TSE determina novas eleições para governo do estado, mas STF decidirá formato
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- O TSE determinou novas eleições para o governo do estado, mas o formato (direto ou indireto) será decidido pelo STF.
- A inelegibilidade de Rodrigo Bacellar até 2030 foi oficializada.
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Why It Matters
O TSE determinou a realização de novas eleições para o governo do estado, mas o formato (direto ou indireto) será decidido pelo STF. A decisão também oficializou a inelegibilidade de Rodrigo Bacellar até 2030.
A decisão reafirma que devem ser feitas novas eleições para o mandato tampão, mas é o Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir se o pleito será direto, nas urnas, ou indireto, por meio da Assembleia Legislativa.
O acórdão do TSE também oficializou a inelegibilidade do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, até 2030 por abuso de poder político e econômico. O caso envolveu a Fundação Ceperj e a Uerj nas eleições de 2022.
Contudo, a maioria dos ministros rejeitou esse pedido, mantendo o entendimento de que não houve maioria suficiente para decretar a cassação dos diplomas após as renúncias.
O acórdão determinou a realização de novas eleições para o mandato tampão ao governo do estado, mas não definiu o formato — se a votação será direta — pelo voto popular — ou indireta — uma escolha de deputados da Alerj.
O ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo, quando o placar estava em 4 a 1 a favor de eleições indiretas.
O STF também aguarda o fim da tramitação de todos os recursos. Com a publicação do acórdão do TSE, há um prazo de três dias para que as partes contestem a decisão.
Como o Supremo entra em recesso no mês que vem, isso significa que a decisão pode sair ser somente em agosto ou setembro, já bem próximo das eleições já marcadas de outubro.
“Eu aqui estou e pelo visto continuarei por, calculo, 90 dias. Talvez, mais até. Mas hoje a previsão seria de mais ou menos 90 dias. Vindo a ideia de eleição, uma eleição direta, ou indireta, teríamos uma pessoa pra ficar no governo pelo período restante. Depois assumiria o governador eleito. Não sei se é a melhor solução”, disse Ricardo Couto.
“O Supremo vem fazendo uma operação por mencionar que o que interessa é a data do fato gerador da assunção. Quando se deu a dupla vacância, quem teria legitimidade, apenas, seria o presidente do Tribunal. E colocar o presidente do Tribunal para depois, meses seguintes, colocar o presidente da Alerj, e depois, meses seguintes, colocar um governador eleito, isso traria uma insegurança tremenda. A opção até agora, pelo Supremo, foi a opção pela segurança”, acrescentou.
A defesa de Cláudio Castro informou que respeita a decisão do TSE, mas que discorda de suas conclusões e entende que há pontos jurídicos relevantes que ainda precisam ser apreciados pelas instâncias competentes.
Open Questions
- Qual será o formato da eleição (direta ou indireta)?
- Quando o STF tomará a decisão final?
- Qual o impacto da decisão na eleição de outubro?






