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Policial militar é preso preventivamente por matar mulher em posto de combustível no Ceará
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G11h agoCrime4 min readBrazil

Policial militar é preso preventivamente por matar mulher em posto de combustível no Ceará

Quick Look

  • Caio Filizola de Paiva, policial militar de 36 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (8) no Ceará.
  • Ele é suspeito de matar Luena Rocha Melo, 33, durante uma discussão em um posto de combustível.
  • O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (6).

AI-generated summary

Why It Matters

O policial militar Caio Filizola de Paiva foi preso preventivamente por suspeita de matar Luena Rocha Melo, com quem tinha um histórico de desavenças e processos judiciais por agressão. A vítima deixou dois filhos.

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O policial militar Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, suspeito de matar uma mulher durante uma discussão em Cariré, no interior do Ceará, foi preso nesta quarta-feira (8), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

O crime pelo qual o agente é investigado aconteceu na madrugada da última segunda-feira (6), nas imediações de um posto de combustível e vitimou Luena Rocha Melo, de 33 anos. Os dois tinham um histórico de desavenças e a mulher havia iniciado um processo judicial após ter sido agredida pelo militar. A vítima deixou dois filhos.

"O Juízo da Vara Única da Comarca de Cariré decretou, nesta quarta-feira, a prisão preventiva de Caio Filizola de Paiva, em consonância com o Ministério Público. Na ocasião, foi expedido o mandado de prisão em desfavor do acusado. Ele está preso", disse o Tribunal de Justiça do Ceará.

Policial militar Caio Filizola de Paiva, de 36 anos, foi preso preventivamente por morte de mulher em Cariré. — Foto: Arquivo pessoal/ Ivo Aragão

A Polícia Militar disse, em nota, que a captura do soldado foi realizada pela composição do 3º Batalhão.

"O policial está na Delegacia de Polícia Civil em Sobral, onde estão sendo adotadas as medidas legais cabíveis", disse a Polícia Militar.

Caio já tinha sido preso no dia do crime. No entanto, foi solto horas depois, na Audiência de Custódia, mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica por 240 dias.

A decisão que levou a soltura do agente foi questionada até mesmo pelo secretário estadual de Segurança Pública do Ceará, Roberto Sá, que ao comentar sobre o episódio afirmou que não concordava com a liberdade do militar, embora respeitasse a Justiça.

Recurso do Ministério Público

Soldado Caio Filizola de Paiva foi afastado preventivamente das funções pela Controladoria de Disciplina após matar mulher em Cariré. — Foto: Arquivo pessoal

Inconformado com a concessão da liberdade provisória do policial, o Ministério Público do Ceará (MPCE) entrou com um recurso e solicitou a reforma da decisão.

Ao analisar o pedido, o Juiz de Direito titular da Vara Única da Comarca de Cariré , Suetônio de Souza Valgueiro de Carvalho Cantarelli, acolheu o pedido e deteminou a prisão preventiva de Caio, para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal.

De acordo com o juiz, a decisão impõe-se pela acentuada periculosidade social do agente, evidenciada pelo modus operandi do delito, que ocorreu quando o policial apresentava "nítidos sinais de embriaguez".

"O fato de o réu, sabendo que se submetia a tratamento psiquiátrico e que fazia uso de medicamentos controlados, ter ingerido voluntariamente bebida alcoólica e portado arma de fogo em ambiente público revela total desprezo pelas normas de conduta e pela segurança coletiva, elevando a reprovabilidade de seu comportamento", afirmou o juiz.

Para o magistrado, há indicativos de que o crime foi motivado por desavenças anteriores e provocações verbais relacionadas a agressões físicas que o militar cometeu contra a vítima.

"A folha de antecedentes criminais do réu revela que ele responde a múltiplos processos criminais, inclusive por crimes cometidos no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher, o que demonstra que a conduta violenta não é um fato isolado em sua vida, mas sim parte de uma escalada de violência que culminou no homicídio da ofendida", diz outro trecho do documento.

Versão confrontada pelas câmeras

Conforme o documento que o g1 teve acesso, durante a prisão Caio Filizola alegou informalmente para os agentes que o disparo ocorreu quando Luena tentou tomar a pistola que ele portava.

No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil teve a acesso as câmeras de segurança do posto, que mostraram que não houve nenhum tentativa da vítima de tomar o armamento.

A versão mostrada pelas câmeras ainda foi confirmada por uma testemunha que estava no local e detalhou no depoimento que "presenciou o momento em que o réu sacou a arma de fogo e efetuou voluntariamente o disparo contra o tórax da vítima".

A pistola usada no crime, que pertence ao acervo da Polícia Militar do Ceará, foi apreendida. Segundo o documento, a arma encontrava-se com o cano levantado, o que denota que houve manipulação do mecanismo de disparo.

Crime

Familiares da vítima relataram à TV Verdes Mares que havia uma desavença anterior entre ela e o suspeito. As causas dos conflitos entre os dois ainda não foram esclarecidas.

“Esse cara, ela não gostava porque ele já tinha batido nela, isso já foi a terceira vez. Foi na terceira vez… Mas tá aí o que foi que aconteceu. Fizemos BO, demos parte [anteriormente]… Tá aí o que foi que aconteceu, não deu em nada”, relatou a mãe da vítima, Lúcia Rocha, em entrevista.

A tia de Luena, Euceleni Maria de Oliveira, também relatou que havia um histórico de brigas entre os dois. "Ele matou uma menina que estava sob medicações, mãe de família", comentou Euceleni.

O namorado de Luena, Hilton Fernandes, afirmou que esteve no posto de combustível e pediu para que ela fosse para casa. Ele disse desconhecer a motivação dos desentendimentos entre Luena e o policial.

“Tava ele e ela sentado, eu cheguei. Aí eu só chamei, né? [...] Eu sempre tinha cuidado com ela porque ela gostava de beber. Aí eu chamei ela pra ir pra casa [...]. Quando ela virou as costas, eu só escutei o ‘papoco’...”, afirmou Hilton, em entrevista à TV Verdes Mares.

Durante a Audiência de Custódia, Caio afirmou ser viciado em álcool, sofrer de ansiedade e fazer uso contínuo de medicamentos.

Policial afastado

Policial militar Caio Filizola de Paiva foi preso por matar Luena Rocha Melo, de 33 anos, durante uma discussão em um posto de combustível em Cariré, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução

De acordo com a Polícia Militar, Caio Filizola estava de licença das atividades, para tratamento de saúde. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

"A PMCE reforça que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e repudia qualquer ação que contrarie os valores e deveres da corporação", disse a Polícia Militar.

Crime ocorreu em posto de combustível na cidade de Cariré, interior do Ceará — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Policial militar responderá por homicídio qualificado.

    Very likely · Within months

  • Revisão de medidas cautelares em casos de violência doméstica.

    Possible · Within months

Open Questions

  • Quais foram as causas exatas dos conflitos anteriores entre o policial e a vítima?
  • Qual o desfecho dos múltiplos processos criminais que o policial responde?

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This article was originally published by G1.

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