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Ronaldo Caiado defende classificar facções amazônicas como terroristas
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G15/25/2026Politics3 min readBrazil

Ronaldo Caiado defende classificar facções amazônicas como terroristas

Quick Look

  • Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado propôs classificar facções criminosas na Amazônia como terroristas para permitir cooperação internacional e atuação das Forças Armadas.
  • Ele argumenta que a medida é necessária para combater o crime organizado e proteger exportações brasileiras.

AI-generated summary

Why It Matters

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, defendeu a classificação de facções criminosas na Amazônia como terroristas. Ele argumenta que isso facilitaria a cooperação internacional e a atuação das Forças Armadas contra o crime organizado. O governo brasileiro se opõe a essa medida, argumentando que terrorismo tem motivações políticas, enquanto facções visam lucro.

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Ronaldo Caiado durante evento da Amcham Brasil, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu o enquadramento das facções criminosas que atuam Amazônia como terroristas. A medida, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional e atuação mais ampla das Forças Armadas para combater o avanço do crime organizado na região.

— Ronaldo Caiado, pré-candidato

Ele deu a declaração em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo.

Caiado afirmou que, se eleito, vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta enquadrando essas organizações como terroristas em seu primeiro dia como presidente, se vencer a eleição. Para ele, essa "é a única maneira" de recuperar o controle do território, onde, segundo ele, não há efetivo de policiais militares para combater facções brasileiras e estrangeiras.

"Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado", disse ele.

Para justificar a medida, Caiado afirmou que avanço dessas facções pode impactar as exportações brasileiras.

"Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu", disse o pré-candidato.

Ele também defendeu parcerias com países limítrofes da América do Sul e destacou que o Brasil tem cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, além de extensa costa marítima.

"Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso".

LEIA TAMBÉM

Governo brasileiro se opõe à classificação

Recentemente, o governo brasileiro se manifestou formalmente contra a intenção dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações criminosas. Em entrevista ao Estúdio i, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu que, enquanto as facções visam o lucro financeiro, o terrorismo tem motivações políticas.

Conforme publicou o g1, o governo americano já sinalizou que não levará em conta a posição brasileira nessa decisão, tratando a classificação como uma medida de segurança interna dos EUA.

O movimento dos EUA tem potencial de impacto direto na soberania brasileira, permitindo sanções financeiras severas e até extradições, mas encontra barreira na legislação do Brasil. A Lei Antiterrorismo brasileira não enquadra o crime organizado, o que cria um descompasso de protocolos entre os dois países.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Ronaldo Caiado will propose legislation to classify criminal factions as terrorists if elected president.

    Very likely · Within days

  • The US will proceed with its classification of PCC and CV as terrorist organizations, irrespective of Brazil's opposition.

    Likely · Within weeks

  • The classification could lead to financial sanctions or trade restrictions on Brazilian products.

    Possible · Medium term

Open Questions

  • Will the US proceed with classifying PCC and CV as terrorist organizations regardless of Brazil's stance?
  • How will Brazil's internal legislation adapt to potential US sanctions or extradition requests?
  • What specific technological and military partnerships would be pursued?
  • What is the current extent of foreign involvement in Brazilian criminal factions?

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This article was originally published by G1.

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