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Rússia acusa Europa de se armar e promover conflitos; Otan reforça defesas
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Rússia acusa Europa de se armar e promover conflitos; Otan reforça defesas

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Europa de "se armar até os dentes" e promover conflitos no continente nesta quinta-feira (4).

A declaração veio quase uma semana depois da Romênia acusar a Rússia de um ataque de drone ao país e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) falar em novas sanções contra Moscou, no dia 29 de maio.

Horas após o bombardeio, ao ser questionado sobre o incidente durante uma coletiva de imprensa, o presidente russo, Vladimir Putin, negou as acusações. Disse que não estava sabendo de nada e desafiou o país vizinho a entregar os destroços do drone para provar que ele foi lançado da Rússia.

"Ninguém sabe a origem de um drone. Drones ucranianos voaram para a Polônia e países bálticos antes... Acho que isso aconteceu novamente. Que eles entreguem, então, os destroços para a Rússia e assim faremos uma investigação", provocou.

Putin também afirmou que as acusações de que a "Rússia estaria se preparando para uma guerra com a Europa são mentira" e que não pode dar uma previsão para o fim do conflito com a Ucrânia, mas que as tropas russas estão "avançando a cada dia", o que pode indicar que ele está perto do fim.

"A Rússia não ameaça a Europa", afirmou.

Apesar da negativa incisiva de Putin, o porta-voz do quartel-general militar da Otan voltou a garantir que drone que caiu na Romênia era de origem russa e falou:

"A OTAN está avaliando como melhorar as defesas da Romênia e da OTAN contra ameaças de drones".

Os governos europeus aumentaram os gastos militares em resposta à guerra da Rússia na Ucrânia e ao que consideram ser o risco de um ataque russo a um país da OTAN, um cenário que Moscou considera absurdo.

Bombeiros e policiais trabalham no local de uma explosão em um bloco residencial após um ataque de drone perto da fronteira com a Ucrânia, em Galati, na Romênia — Foto: Inquam via REUTERS

Várias incursões de drones vêm sendo detectadas na Romênia desde o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, mas esta é a primeira vez que um desses dispositivos se choca contra um prédio residencial.

De acordo com o ministério, quando as aeronaves não tripuladas foram detectadas perto do espaço aéreo romeno, dois caças F-16 decolaram da base aérea de Fetesti, no leste do país, e "entraram em combate com os alvos".

A Romênia classificou o ataque como "grave violação do direito internacional" e solicitou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acelere a transferência de capacidades antidrone para o país.

A Otan afirmou que reforçará suas defesas contra todas as ameaças após o incidente na Romênia e que prepara o 21º pacote de sanções contra a Rússia.

"Condenamos a imprudência da Rússia, e a OTAN continuará a reforçar as nossas defesas contra todas as ameaças, incluindo drones", disse um porta-voz da OTAN numa publicação na plataforma de redes sociais X.

Em seguida, o presidente romeno, Nicusor Dan, e o ministro das Relações Exteriores da França convocaram o embaixador russo para tratar do assunto. A Romênia não aceitará que a guerra de agressão travada pela Rússia contra a Ucrânia seja transferida para seus cidadãos, disse Nicusor Dan.

Após novo alerta aéreo na Ucrânia na madrugada desta sexta (29), outro drone russo provou o incêndio em um navio de carga turco. Dois tripulantes ficaram feridos, segundo a marinha ucraniana.

Bloco residencial após um drone atingir um prédio perto da fronteira com a Ucrânia, em Galati, na Romênia — Foto: Inquam via REUTERS

This article was originally published by G1.

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