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Três suspeitos presos pelo assassinato de ex-vereador em Alagoinha, PE
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G16/3/2026Crime4 min readBrazil

Três suspeitos presos pelo assassinato de ex-vereador em Alagoinha, PE

Quick Look

  • Três suspeitos foram presos pela Polícia Civil de Pernambuco pelo assassinato do ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como "Ezinho Construção".
  • Entre os presos estão o vereador Marcos André dos Santos e sua esposa, suspeitos de interferir nas investigações.
  • A principal hipótese é que o crime tenha sido motivado pela disputa por uma vaga na Câmara Municipal.

AI-generated summary

Why It Matters

O ex-vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como "Ezinho Construção", foi assassinado em abril de 2025 em Alagoinha, Pernambuco. A Polícia Civil prendeu três suspeitos, incluindo o vereador Marcos André dos Santos e sua esposa, que teriam interferido nas investigações.

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Vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção, foi assassinado em agosto de 2025 — Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (3) três suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-vereador de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como “Ezinho Construção” (PODE). Entre os presos estão o vereador Marcos André dos Santos, conhecido como Marcos de Esmeralda (PODE), a esposa dele, Roseni Patricia de Moraes, e Ruben Nelson Alves de Oliveira. O crime aconteceu em abril de 2025 e o inquérito está na fase final de conclusão.

Segundo a investigação, o vereador Marcos de Esmeralda é apontado como possível mandante do homicídio. A principal hipótese da Polícia Civil é a de que o vereador teria encomendado a morte de Ezinho para assumir uma vaga na Câmara Municipal de Alagoinha. Marcos nega envolvimento no crime.

“A hipótese com que nós trabalhamos é que ele tenha mandado matar Ezinho para assumir o cargo de vereador em Alagoinha. Ezinho era vereador e ele era o primeiro suplente”, afirmou o delegado Walkis Pacheco, responsável pela investigação.

De acordo com o delegado, a prisão de Marcos e da esposa dele não ocorreu por participação direta na execução do homicídio, mas por supostas interferências no andamento das investigações.

“Quanto a Marcos e a mulher dele, eles apresentavam comportamentos no decorrer das investigações que acabaram por obstaculizar, acabaram por interferir com o correto andamento das investigações”, disse.

Segundo a Polícia Civil, um dos episódios investigados ocorreu após o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Conforme o delegado, o celular de Roseni não foi localizado durante a operação e, dias depois, ela e o marido registraram um boletim de ocorrência informando que o aparelho havia sido roubado.

“Poucos dias depois desse cumprimento dessa busca, eles foram registrar, tanto Marcos quanto a Rosenir, um boletim de roubo de celular e a gente, ao investigar isso, não encontramos evidência nenhuma de que teria havido qualquer roubo”, afirmou Walkis.

Ainda segundo o delegado, a apuração levantou suspeitas de que a comunicação do suposto roubo poderia ter o objetivo de ocultar informações relevantes para o inquérito. “Isso aí já levantou suspeita de que o indivíduo estava tentando haver um possível mascaramento quanto a evidências que pudessem ser de importância para a gente”, declarou.

A Polícia Civil também apura outros fatos que, segundo o delegado, indicariam tentativas de influenciar ou dificultar a investigação.

“Houve outros fatos que ainda estão em investigação, fatos de grave natureza também, que demonstram em certa medida a vontade em direcionar as investigações da polícia”, afirmou.

Sobre Roseni Patricia, o delegado informou que ela não é investigada por participação direta no assassinato de Ezinho. “A esposa dele não tem participação no homicídio de Ezinho. O que ocorre é o seguinte: ela, com o comportamento dela nesse caso do celular e em outros casos que ainda estão em investigação, agiu de maneira a dificultar, a obstaculizar ou a querer guiar os rumos da investigação por mais de uma vez”, disse.

Participação do assessor

Já Ruben Nelson Alves de Oliveira é apontado pela investigação como o responsável por intermediar a contratação do homem que executou o crime. Segundo o delegado, testemunhas relataram que ele comentava sobre trazer uma pessoa de fora do estado para matar a vítima.

“Quanto ao Ruben, que nós temos nos autos a prova de que ele, segundo a gente levantou por testemunha, estava dizendo de trazer alguém de São Paulo para matar a vítima”, afirmou.

De acordo com o delegado, os elementos reunidos até o momento indicam que Ruben atuou como intermediador da execução do homicídio. “Nós conseguimos essa mesma prova e determinamos até o momento que ele agenciou a pessoa que iria matar”, declarou.

Relembre o caso

Vereador foi morto a tiros em Alagoinha no Agreste de Pernambuco. — Foto: Agreste Violento

Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção, foi morto a tiros na manhã de 26 de abril de 2025, em Alagoinha. Segundo a investigação, ele havia acabado de sair de um armazém de sua propriedade quando foi abordado por criminosos.

“Ele tinha acabado de sair de um armazém que ele é dono, foi resolver algumas coisas nesse negócio dele e, assim que ele saiu, foi parado em via pública, foi mandado descer da motocicleta e foi alvejado com um disparo de arma de fogo”, relatou o delegado.

O vereador chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu aos ferimentos.

Empresário e filiado ao Podemos, Ezinho tinha 48 anos e exercia o primeiro mandato como vereador, conquistado nas eleições municipais de 2024. Em agosto de 2025, uma operação da Polícia Civil já havia cumprido mandados de busca e apreensão contra investigados no caso, resultando na apreensão de armas, munições e aparelhos celulares. As investigações seguem em andamento.

Ops!

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Conclusão do inquérito e possível denúncia formal contra os suspeitos.

    Very likely · Within weeks

  • Julgamento dos envolvidos no assassinato e na obstrução da justiça.

    Likely · Within months

Open Questions

  • Quem foi o executor direto do crime?
  • Quais são os outros fatos graves que a polícia está investigando sobre a interferência nas investigações?
  • Qual a motivação exata para a contratação do executor de fora do estado?
  • Qual a relação exata entre Roseni Patricia e o crime, além da suposta ocultação de provas?

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This article was originally published by G1.

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