Starlink oferece internet gratuita na Venezuela após terremotos; Brasil e EUA enviam ajuda
Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 deixam mortos e desaparecidos; ONU e Irã também se mobilizam para apoio.
Quick Look
- Terremotos na Venezuela em 24 de junho causam mortes e desaparecimentos.
- Starlink oferece internet gratuita até 25 de julho.
- Brasil e EUA enviam ajuda humanitária e equipes de resgate, enquanto ONU e Irã também se mobilizam para apoiar o país.
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A Starlink anunciou que oferecerá internet gratuita até 25 de julho para clientes das áreas da Venezuela afetadas pelos terremotos de 24 de junho. Segundo a empresa, o benefício será concedido automaticamente aos usuários com serviço ativo e também àqueles que haviam cancelado a assinatura, permitindo a reativação sem custos.
A empresa informou ainda que novos clientes das regiões atingidas poderão solicitar o serviço gratuito após a compra do equipamento. Usuários cujos kits Starlink tenham sido danificados pelos terremotos também poderão pedir a substituição gratuita dos aparelhos por meio do suporte da empresa.
Um comissário de bordo da Gol registrou momentos logo após os terremotos atingirem a Venezuela na quarta-feira (24). Ele e uma parte da tripulação estavam em Caracas assistindo ao jogo do Brasil contra a Escócia no térreo de um hotel quando os terremotos atingiram a região.
No momento em que gravou o vídeo, o brasileiro afirmou que não tinha notícias do copiloto, que havia permanecido no quarto. O g1 entrou em contato com a Gol. Sem citar o copiloto, a empresa afirmou que mantém contato com os tripulantes em Caracas, que todos estão bem e em local seguro.
O Itamaraty confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros devido ao tremor.
"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas", diz a nota.
Uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira deve decolar às 10h do aeroporto de Guarulhos nesta sexta.
"A missão contará com uma equipe de Busca e Resgate Urbano, nível pesado, reunindo profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)", diz a FAB.
Moradores da cidade costeira de La Guaira, a mais atingida pelo duplo terremoto que abalou a Venezuela, passaram a quinta-feira (25) cavando os escombros com as próprias mãos em busca de sobreviventes. Quase 24 horas após os tremores, muitos moradores afirmavam que o socorro ainda não havia chegado a diversas áreas afetadas.
"Estamos tentando ajudar com o que podemos, mas faltam equipamentos", disse Carlos Borges, que participava das buscas, à Reuters.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (25) a aprovação do envio de 150 milhões de dólares (R$ 778 milhões) em ajuda à Venezuela, após os dois terremotos que causaram pelo menos 188 mortes, informou o Departamento de Estado.
Além disso, o governo americano enviará ao local duas equipes de busca e resgate para localizar pessoas desaparecidas.
Mais de 10 mil pessoas estão desaparecidas nesta quinta-feira (25) na Venezuela no dia seguinte após terremotos terem devastado o país sul-americano.
O número vem de um site criado para rastrear pessoas desaparecidas por conta do desastre natural, e compartilhado no X por líderes da oposição venezuelana. A página listava mais de 10.000 pessoas como desaparecidas às 6h40 da manhã no horário de Brasília.
Muitos venezuelanos estavam em casa quando os terremotos atingiram o país durante um feriado nacional.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos, usando modelos preditivos para estimar o número de mortos, afirmou que o total provavelmente chegaria aos milhares, com uma probabilidade significativa de ultrapassar 10 mil.
O Complexo Petroquímico de Morón, o segundo maior em operação na Venezuela, retomou suas atividades após uma paralisação preventiva devido aos terremotos que afetaram a região e causaram danos à infraestrutura, informou o chefe dos bombeiros da área.
Fontes do centro haviam informado anteriormente que os trabalhadores do complexo foram instruídos a não entrar enquanto uma avaliação inicial dos danos era realizada, acrescentando que um vazamento de um tanque de armazenamento havia sido detectado nesta quarta-feira (24).
O Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos Humanitários fez um apelo nesta quinta-feira (25) para que mais países enviem ajuda à Venezuela após o terremoto.
O coordenador humanitário da ONU, Tom Fletcher, afirmou também que a ONU está "totalmente mobilizada" para apoiar a população venezuelana afetada.
"Estamos totalmente mobilizados para apoiar a população da Venezuela (...). Os próximos dias exigirão um enorme esforço coletivo para apoiar a resposta liderada pelo governo e ajudar as comunidades afetadas", disse Fletcher em um comunicado.
Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela na noite de quarta-feira (24) —o primeiro de magnitude 7,2 e o segundo, de magnitude 7,5— derrubaram prédios e deixaram mortos em Caracas e em cidades do litoral do país.
O curioso é que os tremores ocorreram com 39 segundos de diferença um do outro. Isso fez com que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificasse a sequência como um raro terremoto "duplo", ou "sismo gêmeo".
O Irã afirmou estar pronto para ajudar nas operações de resgate e socorro após a Venezuela ter sido atingida pelo terremoto mais forte em mais de um século.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em comunicado, "anunciou a prontidão do Irã em fornecer toda a assistência necessária nas operações de socorro e resgate", ao mesmo tempo em que expressou "solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela".




