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Protestos na Índia contra governo Modi ganham força após repressão policial e apoio da oposição
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G11 hour agoPolitics4 min readBrazil

Protestos na Índia contra governo Modi ganham força após repressão policial e apoio da oposição

Quick Look

Milhares de manifestantes, liderados pelo movimento satírico CJP e apoiados pela oposição, protestam em Déli contra o governo Modi, exigindo reformas educacionais e a renúncia do ministro Dharmendra Pradhan após um exame cancelado e repressão policial.

AI-generated summary

Why It Matters

O movimento político satírico CJP foi inspirado por declarações do presidente do Supremo Tribunal da Índia e denuncia irregularidades relacionadas a um exame nacional de admissão para faculdades de medicina, cancelado devido a um vazamento de questões.

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Movimento político satírico, o CJP foi inspirado por declarações feitas no início deste ano pelo presidente do Supremo Tribunal da Índia, que usou o termo 'barata' para descrever jovens desempregados.

O movimento é liderado por jovens e busca reformas na educação e a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.

Os protestos ganharam ainda mais impulso na terça-feira (21), quando líderes do principal partido de oposição da Índia, o Congresso Nacional Indiano (INC, na sigla em inglês), se juntaram às manifestações, apesar das fortes chuvas que atingem a capital.

Um movimento político satírico, o CJP foi inspirado por declarações feitas no início deste ano pelo presidente do Supremo Tribunal da Índia, que usou o termo "barata" para descrever jovens desempregados que se dedicam ao jornalismo e ao ativismo.

Após a repercussão negativa dos comentários, o presidente da Corte disse que se referia apenas àqueles com "diplomas falsos e fraudulentos".

Além da renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, os integrantes do CJP denunciam irregularidades relacionadas a um exame nacional de admissão para faculdades de medicina, realizado em maio. O governo cancelou a prova devido a um vazamento de questões. A decisão afetou milhões de estudantes e provocou indignação em todo o país.

Mas o movimento rapidamente se expandiu e se tornou uma das expressões mais visíveis nos últimos anos de dissidência pública contra o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Os protestos da terça também foram uma reação à brutal repressão policial às manifestações organizadas pelo CJP no dia anterior, segunda-feira (20), que resultou em dezenas de manifestantes e policiais feridos.

Na segunda-feira, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas do centro de Déli depois que CJP convocou uma marcha até o Parlamento, no início da Sessão das Monções — que é o segundo dos três períodos legislativos anuais da Casa.

Pelo menos 60 pessoas ficaram feridas depois que a polícia usou cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Os policiais também desmontaram o palco e as tendas improvisadas em Jantar Mantar, um antigo observatório astronômico que se tornou a principal base da demonstração. Mas os manifestantes se recusaram a sair, mantendo um protesto permanente.

O INC compartilhou vídeos de seu deputado Rahul Gandhi e outros sendo arrastados para ônibus e levados para centros de detenção durante a confusão. Eles foram posteriormente libertados.

Após a violência de segunda, os manifestantes do CJP receberam a visita de vários líderes da oposição, como o ex-ministro-chefe de Déli, Arvind Kejriwal, e o político veterano Sharad Pawar. Mais tarde, na terça-feira, o presidente do INC, Mallikarjun Kharge, e o deputado Rahul Gandhi lideraram uma marcha surpresa até a casa de Modi, exigindo a sua renúncia e de outros ministros.

Gandhi disse que o governo deveria pedir desculpas aos estudantes pela repressão, acrescentando que o seu partido decidiu realizar o protesto em frente à casa de Modi porque não foi autorizado a levantar a questão no Parlamento.

Ele disse que se encontrou com o presidente da Câmara, Om Birla, para solicitar uma discussão, mas "o presidente disse que precisava da permissão do governo".

"Ficou muito claro para nós que o governo não tinha interesse em debater o assunto", disse Gandhi.

Mais tarde, Pradhan, o ministro da Educação, criticou o INC por "explorar descaradamente os estudantes como ferramentas políticas".

"Mesmo depois de o governo ter manifestado sua disposição para uma discussão abrangente, o CJP optou pelo espetáculo político em vez do debate democrático. Seu objetivo nunca foi encontrar soluções para os estudantes, mas sim causar perturbações para gerar manchetes políticas", disse ele em uma postagem no X.

Pradhan admitiu que o governo deve "respostas, reformas e responsabilização" aos estudantes do país, ascrescentando que "é exatamente isso que nosso governo continua comprometido em entregar."

A renúncia de Pradhan tem sido uma das principais exigências dos manifestantes, e o CJP ainda não respondeu aos seus comentários.

Os manifestantes, que estão acampados há um mês em Jantar Mantar, ganharam atenção global depois que o ativista e educador Sonam Wangchuk se juntou a eles em 28 de junho e iniciou uma greve de fome por tempo indeterminado em apoio às suas reivindicações.

Ele foi retirado à força do local do protesto pela polícia no sábado (18) e levado ao hospital, onde continua em jejum.

Nos últimos dias, o apoio ao CJP cresceu além de Déli, com protestos também sendo realizados em outras grandes cidades como Mumbai, Hyderabad, Bengaluru e Ahmedabad.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O governo indiano continuará a enfrentar pressão para abordar as reformas educacionais e as irregularidades nos exames.

    Very likely · Within months

  • Os protestos do CJP e da oposição provavelmente continuarão e poderão se espalhar ainda mais.

    Likely · Within weeks

Open Questions

  • Qual será a resposta do governo às crescentes exigências de renúncia?
  • Como a repressão policial afetará a participação futura nos protestos?

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This article was originally published by G1.

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