Vídeo mostra Henry morto e acusa mãe de acobertar torturas
Quick Look
- Vídeo chocante exibido em tribunal mostra Henry morto e acusa a mãe, Monique Medeiros, de acobertar torturas infligidas pelo padrasto, Jairinho.
- A promotoria argumenta que Monique sabia das agressões e só mudou sua versão após a prisão.
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Why It Matters
Um vídeo de 5 minutos e 47 segundos foi exibido durante a sustentação da acusação no julgamento de um caso de agressão infantil. O material reuniu imagens de Henry, a vítima, desde bebê até momentos após sua morte, incluindo registros da investigação. A acusação busca convencer os jurados de que Henry foi vítima de agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto.
O vídeo, com 5 minutos e 47 segundos de duração, foi exibido pelo advogado Cristiano Medina, assistente de acusação que atua ao lado do Ministério Público.
O material reuniu imagens de Henry ainda bebê, registros da convivência da criança com familiares, momentos de lazer e trechos de reportagens exibidas após a morte do menino.
Em um dos momentos de maior impacto emocional, o vídeo mostrou imagens de Henry pouco antes de sua morte e registros produzidos durante a investigação do caso. Em uma das imagens, o júri viu Henry morto, deitado na maca do IML, após realização de exames para perícia.
A apresentação do vídeo ocorreu durante a sustentação da acusação, que tenta convencer os jurados de que Henry foi vítima de agressões praticadas dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto.
Antes da exibição do vídeo, o promotor Fábio Vieira dedicou parte de sua argumentação à conduta de Monique Medeiros após a morte do filho. Segundo ele, a mãe de Henry passou a sustentar a versão de que era vítima de manipulação por parte de Jairinho apenas depois de ser presa.
De acordo com o promotor, Monique deixou de comunicar suspeitas de agressões contra o filho em diversos momentos anteriores à investigação criminal.
Vieira relembrou aos jurados que, segundo a acusação, Monique não relatou episódios de violência à psicóloga que acompanhava Henry, aos médicos que participaram do atendimento da criança no Hospital Barra D'Or nem aos policiais responsáveis pela investigação do caso.
O promotor também voltou a citar o episódio ocorrido em 12 de fevereiro de 2021, quando a babá Thayná teria informado Monique sobre uma situação envolvendo Henry e Jairinho dentro do apartamento.
"Não há dúvida alguma que o Henry chegou morto ao hospital, que ele foi agredido dentro do apartamento e que Monique sabia de todas as torturas. A babá comunicou a Monique sobre o dia 12. No momento em que o garoto entrou no quarto, fizeram uma chamada de vídeo. O garoto disse: "mamãe, vem pra casa", declarou.
"Monique minimizou aqueles atos. Minimizou para a mãe, para o irmão. A Monique acobertou o Jairo em todos os atos de tortura", afirmou o promotor.
A acusação também sustentou que Monique permaneceu ao lado de Jairinho mesmo após a morte de Henry e argumentou que a mudança na versão apresentada pela ré ocorreu somente após a prisão do casal.
Open Questions
- Qual será a decisão final do júri?
- Haverá outras provas apresentadas pela defesa?
- Qual o desfecho legal para Monique Medeiros e Jairinho?






