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Rede de postos de combustíveis no Rio movimentou R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro, diz PF
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G13h agoCrime3 min readBrazil

Rede de postos de combustíveis no Rio movimentou R$ 7,6 bilhões em lavagem de dinheiro, diz PF

Quick Look

  • Polícia Federal investiga rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio por suposta lavagem de R$ 7,6 bilhões, com envolvimento de políticos.
  • Ex-sargento Juracy, líder de milícia, é um dos alvos.

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Why It Matters

A Polícia Federal investiga uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio por suposta lavagem de R$ 7,6 bilhões, com envolvimento de agentes políticos. Um dos alvos é Juracy, ex-sargento da PM e líder de milícia.

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Segundo a Polícia Federal (PF), uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio teria movimentado R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que contava com a anuência de agentes políticos.

Ex-sargento da Polícia Militar, Juracy foi expulso da corporação em 2011. Posteriormente, foi condenado a 26 anos de prisão pelos crimes de homicídio e associação criminosa. As investigações o apontam como líder da milícia conhecida como Bonde do Jura.

Além de Jura, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, também são alvos da operação.

O nome de Juracy já havia aparecido no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2008. O documento o apontava como líder de uma organização paramilitar que atuava em bairros de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, explorando serviços clandestinos e impondo taxas a moradores e comerciantes.

Segundo o relatório, a milícia comandada por Jura, também chamada de Somos Comunidade, mantinha controle sobre áreas de Comendador Soares, Jardim Nova Era, Jardim Pernambuco, Palhada e Rosa dos Ventos. As investigações apontavam exploração de serviços como segurança privada ilegal, venda de gás, sinal clandestino de TV e transporte alternativo.

Em 2014, Juracy foi condenado por chefiar a organização criminosa e pelo assassinato de um jovem. Três anos depois, ao progredir para o regime semiaberto, recebeu autorização para trabalhar fora da prisão.

Nesse período, foi nomeado para a Secretaria Municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo. Documentos obtidos pelo RJ2 mostraram folhas de ponto e registros funcionais indicando sua atuação no município, com salário de R$ 3 mil.

A situação ganhou repercussão em 2020, quando o g1 e a TV Globo revelaram que o ex-PM condenado aparecia exercendo atividades políticas durante o período em que deveria cumprir sua jornada de trabalho autorizada pela Justiça. Após representação do Ministério Público, a Vara de Execuções Penais suspendeu cautelarmente as saídas de Juracy para trabalhar.

Juracy também se tornou conhecido nacionalmente após vir à tona sua participação na campanha eleitoral de Daniela Carneiro, hoje ex-ministra do Turismo e então candidata à Câmara dos Deputados em 2018, e do então candidato à Alerj Márcio Canella.

Imagens mostravam o ex-PM distribuindo material de campanha. Na ocasião, a assessoria da parlamentar afirmou que receber apoio eleitoral não significava qualquer vínculo com eventuais atos ilícitos praticados por apoiadores.

Open Questions

  • Qual a extensão total do envolvimento político?
  • Quantos postos estão diretamente ligados ao esquema?
  • Quais outras atividades criminosas estão associadas?

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This article was originally published by G1.

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