condenado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em julho de 2015, mas foi capturado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em setembro do ano passado.

A ofensiva desta terça aconteceu em Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Canoas e Cidreira, no Litoral Norte. Uma ex-servidora da Câmara de Vereadores Cachoeirinha também foi presa. O g1 entrou em contato com o legislativo municipal, que confirmou a saída da investigada do cargo público em 2024.

Na ação, foram apreendidos R$ 13 milhões em patrimônio, incluindo casas de alto padrão, oito carros e uma moto aquática. A Justiça deferiu 92 medidas cautelares contra a quadrilha.

Segundo o diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), delegado Carlos Wendt, o grupo utilizava revendas de veículos para lavar o dinheiro do tráfico. A organização criminosa também registrava falsos furtos de armas legalizadas para vendê-las no mercado clandestino.

A investigação, que durou um ano e meio, também apurou que a quadrilha emprestava dinheiro a juros abusivos e fazia ameaças para cobrar as dívidas.

Juliano Biron era considerado foragido e tinha quatro mandados de prisão em aberto no Brasil. Ele foi localizado por agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia, em 2025, após um alerta vermelho da Interpol.

Segundo a Polícia Civil do RS, Juliano usava documentos falsos para viver num condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra. Biron se apresentava como João Paulo Zucco, natural de Santa Catarina, e tentava renovar a identidade de estrangeiro.

Biron foi condenado em 2020 pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. O crime aconteceu em julho de 2015, em Canoas. A vítima foi torturada e morta com 19 tiros na Praia do Paquetá, após entrar em luta corporal com Biron e uma mulher.

Conforme a polícia, o fotógrafo manteve um relacionamento com a namorada de Biron na época. A investigação apontou que José desconhecia a relação. Ele foi vítima de uma armadilha, arquitetada pela suspeita. Na ocasião, a mulher atraiu o fotógrafo para dentro de um carro onde o criminoso estava escondido.

Open Questions

  • Qual a extensão total do patrimônio lavado e das armas traficadas?
  • Quantos membros da quadrilha foram presos além de Biron e da ex-servidora?
  • Quais as conexões do esquema com outras organizações criminosas?
  • Como Biron mantinha o controle do esquema de dentro da prisão?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

More on this topiclavagem de dinheiro