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Rio Acre em vazante: Chuvas abaixo da média e previsão de estiagem preocupam Rio Branco
Urgent
G16/1/2026Environment4 min readBrazil

Rio Acre em vazante: Chuvas abaixo da média e previsão de estiagem preocupam Rio Branco

Quick Look

  • O Rio Acre registra níveis baixos em Rio Branco devido a chuvas abaixo da média.
  • A previsão indica continuação da vazante até o segundo semestre de 2026, com risco de atingir níveis críticos em agosto e setembro, aproximando-se de marcas históricas de seca.

AI-generated summary

Why It Matters

The Rio Acre is experiencing a significant drop in water levels in Rio Branco due to below-average rainfall. Projections indicate a continuous decline, potentially reaching critical levels in the coming months, reminiscent of historical droughts. This situation occurs amidst a backdrop of frequent extreme weather events in Acre, including severe droughts, floods, and heatwaves.

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Com chuvas abaixo da média e previsão de redução nos próximos meses, o Rio Acre deve continuar em vazante em Rio Branco. Na manhã desta segunda-feira (1º), o manancial marcou 3,23 metros na capital acreana, segundo a Defesa Civil Municipal.

De acordo com dados do órgão repassados ao g1, maio terminou com acumulado de 72,8 milímetros de chuva, abaixo dos 104 milímetros esperados para o período.

Para junho, a previsão é ainda menor: 39,4 milímetros. Diante do cenário, existe a possibilidade de o rio atingir níveis críticos durante a estiagem deste ano.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, a tendência é de vazante contínua até o segundo semestre de 2026.

“O rio deve continuar descendo. Estamos um pouco acima dos três metros, mas a tendência é baixar de três, depois de dois metros. Podemos chegar a níveis muito críticos principalmente em agosto e setembro, que são os meses mais complicados em relação ao nível do rio”, afirmou.

Ainda conforme Falcão, a diminuição gradual das chuvas deve influenciar diretamente no comportamento do manancial nos próximos meses.

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“As chuvas estão cessando e devem diminuir ainda mais. Maio já choveu abaixo da média e agora temos junho, julho, agosto, setembro e outubro com poucas chuvas, o que traz uma série de consequências”, destacou.

A Defesa Civil de Rio Branco também acompanha a possibilidade de o Rio Acre se aproximar novamente de marcas históricas da seca. Em setembro de 2024, o manancial atingiu 1,23 metro, a menor cota já registrada em Rio Branco.

“Podemos chegar muito próximo dessa marca ou até superar. Mas não precisa chegar a 1,23 metro para causar problemas. Com 1,50 metro ou 1,40 metro as consequências já são bastante danosas”, alertou o coordenador.

Preocupação

A preocupação com a estiagem deste ano ocorre em meio a um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes no Acre. Além das secas severas, o estado também enfrenta cheias históricas, queimadas e períodos prolongados de calor intenso.

Um estudo do Centro Brasil no Clima aponta que o Acre registrou mais de 160 desastres ambientais em pouco mais de duas décadas. Entre os eventos mais recorrentes estão enchentes, secas e incêndios florestais, que afetam diretamente a população e a infraestrutura dos municípios.

Em Rio Branco e Brasiléia, por exemplo, enchentes e alagações passaram a fazer parte da rotina de muitas famílias. Já durante o verão amazônico, a redução das chuvas favorece a ocorrência de queimadas e piora da qualidade do ar.

Especialistas também alertam que períodos prolongados de seca contribuem para o aumento das temperaturas e ampliam os riscos à saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Planejamento

Na última quinta-feira (28), representantes da Defesa Civil, órgãos ambientais e pesquisadores discutiram durante uma reunião estratégias para enfrentar a estiagem prevista para este ano.

A discussão ocorreu em meio aos alertas sobre a rápida redução no nível do Rio Acre na capital. Conforme mostrou o g1, o manancial baixou 6,87 metros em apenas um mês. Para a Defesa Civil Municipal, o cenário já é considerado um “prenúncio de uma estiagem forte” em 2026.

Reunião que discute ações para enfrentar estiagem aconteceu na manhã da última quinta-feira (28) em Rio Branco — Foto: Richard Lauriano / Rede Amazônica

Na ocasião, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o objetivo é antecipar medidas para reduzir os impactos da seca e evitar a repetição dos problemas registrados nos últimos anos, como dificuldades no abastecimento de água, aumento das queimadas e prejuízos para comunidades rurais e ribeirinhas.

Outro fator que aumenta a preocupação é a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses.

Seca histórica

Em 2024, quando o Acre enfrentou uma das secas mais severas já observadas. Naquele ano, junho acumulou apenas 21,1 milímetros de chuva em Rio Branco, o equivalente a 34% do volume esperado para o mês.

Com a falta de precipitações, o Rio Acre entrou em rápida vazante e atingiu 1,23 metro em setembro e estabeleceu a menor cota da série histórica.

Na época, o governo do Acre montou um gabinete de crise para discutir e tomar as devidas medidas com redução dos índices de chuvas e dos cursos hídricos, bem como do risco de incêndios florestais.

Rio Acre chega em setembro de 2024 chegou ao menor nível já registrado — Foto: Jardel Angelim/Rede Amazônica

A seca afetou o abastecimento de água em comunidades urbanas e rurais, dificultou a navegação em regiões isoladas e contribuiu para o aumento das queimadas e dos problemas respiratórios provocados pela fumaça.

O que é o El Niño e por que ele preocupa?

🌡️☀️ O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Apesar de ocorrer no oceano Pacífico, ele altera padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta, incluindo o Brasil.

Segundo a agência climática dos Estados Unidos (NOAA), há mais de 80% de chance de formação do fenômeno ainda em 2026. Especialistas, porém, afirmam que ainda não é possível saber qual será a intensidade do evento.

Historicamente, o El Niño provoca redução das chuvas na região Norte, aumento das temperaturas e maior risco de seca e queimadas na Amazônia.

VÍDEOS: g1

Ops!

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • The Rio Acre will continue to decline, potentially falling below three and then two meters.

    Very likely · Within months

  • Critical levels for the Rio Acre are likely to be reached in August and September.

    Very likely · Within months

  • The Rio Acre may reach levels close to or even surpass the historical low of 1.23 meters recorded in September 2024.

    Possible · Within months

Open Questions

  • What will be the exact intensity of the El Niño phenomenon in the region?
  • What specific measures are being planned and implemented by the government to address the drought?
  • How will the reduced water levels affect navigation and transportation in isolated communities?
  • What are the projected long-term consequences of these recurring extreme climate events on the region's ecosystem and economy?

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This article was originally published by G1.

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