Policial é investigado após ameaçar alunos em campus universitário
Quick Look
- Um policial federal é investigado pela Corregedoria após alegar ameaças ao filho e ir ao campus da UFMT.
- O caso envolve uma lista de alunas e mensagens sobre abuso sexual, gerando protestos e preocupação com a segurança.
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Why It Matters
Um policial federal alegou que seu filho estava sendo ameaçado por outros estudantes, o que o motivou a ir ao campus da UFMT. Paralelamente, uma lista de alunas e mensagens sobre abuso sexual circularam, gerando protestos e investigações.
De acordo com a universidade, o policial registrou um boletim de ocorrência alegando que o filho estaria sendo ameaçado por outros estudantes. Conforme o relato, essa teria sido a motivação para a ida ao campus. Imagens das câmeras de segurança da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores com uma mochila, um boné preto e um objeto na cintura semelhante a uma pasta (veja vídeo abaixo).
Segundo a Policia Federal, durante as investigações, a arma do servidor também foi recolhida. O depoimento à Corregedoria deverá ocorrer após o fim do afastamento médico, que ainda não tem data prevista.
Em nota, a Polícia Federal informou que o caso é investigado pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da instituição em Mato Grosso. A corporação afirmou ainda que adotou as medidas administrativas cabíveis e reforçou o compromisso com a legalidade, a ética e a conduta funcional de seus servidores.
A UFMT também informou que realizou, em 22 de maio, uma reunião com o corregedor da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Cláudio Trapp, para discutir as medidas de segurança adotadas após a circulação da lista.
No inicio de maio, um aluno do curso de Direito da universidade foi afastado das aulas após ser apontado como envolvido na criação da lista. Em mensagens divulgadas nas redes sociais, estudantes comentavam sobre um “ranking de alunas mais estupráveis” dos cursos da universidade.
O caso provocou protestos de estudantes e gerou repercussão dentro da universidade. Áudios que circulam em grupos de mensagens também reforçariam a conduta investigada. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu um prazo de cinco dias para a UFMT informar quais medidas internas estão sendo adotadas em relação ao caso.
A medida foi adotada após o MPMT instaurar um procedimento administrativo para apurar possíveis crimes após o vazamento de uma troca de mensagem entre os alunos citando, de forma clara, a intenção de abusar sexualmente de colegas da turma.
Segundo a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou os estudantes até a delegacia após as ameaças. A situação deixou estudantes e familiares preocupados com a segurança dentro do campus. O suspeito já foi identificado pela Polícia Civil e deverá prestar depoimento.
O Ministério Público determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT para que a instituição informe quais providências internas estão sendo adotadas em relação à denúncia. Além disso, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) deverão encaminhar ao MP, no mesmo prazo, todas as provas e documentos que possuam sobre o caso.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O policial investigado prestará depoimento à Corregedoria após o fim do afastamento médico.
Very likely · Within months
A UFMT informará ao Ministério Público as medidas internas adotadas em relação ao caso.
Very likely · Within days
O Centro Acadêmico de Direito e o Diretório Central dos Estudantes encaminharão provas e documentos ao MP.
Very likely · Within days
Open Questions
- Qual a relação entre o policial e a lista de alunas?
- Qual a motivação exata do policial para ir ao campus?
- Quais as medidas internas que a UFMT adotará?
- Qual o desfecho da investigação sobre a lista e as mensagens?






