Newsgather
BackPrefeito de São Paulo nega irregularidades em contrato de Wi-Fi e desvio para filme de Bolsonaro
Prefeito de São Paulo nega irregularidades em contrato de Wi-Fi e desvio para filme de Bolsonaro
Urgent
G16/2/2026Politics2 min readBrazil

Prefeito de São Paulo nega irregularidades em contrato de Wi-Fi e desvio para filme de Bolsonaro

Quick Look

  • Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, nega irregularidades em contrato de R$ 157 milhões para Wi-Fi em periferias.
  • Polícia investiga desvio de R$ 26 milhões para filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Nunes alega prorrogação de prazos e antecipação de parcelas comum.

AI-generated summary

Why It Matters

A polícia investiga um contrato de R$ 108 milhões para 5 mil pontos de Wi-Fi que foi reduzido para 3,2 mil pontos, com alegações de que a prefeitura pagou pelo total. Uma operação policial mirou a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a ONG Instituto Conhecer Brasil.

Font size

Os R$ 108 milhões [valor total do contrato] eram para colocar os 5 mil pontos de wi-fi. A administração optou por colocar 3,2 mil porque não tinha recurso para colocar os 5 mil, e a gente pagou pelos 3,2 mil. Nunca foi pago pelos 5 mil pontos", disse Nunes a jornalistas após inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Joaniza, Zona Sul da cidade.

Nesta segunda (1º), uma operação policial teve entre os alvos a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a ONG Instituto Conhecer Brasil, investigado por suspeita de fraude no contrato para fornecimento de internet gratuita nas periferias da cidade. Segundo a polícia, o valor do contrato subiu para R$ 157,1 milhões com aditivos assinados pela gestão Nunes. O delegado também afirma que a prefeitura desembolsou R$ 26 milhões por serviços não prestados.

O inquérito apura se parte desse recurso foi desviado para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme.

Durante a coletiva, o prefeito negou irregularidades e afirmou que não houve aumento de valores, mas apenas prorrogação de prazos. Ele também rebateu suspeitas de pagamento antecipado de R$ 26 milhões, afirmando que a prática é comum em contratos com organizações da sociedade civil.

"Você faz uma antecipação de uma parcela do valor porque eles não têm capital de giro, e na prestação de contas é feito o levantamento sobre aquele valor gasto ou não", disse o prefeito.

O prefeito negou direcionamento na contratação e afirmou que o edital ficou aberto por 30 dias, prazo maior que o usual. "Durante 30 dias só apareceu essa entidade, porque a complexidade do serviço é alta, o valor era baixo e não teve nenhuma outra entidade que quis participar", afirmou Nunes.

Ele também disse que a Prodam – empresa de tecnologia da prefeitura que cobra cerca de R$ 530 para instalar e fazer manutenção de pontos de wi-fi – declarou no processo que não possui estrutura para executar o serviço, citando a necessidade de atuação em áreas de difícil acesso.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • A investigação policial sobre o contrato de Wi-Fi e o suposto desvio de verbas será aprofundada.

    Very likely · Within months

  • O prefeito Ricardo Nunes poderá enfrentar pressão política e pública para fornecer mais explicações e garantir a transparência.

    Likely · Within weeks

Open Questions

  • Houve de fato desvio de verbas para o filme?
  • Qual a extensão total das irregularidades no contrato?
  • Quais as consequências legais para os envolvidos?
  • Como a prefeitura garantirá a transparência em contratos futuros?

Related Topics

This article was originally published by G1.

Related Stories

More on this topicwi-fi