Secretária de Saúde de Palmas e Superintendente Presos em Operação
Quick Look
- Secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente Andreis Vicente da Costa foram presos em operação nesta quarta-feira (10).
- Suspeitos de fraudes em contrato de terceirização de R$ 139 milhões para UPAs.
- Uma empresária é procurada.
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Why It Matters
A Prefeitura de Palmas anunciou a terceirização dos serviços das UPAs em março de 2026, com um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. Investigações apontam que os atos internos para o contrato iniciaram em dezembro de 2025.
Dhieine é psicóloga, especialista em atenção primária pela Universidade do Vale do Itajaí e sócia de uma clínica de psicologia e nutrição que está ativa desde dezembro de 2023. Antes de assumir a secretaria, atuou como diretora de Atenção Especializada e gerente de Saúde Mental na Secretaria Municipal da Saúde de Palmas.
A operação foi realizada nesta quarta-feira (10). Além da secretária, o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também foi preso. A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teria atuado como lobista no contrato de terceirização, está sendo procurada pela Polícia Civil.
A defesa da secretária informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento.
O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia. A defesa de Cláudia afirmou que não teve acesso aos autos, mas a empresária está viajando e vai retornar para se apresentar à polícia.
Em março de 2026, a Prefeitura de Palmas anunciou a terceirização dos serviços das UPAs. O contrato feito com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba foi no valor de R$ 139 milhões. Conforme investigações, apesar de o anúncio ter sido feito este ano, os atos internos iniciaram em dezembro de 2025.
A polícia apurou que há suspeita de que documentos tenham sido produzidos para dar aparência de legalidade aos procedimentos e que o contrato com a entidade teria sido assinado antes da justificativa para dispensar o chamamento público.
Dhieine Caminski é suspeita de usar a posição de gestora da secretaria e fazer contatos com subordinados, com o objetivo de monitorar e direcionar as declarações que seriam prestadas à polícia durante a investigação.
Já Andreis Vicente da Costa teria feito minutas de pareceres que deveriam ser técnicos, entregando-as prontas para a assinatura de outros servidores, sem que houvesse debate prévio na comissão responsável.
A empresária Cláudia Fernanda é suspeita de locar um veículo de luxo utilizado por Andreis Vicente, o que reforçaria o vínculo entre os investigados e a entidade contratada. A prisão dela foi decretada após a Justiça considerar outros crimes pelos quais ela responde, como improbidade administrativa e outro inquérito policial por supostas fraudes na compra de testes de Covid-19 em Palmas.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva se apresentará à polícia.
Very likely · Within days
Novas prisões ou indiciamentos podem ocorrer conforme a investigação avança.
Possible · Within weeks
Open Questions
- Quais são os detalhes exatos das fraudes cometidas?
- Qual o envolvimento de outros servidores públicos ou da empresa contratada?
- Quais as consequências legais e administrativas para os envolvidos?
- Como a saúde pública em Palmas será afetada pela investigação e prisões?





